<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005</id><updated>2011-11-17T14:54:27.381-08:00</updated><title type='text'>Maria-Sem-Vergonha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>61</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7465548967145542268</id><published>2011-11-17T14:15:00.000-08:00</published><updated>2011-11-17T14:16:47.569-08:00</updated><title type='text'>A EXIBICIONISTA</title><content type='html'>(2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmentos existenciais relatados por uma jornalista que passa as tardes quentes de calcinha. E de propósito!  &lt;br /&gt;Quando tudo começou por Mlle. Monique    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa e o prazer em reconhecer-se paisagem de olhos distantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Incrível como descobrimos alguns talentos ao longo da vida. Tem gente que descobre talento com sessenta, setenta anos. Alguns passam a vida sem descobrir, e aí é meio triste, né? Talento para administrar, cozinhar, entender, mexer em chuveiro, em repimboca da parafuseta, para representar, ganhar dinheiro, talento para foder com a vida dos outros. O meu, esse de me exibir e observar (mais de me exibir) descobri quando vim morar aqui, de frente para uma movimentada avenida nesta capital.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muitos anos minhas janelas deram para os fundos de uma área escura e um pouco triste, o que, acho, fez com que saboreasse ainda mais a vista urbana da qual me sirvo hoje. Moro em um apartamento cercado de prédios, e isto me faz ficar completamente atenta aos meus queridos vizinhos e vizinhas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo foi bem engraçado: tive de viver um pouco sem meus móveis, apenas um colchão na sala onde deitava e de onde, até hoje, dá pra se ver tudo do bloco de frente. Até aí tudo bem. Tomava alguns cuidados para não ser observada, como apagar todas as luzes ou estar sempre vestida. Isso, pensava, até a mudança chegar e comprar uma cortina.  Numa noite preguiçosa em março de 2001 resolvi deixar a sala em uma agradável penumbra, acender velas perfumadas, abrir um vinho também perfumado e tomá-lo em taça de cristal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma festa privada, sem móveis e sem tristeza. Eu e minha amada solidão!   O ar quente e seco irritava, abri a janela de vidro que pega todo o cômodo. Uma musiquinha... Não me lembro qual, mas era algo do tipo flamenco ou coisa que o valha, um Paco de Lucia de leve, uma guitarra. Tambores. Deitei no colchão em posição transversal. De saia. Completamente inocente. Sim, por que os homens não entendem que uma mulher veste saia às vezes simplesmente porque está calor, mas este é um outro assunto.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento (que momento lindo!) senti-me inebriar. Olhei para a taça, e achei muito bonita a cor bordô que dava sede no cristal. Os tambores... durante um tempo fechei os olhos, e permaneci assim. Viver era bom, pensei. Com o cotovelo no chão, uma das mãos sustentava a cabeça, enquanto a outra pousava suavemente por cima de minha perna dobrada. Os tambores tornaram-se delicados. Senti minha própria mão percorrendo a perna em um S.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí foi que abri os olhos e avistei um de meus vizinhos de sua sacada olhando fixamente para o apê. Minha primeira reação foi sair de seu ângulo imediatamente.  Mas talento é talento, e acho mesmo que há uma certa predestinação na vida da gente. A música era tão boa, o colchão tão macio e a penumbra? Bom, a penumbra era a luz da ribalta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui voltando aos poucos para o palco arrastando-me no chão como uma serpente. Primeiro os pés. Depois as pernas, tronco e quando vi, lá estava eu no mesmo lugar e posição, desta vez ciente que meu espectador estava a me lamber com os olhos. Tive a certeza de que era casado. Engraçado que só fui ver sua mulher no último dia, quando mudou-se deixando um vazio insubstituível. Mas tinha certeza. Inclinando o corpo para a frente, esticava o pescoço. Não liguei. Continuei escutando a música espanhola, estava felicíssima! Adorando aquele homem, que poderia ser qualquer um, tão interessado em me observar. Adorando ser observada! Ele acendeu um cigarro, e dobrava-se ainda mais na janela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei com os joelhos dobrados como se pousasse para um quadro. Ele sorvia o cigarro devagar, atento, e se tivesse cinqüenta olhos, estaria olhando com os cinqüenta. Mas...e se fizesse algum sinal? Meu Deus, se fizesse algum sinal iria estragar tudo! Meu fingir que não sabia, seu fingir que eu não sabia. Um frio subiu a espinha, e eu morrendo de medo coloquei-me ainda mais naturalmente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não fez sinal algum. Sabia jogar. Conhecia-me. Aos poucos tornou-se um profundo conhecedor de meus hábitos e só saía de seu posto quando eu finalmente cansava e apagava as luzes. A distância entre um bloco e outro é perfeita: nem muito perto, nem longe.  Passou a aparecer todos os dias sempre no mesmo horário, e mesmo depois que o cigarro acabava, lá estava meu voyeur.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a me produzir. Nada curto, imagine. Camisola preta longa, estirava-me no sofá que agora mobiliava a sala, esperando a hora em que ele, religiosamente, apareceria. Dava uma mexidinha nas pernas para a saia de seda subir, e ela ia subindo, e quando chegava nas coxas eu parava e ficava assim, durante um longo tempo. Levantava cuidadosamente, em movimentos graciosos. Sim, porque nessa história de exibicionismo à distância os movimentos são importantíssimos. Nada brusco ou desajeitado. Tem que dar uma reboladinha, sem exagerar, uma ajeitadinha no decote. Tudo, é claro, olhando só de soslaio para seu observador atento.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí descobri que meu amigo voyeur era até bonito, o que na verdade nem importava mais. E pedólatra. Isso eu descobri por acaso, quando antes de ir para a balada calcei sandálias de tirinhas, e sandália a gente tem que calçar assim, devagarinho. Inclinar o corpo um pouco de ladinho, dar uma olhada para os pés e pernas. Ele enlouquecia! E a partir daí eu sempre calçava as sandálias perto da janela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez ele apareceu de cueca. Fiquei meio puta, achei que estava quebrando um código de ética nosso e deixei a luz bem escura, dificultando sua observação. E aquele dia foi perigoso, quase que põe tudo a perder. Afinal, qualquer tentativa de me conhecer mais de perto seria o fim, não iria querer vê-lo nunca mais. E perfeito foi, porque sempre à distância. Sei que mexia com seus nervos, mas sei também que lhe proporcionei momentos deliciosos, noites felizes ao lado da mulher que nunca aparecia na janela.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei o costume de observar o interior dos apartamentos depois disso, e o dele era bem peculiar: uma bandeira dos Estados Unidos, medalhões de guerra, algo na parede que acho que eram fotos. Sofá sem cor determinada. Não dava para imaginar o que o cara era, com o que trabalhava. Só sei que usava cuecas brancas e que desenvolveu em mim, maravilhosamente, a deliciosa vontade de ser observada. Um devaneio.  Este texto é um agradecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei de lado as cortinas, elas já não me servem para nada. Quem vem me visitar estranha um pouco a princípio, depois acostuma. O exibicionismo é contagiante!  Este foi o começo. Tenho várias outras histórias desta mini sacada, mas vou pesquisando sobre a arte e contando em doses homeopáticas. Talvez montar uma associação, pois sei que não sou a única a observar e ser observada diariamente. E exibida.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mademoiselle Monique é Mônica Oliveira. Paulistana, jornalista e exibicionista assumida. Trabalhou para a rádio Patrulha FM, onde fazia entrevistas com políticos, e para jornais e revistas de todos os naipes, entre eles o Diário do Grande ABC e o Agora São Paulo, além de escrever para áreas técnicas e revistas femininas sobre moda, beleza, comportamento e papel da mulher na sociedade moderna. Morou também na Nova Zelândia, onde trabalhou para o Jornal The Ensign, e seu site entra em breve em fase&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7465548967145542268?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7465548967145542268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7465548967145542268&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7465548967145542268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7465548967145542268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/11/exibicionista.html' title='A EXIBICIONISTA'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5966796876184204683</id><published>2011-08-13T05:39:00.000-07:00</published><updated>2011-08-13T05:43:21.535-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-zaQwSkKHXU4/TkZxQHuqLII/AAAAAAAAAR4/Zns4_9CJvwE/s1600/papis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-zaQwSkKHXU4/TkZxQHuqLII/AAAAAAAAAR4/Zns4_9CJvwE/s320/papis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640320105094720642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e meu pai em algum "dezembro de um ano dourado..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este continho é do ano de 2006 e saiu em alguns sites e no meu antigo blog; portanto, algumas pessoas que acompanham as minhas bobagens há algum tempo já o conhecem. Pensei em escrever algo novo, mas não encontrei maneira mais clara de traduzir o que o meu pai significou em minha vida, pois que é uma história verídica. Então, novamente, aí está:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As unhas vermelhas de papai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte sempre esteve perto. Com foice e capa preta, sentada no sofá. Acostumei-me a ela. Muito nova, perdi avós maternos, tios. Aos 13 começou a varredura do núcleo familiar e lá se foi vovó Tanica e um cara que eu chamava de pai; figura mitológica, sagrada e papel principal da nossa sociedade. Depois, José Maria, meu irmão com nome santo, mas este é um capítulo tão doloroso que convém deixar pra mais tarde, ou mesmo deixar pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro homem da minha vida era mineiro, hipertenso, gostava de literatura budista e de estar em casa com seu pijama. Preocupava-se muito em deixar para os filhos algo que realmente prestasse em um mundo que já começava a falir. E deixou. Devo a ele a minha teimosia e a obstinação, pois que aprendi a ser livre antes do feminismo e de outros ismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas manhãs quentes de sábado, lembro-me dele me pegando pela mão para assistir ao Desafio ao Galo, espécie de campeonato de futebol esquisito da extinta TV Record. Com os irmãos já crescidos e desinteressados, tornei-me a sua companhia de vestido curto e botas ortopédicas. Contava então com uns cinco ou seis anos de existência e a segurança daqueles momentos fazia-me pensar que a vida seria sempre boa e maldade era coisa de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era inclusive professor, amigo e, na falta de uma irmã para dividir feminices, amiga também. Um dia, sentindo falta de figura feminina nas brincadeiras (mamãe era um pouco séria), tive a idéia de vesti-lo de mulher. Isso mesmo. Espada que era, não foi nada fácil convencê-lo. Aliás foi um trabalhão. Mas venceram o seu excelente senso de humor, sua preguiça e principalmente seu amor por mim. E foi. Sem culpa, como se travestem os homens nos carnavais quando a sociedade assim permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu começava lá uma descoberta tão importante do significado de ser mulher, mesmo que em um homem: o prazer da produção, de se montar. Primeiro a saia folgada de mamãe. Depois um par de coloridíssimos saltos dos anos 70, em que na verdade só cabiam os dedos. Aí vinha a melhor parte, a mais lúdica: a maquiagem. Sombras, cílios postiços, blush e pó (que naquele tempo já não era mais de arroz), e batom vermelho, até hoje uma paixão. Por fim, a peruca de cachos castanhos (era muito comum ter peruca em casa nessa época), laranjas no peito e um leque feito de papel utilizado para esconder o bigode. Minha moça era feia, alta e um pouco desajeitada. Quando as primas iam de visita, era diversão na certa! Eu ficava muito orgulhosa, pois o meu pai era o mais legal de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez já crescida resolvi retomar os velhos tempos. Desta vez meu pai ralhou muito mesmo, afinal eu não era mais menina. Mas ainda me amava como tal, e com certa inércia, deixou. Quis incrementar a produção com esmaltes vermelhos, pois seu rosto cansado da doença convencia cada vez menos como senhorita. Ele ficou uma fera e me fez prometer tirar “aquilo” tão logo acabasse a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu esqueci de tirar. Alguns dias depois, chegava da escola quando percebi a tensão no rosto de quem me esperava. Meu pai tinha morrido com as unhas do pé esmaltadas de vermelho. O rapaz da funerária estranhou. Pegou um chumacinho de algodão com acetona e tirou sem fazer perguntas, pois estávamos muito tristes.//&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5966796876184204683?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5966796876184204683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5966796876184204683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5966796876184204683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5966796876184204683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/08/eu-e-meu-pai-em-algum-dezembro-de-um.html' title=''/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zaQwSkKHXU4/TkZxQHuqLII/AAAAAAAAAR4/Zns4_9CJvwE/s72-c/papis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5974691247217829538</id><published>2011-07-31T10:41:00.000-07:00</published><updated>2011-07-31T10:42:06.543-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Saudades de escrever, limpar a alma. Sem escrever tanto tempo, um ato de menos esforço e mais felicidade, estava me sentindo meio suja. E é bom voltar à faxina, lavar os tapetes como em começo de ano, limpar os móveis, encher os sacos de lixo do cérebro com as coisas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor dia para começar impossível. Domingo cinza combinando demais com reflexão, uma xícara de café e um gato símbolo do conforto. O marido longe, eu e a solidão. Tirando algumas poucas vezes esta senhora temperamental não me incomoda, a gente estabeleceu uma amizade bonita e estranha. E eu voltando a brincar com as palavras: pega aqui, bota ali, cada uma tem um jeito, adoro quase todas. E fazer o meu bolo, meu conto, minha prosa: hoje preciso botar açúcar, ovos. Vou mexendo e mexendo, uma vírgula aqui, um ponto de exclamação, usado de forma tão banal nesses tempos herméticos de internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa mudança. As coisas mudam, elas estão mudando agora mesmo, não está vendo? Pois é, eu também não via mas agora tá tão diferente que isso também. Embora pareça igual: a cor do cabelo, a expressão. Mas se você reparar onde ninguém repara vai ver que eu mudei e você mudou e nem adianta falar que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu quero mais. Eu não quero comprar uma tevê de LED. Eu não quero comprar nada. Quero sentir. O gosto do arroz que eu vou fazer daqui a pouco. Fazer carinho em cachorro de armazém, na pele de um bebê. Sentir o cheiro do bebê, a loção misturada a um leve odor de fezes, que seja. Humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar à Amazônia e ver todos os igarapés de novo e sentir a presença de algo tão inexplicável que vai continuar inexplicável aqui – ainda mais para um monte de gente que  acha que felicidade é comprar um carrão ou um casaco de uma dessas grifes aí.  Eu trocaria isso por uma tarde quase pelada no rio Tupana em tempo de cheia. Lua cheia também e céu estrelado melhor que todos os filmes. Mas falo sozinha e cada vez menos gente é capaz de entender. Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse, simpatizo muito com a senhora solidão. Fizemos um acordo. E um dia eu espero que tudo fique bem – que é um jeito que eu encontrei de terminar isso aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5974691247217829538?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5974691247217829538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5974691247217829538&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5974691247217829538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5974691247217829538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/07/saudades-de-escrever-limpar-alma.html' title=''/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7043930155731741295</id><published>2011-03-16T11:24:00.000-07:00</published><updated>2011-05-04T16:44:47.016-07:00</updated><title type='text'>Para os japoneses e descendentes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TGj2Bb2wobs/TYEAhCiRsYI/AAAAAAAAARs/qbbKXEmJ1MM/s1600/yinzhaoyang.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 174px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-TGj2Bb2wobs/TYEAhCiRsYI/AAAAAAAAARs/qbbKXEmJ1MM/s320/yinzhaoyang.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584745580532445570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: Yinzhao Yang&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estudei em escola pública, quando elas eram a melhor opção. E sempre tinha um, dois ou mais descendentes de orientais em cada classe, todos os anos. Filhos de coreanos, chineses e, claro, japoneses. Era um treino, um bom treino para conviver com as diferenças. Esses ainda eram nisseis, uma primeira geração e muitas vezes serviam de tradutores para os próprios pais, donos de quitandas ou feirantes. Gente humilde mas muito exigente, que cobrava dedicação e resultado de seus filhos. Conclusão: os japas passaram a perna na gente, tiravam as notas máximas (e quando não, choravam), estudavam no Bandeirantes e passavam na USP.  E a próxima geração veio bem-sucedida e meio abrasileirada. E fomos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 80 e 90 houve uma certa debandada dessa geração, já aculturada, para a terra dos seus ancestrais. O país estava em ótima fase e precisava de mão-de-obra, e muita gente juntou uma grana com trabalho duro. Alguns pensavam em voltar um dia e ficaram mesmo por lá; outros não queriam retornar mas acabaram voltando.  E aí vieram os sanseis, que gostavam de pagode e axé e eram meus amigos. E eu os amava como tal: tímidos, disciplinados (mas não tanto quanto foram seus pais), boa gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Japão sempre esteve no meu imaginário e na minha lista de destinos favoritos. Antes dos últimos acontecimentos, estava no top do ranking dos “países que quero conhecer antes de morrer”.  Casei em um templo budista e se hoje não assumo essa posição, sempre achei a cultura oriental misteriosa e fascinante, de uma razão muito profunda. É curioso como eles misturam o tradicional e o moderno com tanto refinamento.  Que eles não se beijem na rua, que mulheres andem atrás de seus homens, que as gueixas tenham de nascer para servir. Que o karaokê seja uma das formas mais formidáveis de descontar toda a carga emocional de um dia pesado – e como eles devem entender de introversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os filmes: Em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Imp%C3%A9rio_dos_Sentidos"&gt;O Império dos Sentidos&lt;/a&gt;, um dos mais lindos da história cinematográfica, o amor vai além dos limites, como é quando eles resolvem ser intensos. Nessa leva, &lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/ninguem-pode-saber/"&gt;Ninguém Pode Saber&lt;/a&gt; é um dos dramas que mais me tocaram e finalmente, mais recente, &lt;a href="http://www.cineplayers.com/filme.php?id=292"&gt;Encontros e Desencontros&lt;/a&gt;, de Sofia Coppola, com seu olhar estrangeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria descobrir o Japão. Tentar falar inglês e, de repente, encontrar uma velhinha, pedir informação e descobrir que ela só fala japonês – e responda com mímica ou nem responda. Escutar um heavy metal em japonês ou algo assim, provar da culinária local. Tókio, suas luzes, seu cenário de Blade Runner. De repente dar uma passadinha no interior, ver casas pequenas, o Monte Fuji.&lt;br /&gt;Mangás, pornografia japonesa com suas lolitas atadas, mulheres lânguidas, outros estereótipos. Clichês e não clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas guardar dinheiro pra viajar é difícil e demorado, De repente alguém fica doente na família e todo o resto fica pra depois. Ou gasta-se dinheiro com coisas que você pode ver, como um carro, cujo resultado é mais despesas e estresse. A gente acaba esquecendo que a vida passa rápido e que vale mais aquela recordação da paisagem linda na sua frente do que quinhentas prestações. E a vida continua passando.&lt;br /&gt;Aí veio a bomba. A terrível notícia, eu quero dizer. Ainda tenho esperança em conhecer o Japão e sei que, se depender deles, a coisa acontece. Pode demorar, como aconteceu com os filhos dos quitandeiros da minha infância. Mas tudo se consegue quando se trabalha duro, e se a natureza, mãe de todos nós, permitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li hoje que 50 homens estão sacrificando a própria vida, sob intenso risco radioativo, nas usinas do norte – para salvar um país inteiro. São os “50 de Fukushima”. Isso me emociona porque, sinceramente (e posso estar sendo injusta), não sei se o mesmo aconteceria aqui. Melhor pensar que sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7043930155731741295?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7043930155731741295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7043930155731741295&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7043930155731741295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7043930155731741295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/03/foto-yinzhao-yang-eu-estudei-em-escola.html' title='Para os japoneses e descendentes'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TGj2Bb2wobs/TYEAhCiRsYI/AAAAAAAAARs/qbbKXEmJ1MM/s72-c/yinzhaoyang.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8680202028836841294</id><published>2011-02-16T13:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T14:22:09.425-08:00</updated><title type='text'>De Porto Alegre, minha segunda casa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yBMsOR1Vzow/TVxLW-99X6I/AAAAAAAAARM/vsYutkSFAZw/s1600/portopanor.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yBMsOR1Vzow/TVxLW-99X6I/AAAAAAAAARM/vsYutkSFAZw/s320/portopanor.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574413297009909666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post antigo do (também antigo) &lt;a href="http://ponteaereasppoa.blogspot.com"&gt;Blog Ponte Aérea São Paulo-Porto Alegre&lt;/a&gt;. Pra matar as saudades e retornar depois do verão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porto Alegre é tão fotogênica que nem precisa ser muito entendedor pra foto ficar com essa atmosfera linda de fim de tarde, cor azul. Aí é só tomar um chimarrão olhando pro horizonte, pensando na vida. Foto tirada com a minha "modesta máquina sem muitos recursos", do Morro Santa Tereza, também conhecido como "morro da televisão", (é lá que estão localizadas emissoras de televisão como RBS-TV, SBT e Record locais). Aconselho conhecer o local em um final de tarde e, de quebra, apreciar o maravilhoso pôr-do-sol do rio Guaíba, que banha a cidade. Sabe como é, só pra lembrar que a vida é bela ;)&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RXu2KSYmqcM/TVxL3A7fLWI/AAAAAAAAARU/UWlZfiCq-b0/s1600/rota%2Bdo%2Bvinho%2B067a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RXu2KSYmqcM/TVxL3A7fLWI/AAAAAAAAARU/UWlZfiCq-b0/s320/rota%2Bdo%2Bvinho%2B067a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574413847292226914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Usina do Gasômetro , um dos pontos culturais obrigatórios, sempre tem algo muito bom acontecendo, como shows e as peças do Porto Alegre Em Cena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QZru1yBJaRw/TVxMKRhzTeI/AAAAAAAAARc/afHfOQKnvNw/s1600/rota%2Bdo%2Bvinho%2B063a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-QZru1yBJaRw/TVxMKRhzTeI/AAAAAAAAARc/afHfOQKnvNw/s320/rota%2Bdo%2Bvinho%2B063a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574414178165411298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gosto de caminhar pela rua dos Andradas, também conhecida como rua da praia, observando os pedestres se exercitando, as pessoas tomando sol, as mães e seus carrinhos de bebês e aqueles que não fazem nada.&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HK7S1E7EzVo/TVxMfcmP3MI/AAAAAAAAARk/sdIXwNwtTwo/s1600/novas-002.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HK7S1E7EzVo/TVxMfcmP3MI/AAAAAAAAARk/sdIXwNwtTwo/s320/novas-002.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5574414541914102978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não dá para visitar Porto sem conhecer o Mercado Municipal. Não dá. E também não tem erro: muitos ônibus levam ao Centro da cidade (que se você for reparar no mapa, fica na ponta) e qualquer taxista ou porto-alegrense que se preze sabe chegar lá. E lá chegando, repare na arquitetura, original da construção de 1842. O prédio é lindo e guarda surpresas muito bacanas, como as bancas de revistas antigas, as de especiarias tipicamente gaúchas, tipo ervas para mate, cuias de todos os tamanhos (bem mais baratas que na maioria dos outros lugares), etc, etc, etc.&lt;br /&gt;Surpreende ao visitante o grande número de lojas de artigos para umbanda. Um proprietário de uma dessas bancas me disse que Porto Alegre é a capital que mais comercializa estes artigos no Brasil, (o que eu achei curioso e pretendo descobrir a razão, se é que há alguma). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última vez que eu visitei o Mercado, no mês passado, havia um imenso brechó no miolo do prédio, imperdível para quem, como eu, é rata de brechó. Tem coisas simplesmente incríveis e necessárias. E claro, tem as coisas de mercado. Separei aqui algumas dicas:&lt;br /&gt;Banca 43:&lt;br /&gt;Temperos, geléias, especiarias, azeites importados da Grécia, do Líbano; queijos da Holanda e geléias são alguns dos cerca de 800 itens. O bacalhau dos mares (filés de três dedos de espessura) é vendido sem pele e sem espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boxe 95:&lt;br /&gt;Cachaçaria do Mercado - Para os apreciadores, imperdível. Cachaças mineiras, como as branquinhas Seleta e Boazinha (de Salinas), além das gaúchas e as embebidas em barril de carvalho e bálsamo, como a célebre Havana, estão entre aproximadamente 450 rótulos.&lt;br /&gt;Banca 40:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa não tem jeito de deixar pra lá. Mesmo. Os 20 sorvetes feitos de forma artesanal, preparados com frutas e nata batida, são o ponto forte do lugar, que tem também sanduíches- e sopas no inverno. E tem a salada de frutas com sorvete e bomba royal (que vai chantilly e três sabores de sorvete).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lojas 91 e 93: &lt;br /&gt;Naval - O centenário bar é tradicional e serve comidas típicas, como carreteiro de charque e mocotó, além da "comida da vovó", nhoque caseiro feito em panela de barro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode continuar o passeio e quando estiver visitando o Santander Cultural (que eu já falei por aqui), ou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), não deixe de tomar um cafézinho nas cafeterias charmosíssimas deles. No Café do Cobre, do Santander, os cafés são combinados com vinho do Porto e licores (hm...). Você pode almoçar no Bistrô do Margs, (um dos meus lugares preferidos na cidade, de onde dá pra observar as pessoas caminhando, falando ao celular, os camelôs, os policiais; enfim a cidade como ela é). Além do lugar ser acolhedor e a comida, muito boa. Mas se a grana for curta, dá pra almoçar bem no andar superior do Mercado mesmo. Tem boas opções a preços honestos. Mas atenção: no Mercado, a maioria das lojas fecha no domingo. E a maioria das barracas fecha entre 17h00 e 19h00. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercado Público Municipal&lt;br /&gt;Largo Glênio Peres/Avenida Borges de Medeiros s/n&lt;br /&gt;Centro/Porto Alegre &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8680202028836841294?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8680202028836841294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8680202028836841294&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8680202028836841294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8680202028836841294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/02/de-porto-alegre-minha-segunda-casa.html' title='De Porto Alegre, minha segunda casa'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yBMsOR1Vzow/TVxLW-99X6I/AAAAAAAAARM/vsYutkSFAZw/s72-c/portopanor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4997287071564423293</id><published>2011-02-10T05:33:00.000-08:00</published><updated>2011-05-04T16:42:02.517-07:00</updated><title type='text'>na piscina</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XVrgYkwPuO4/TVPq080F25I/AAAAAAAAAQk/b6AEx_L0W7g/s1600/fragmentos_f_015.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 233px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-XVrgYkwPuO4/TVPq080F25I/AAAAAAAAAQk/b6AEx_L0W7g/s320/fragmentos_f_015.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572055359386147730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode chorar na piscina e ninguém fica perguntando o motivo. Dá umas braçadas, pensa na vida e pronto. Um pouco androide em Blade Runner.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4997287071564423293?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4997287071564423293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4997287071564423293&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4997287071564423293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4997287071564423293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/02/aguania.html' title='na piscina'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XVrgYkwPuO4/TVPq080F25I/AAAAAAAAAQk/b6AEx_L0W7g/s72-c/fragmentos_f_015.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8040030885765912623</id><published>2011-01-24T04:19:00.001-08:00</published><updated>2011-01-24T04:24:28.174-08:00</updated><title type='text'>*Paz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TT1u_JuMveI/AAAAAAAAAQQ/dGkpL3Q_Quc/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 210px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TT1u_JuMveI/AAAAAAAAAQQ/dGkpL3Q_Quc/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565726745720307170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz, que paz? Desisti. E olha que eu procurei, viu. Meu sonho era ter paz.  Esquecer completamente e para sempre as mortes  que fizeram parte do que sou,  os terríveis perrengues, a fome que um dia passei.  Ah, mas hoje ela está bem, dizem. Não, eu não estou nada bem.  Bem que eu queria. Hoje eu moro em um bairro considerado arborizado e seguro. Eu tenho um carrão, eu já fiz oito viagens ao exterior, procurando alguma coisa que nunca achei. Eu já fiz três plásticas pra mudar algo que não muda.  Que não vai mudar. Tenho um filho que estuda em uma escola bem frequentada, ele é mimado como todos de sua geração. Tenho uma casa na praia, cheia de vizinhos  que têm carros grandes como o meu. Eu tenho todas essas coisas, até saúde eu tenho. Mas esse negócio de paz, eu não tenho. Porque a paz pode até existir, mas só para os outros. Para aquelas pessoas que ficam falando “se Deus quiser”, “com fé em Deus”.  Também não dá pra forçar isso aí, essa fé, que eu invejo, eu não tenho.  Pronto, fazer o quê...Tudo o que eu sempre quis foi a paz. Mas eu não nasci pra isso não.&lt;br /&gt;A falta de paz é como um vírus sem cura. Você toma os remédios, toma um monte de coisa. E melhora, fica quase bom. Mas ele tá lá, pra sempre.  Algumas pessoas são assim, com esse buraco. Elas vão morrer com isso. Eu sou uma delas.&lt;br /&gt;Não fosse os sonhos e a paz seria mais fácil. Mas à noite, sorrateiramente, lá estão eles, lugares onde habito sem querer – onde sempre volto e sempre lembro o que realmente sou. Alguém que nunca viu, nem ouviu, nem cheirou, nem pegou. Nem sentiu a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Texto ficcional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8040030885765912623?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8040030885765912623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8040030885765912623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8040030885765912623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8040030885765912623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2011/01/paz.html' title='*Paz'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TT1u_JuMveI/AAAAAAAAAQQ/dGkpL3Q_Quc/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7330733493731763673</id><published>2010-12-10T08:26:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T08:33:59.538-08:00</updated><title type='text'>Do papai noel e outras bobagens</title><content type='html'>Com cinco anos eu não acreditava em papai noel. Com seis, menos ainda. Na cegonha também não. E quase não acreditei quando alguém explicou a verdadeira receita para se fazer bebês: parecia sem sentido e nada prático. Precisou de mais alguns bons anos para entender aquilo como uma das melhores coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela história do senhor de casaco vermelho percorrendo o mundo em um trenó não fazia o mínimo sentido. Era verão, renas não voam, não tínhamos chaminé e crianças pobres não ganhavam presentes. E claro que quem comprava as minhas amadas bonecas era o meu pai – que, por preguiça ou distração, não se esforçava nem um pouco pra dar o crédito pro outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto se não seria menos preto e branco ter tido essa ilusão. Mas do jeito que a história me foi passada, acho que não. Boa mesmo é a história da dona Gertrudes (abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez me levaram um gato, que tinha problemas em usar a caixa de areia. Ele me amava de um jeito muito simples e deixou um vazio insubstituível. Foi durante a noite enquanto eu supostamente dormia. Acordei chorando porque sonhei toda a cena, exatamente como depois a minha mãe contou que aconteceu. E claro que tentaram me convencer de que o bichano foi “encontrar a namorada” ou coisa do tipo. Mas era tarde. Nunca acreditei em premonições, visões, espíritos, etc. Mas eu tinha “visto” tudo e me senti traída. Foi ali que começou a desmoronar a minha fé na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade nunca é pior. Ela é simples, rápida e pode até machucar ou ofender em um primeiro momento, mas não deixa ferida, porque é o que é. Sempre trabalhei com a verdade e o faria se tivesse um filho, mesmo enquanto pequeno. Primeiro porque o mentiroso tem de ter boa memória, o que definitivamente não é o meu caso. Segundo porque os meus amigos sabem que, apesar da minha quase crueldade em alguns momentos, podem confiar na minha palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou passar o Natal com os meus sobrinhos. A guria é realmente esperta (e sem imaginação?)– como um dia eu, modéstia à parte, fui. Já percebeu quem traz os lindos presentes que ela ganha e nunca fala em papai Noel. Vai ver é genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vale a ilusão. É importante sonhar e imaginar. A lenda do Papai Noel já foi muito bonita. Abaixo, revelações sobre o Papai Noel de uma viagem à Penedo, do meu antigo blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" (...)Em um pequeno e aconchegante restaurante em Penedo encontrei uma senhora sueca. Vamos chamá-la de dona Ingrid*. Conversamos demais sobre a Suécia, que tive a felicidade de conhecer, motivada pelos cenários dos filmes de Bergman. Eu a imaginava preta e branca, ms não me decepcionei: Estocolmo é cenário para qualquer sonho! &lt;br /&gt;Mas voltemos à dona Ingrid.&lt;br /&gt;Ela estava revoltadíssima com a construção da “Pequena Finlândia”, empreitada, segundo as suas próprias palavras, puramente comercial. Um complexozinho para turista ver – e acreditar, já que lá tem até uma casa do Papai Noel.&lt;br /&gt;Ele mesmo, o próprio. Mas não mora na Lapônia, o safado? NÃO! Dona Ingrid nos contou a verdade, toda a verdade. E olha que ela entende. Então me senti na obrigação de transmiti-la nesse blog.&lt;br /&gt;O que acontece é que existiu um cara muito, mas muito legal mesmo, uma alma nobre. Como o bispo de Digne de Os Miseráveis ou o nosso Betinho, lembram dele? Esse sujeito saía entregando donativos aos pobres e dava auxílio às famílias de garotas que seriam vendidas como prostitutas pelos próprios pais e tal. Daí surgiu São Nicolau, ou St. Nicholas, que foi canonizado. Bom, acho que ele era mongol, mas se não era, fica sendo. Ninguém sabe ao certo. O fato é que levava tudo com as renas, mas vestia-se com roupas simples, quase trapos. Se bem me lembro, na descrição de dona Ingrid o moço era careca.&lt;br /&gt;Foi aí que os americanos, marketeiros como são, aproveitaram a bela história verídica, deram umas adaptadas e criaram o estereótipo do velhinho de bochechas vermelhas e olhos azuis. Vai ver acharam que ficaria mais bonitinho assim. Já dona Ingrid revela que as roupas vermelhas são alusão À COCA-COLA e nada tem a ver com a Finlândia (cuja bandeira é azul e branca). E como toda a escandinava legítima que se preze, execra a “Pequena Finlândia” e tudo o que representa verdadeiramente. Em princípio os americanos pensaram no próprio país para instalar a residência do gorducho, mas as renas faziam parte da história. E que país poderia comportar de forma verossímil as renas? Finlândia, for sure! Foi aí que o Papai Noel foi parar lá na Lapônia. Conclusão: o Tio Sam fez um acordo com o país nórdico, que construiu um universo papainoelístico na terra deles pra enganar todas as criancinhas do mundo.&lt;br /&gt;Bom, eu nunca acreditei nesse papo. Fui uma criança tão realista que hoje sofro de auto-piedade. Sabia muito bem que era o meu papai querido quem dava um duro danado pra comprar todos os meus regalos. Mas se tiver filhos, agora teria uma história VERDADEIRA de Papai Noel pra contar a eles, mas com todos os detalhes. Inclusive o das prostitutas. Afinal, é uma história muito mais lindinha."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Nome fictício&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7330733493731763673?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7330733493731763673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7330733493731763673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7330733493731763673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7330733493731763673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/12/do-papai-noel-e-outras-bobagens.html' title='Do papai noel e outras bobagens'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-6549020562092790476</id><published>2010-12-05T15:05:00.000-08:00</published><updated>2011-05-04T16:50:26.569-07:00</updated><title type='text'>Do artista e sua arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TPzurfMw0gI/AAAAAAAAAPI/gYJBoClVXOs/s1600/gerald_laing_c.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TPzurfMw0gI/AAAAAAAAAPI/gYJBoClVXOs/s320/gerald_laing_c.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547571271890424322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: Gerald Laing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não comprei o ingresso para o show da Amy. Estou pesquisando a melhor companhia (sim, porque para cada atividade há um tipo de amigo ideal). O meu marido, claro, não é a melhor pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei com outro amigo, que disse que a Amy é uma louca. Ela é, mas fiquei brava. Não acho justo quando confundem o artista com a sua arte. Imagina quantas obras eu deixaria de amar se pensasse nos defeitos dos seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque Billie Holiday, Charlie Parker e - meu preferido - Chet Baker eram viciados em heroína. Já imaginou a vida sem a voz e o trompete do Chet? Quando eu chegava em casa cansadíssima no passado, com problemas em ordem alfabética. Aí o Chet cantava só pra mim. Como em "When I Fall In Love", que muita gente regravou, mas que com ele era especial. "(...) In a restless world..(nesse mundo sem descanso, o meu mundo). E tudo mudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina só viver sem a imaginação de Júlio Verne. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Reinações de Narizinho. Sem imaginar, nas noites da minha infância, um vestido feito no reino das Àguas Claras, por um caramujo como estilista. Ou sem Emília, a primeira feminista que conheci, aos sete anos.&lt;br /&gt;Imagina não imaginar Tia Anastácia sendo flexada pelo cupido, por engano. Ficou apaixonada e queimou o feijão. Só me entenderá quem teve leu Monteiro Lobato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Monteiro Lobato está sendo acusado de racista, em uma época completamente diferente. Como se desse pra julgar o passado no presete. Quando penso que algumas pessoas acham que é melhor privar as crianças desses livros, morro um pouco por dentro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então Luiz Gonzaga. Depois que visitei o seu museu em Caruarú, Pernambuco, soube que foi bem safadinho - e tinha filhos em cada canto do país. Se quiser viver sem Luiz Gonzaga beleza. Eu não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que vou ao show da Amy -louca e cheia de debilidades morais. Adoro sua voz, gosto da música e de seu estilo jazzy. É o que importa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-6549020562092790476?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/6549020562092790476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=6549020562092790476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6549020562092790476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6549020562092790476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/12/do-artista-e-sua-arte.html' title='Do artista e sua arte'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TPzurfMw0gI/AAAAAAAAAPI/gYJBoClVXOs/s72-c/gerald_laing_c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8172334413110627706</id><published>2010-12-05T14:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T10:42:09.214-08:00</updated><title type='text'>Volta da viagem</title><content type='html'>Faz tempo que não escrevo por aqui. Eu ia cometer um suicídio com este blog, mas mudei de ideia. É bom tê-lo à disposição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria falar da viagem que fizemos para Natal e de como é difícil ser infeliz em um lugar tão agressivamente solar. Calor, mas o vento é constante e o clima muito agradável. Mas não conseguiria viver com tempo quente o ano todo. Nem em Natal. È uma cidade bonita demais. E eu não gosto de nada bonito demais: nem de lugares, nem de roupas, nem de casas, nem de mulheres. E muito menos de homens. Homens bonitos demais são imberbes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao Rio Grande do Norte, fiz questão de ir ao interior conhecer as rendeiras, labirinteiras e seus trabalhos em sisal. O potiguar deveria dar aulas de gentileza para o resto do país - em especial para paulistas e gaúchos. Matei a saudade do feijão de corda com manteiga de garrafa, macaxeira e farofa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei, saí da zona de conforto e iniciei um freela em um jornal diário. Nada mais destoante....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades de Porto Alegre. Mas quando lembro do calor nessa época do ano, passa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8172334413110627706?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8172334413110627706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8172334413110627706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8172334413110627706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8172334413110627706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/12/volta-da-viagem.html' title='Volta da viagem'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-1411362011349708995</id><published>2010-06-08T10:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T10:34:34.882-07:00</updated><title type='text'>Saudades do frio gaúcho</title><content type='html'>Do meu ex blog sobre São Paulo e Porto Alegre, uma crônica de maio de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TA58cd_osLI/AAAAAAAAAO4/aWwYjqM815A/s1600/chimas_jpg.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480454625086189746" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TA58cd_osLI/AAAAAAAAAO4/aWwYjqM815A/s320/chimas_jpg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Voltei a Porto Alegre. Vôo tranqüilo, céu azul (ou simplesmente o céu de Porto Alegre), sol e frio. Sete graus a menos do que em São Paulo no dia em que eu cheguei, sexta-feira passada. Não fazia tanto frio desde 199... e tra lá lá, ouvi dizer. Também ouvi dizer que os termômetros desceram aos negativos em algumas cidades da serra. E o que eu queria mesmo era estar por lá!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O gaúcho convive com o frio desde pequeno e, por isso mesmo, tem uma sabedoria ao desfrutá-lo. A impressão que eu tenho é que eles não vêem a hora da temperatura baixar para pegar um cobertorzinho, fazer um chimarrão e tomar no fim da tarde, dando uma volta pelas praças da cidade. Ou apreciar um bom vinho e chamar os amigos para um churrasco. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aí tanto faz: fora ou dentro do apartamento, na própria cozinha, até mesmo na sala. Sim, porque aqui as churrasqueiras são DENTRO de casa, muitas vezes. E a lareira? Nada deixa mais uma casa com atmosfera de casa. O fogo é bonito e faz companhia, já disse o escritor Rubem Braga. E ao contrário de outros lugares no Brasil, como em São Paulo, lareira não é privilégio dos abonados e sim algo para ser compartilhado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Enfim, aqui no Sul o frio é uma festa. Seja em Porto Alegre, com seus lugares charmosos (e que ficam mais charmosos ainda nesta época do ano); seja no interior, quando aí as festas são típicas – e deliciosas! É festa da uva, da maçã, do morango, do queijo, do vinho. Pra completar, um pessoal acolhedor e uma ligação cármica com a natureza, de onde saímos e para onde é sempre bom voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por enquanto estou na capital e, agora mesmo, vamos sair para curtir um barzinho alemão, de comidinhas típicas e cerveja escura. É bom estar aqui!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-1411362011349708995?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/1411362011349708995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=1411362011349708995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1411362011349708995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1411362011349708995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/06/saudades-do-frio-gaucho.html' title='Saudades do frio gaúcho'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/TA58cd_osLI/AAAAAAAAAO4/aWwYjqM815A/s72-c/chimas_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5999153284369779616</id><published>2010-05-11T15:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T06:42:40.124-07:00</updated><title type='text'>O que você guarda no quartinho do cérebro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-nc4bhlcaI/AAAAAAAAAOQ/ErR3UFfCGmo/s1600/img038.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470146084437586338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-nc4bhlcaI/AAAAAAAAAOQ/ErR3UFfCGmo/s320/img038.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: arquivo pessoal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“(...) _ Você parece espantado – disse ele, sorrindo da minha expressão de surpresa. – Agora que já sei essa informação, farei o possível para esquecê-la.&lt;br /&gt;_Esquecê-la!&lt;br /&gt;_Veja – explicou-, acho que o cérebro do homem é originalmente como um pequeno sótão vazio, que temos de abastecer com a mobília que escolhemos. Um tolo pega todo e qualquer traste velho que encontra pelo caminho, de modo que o conhecimento que poderia lhe ser útil fica de fora por falta de espaço ou, na melhor das hipóteses, acaba misturado com uma porção de outras coisas, o que dificulta o seu possível emprego. Mas o trabalhador de talento é muito cuidadoso a respeito do que coloca no seu sótão-cérebro. Só acolhe as ferramentas que podem ajudá-lo a realizar o seu trabalho, mas dessas ferramentas ele tem uma enorme coleção, e tudo disposto na mais perfeita ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...). Acredite, chega uma época em que para cada novo conhecimento é preciso esquecer alguma coisa que se conhecia antes. É da maior importância, portanto, não ter fatos inúteis empurrando para fora os úteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas o sistema solar! – protestei.&lt;br /&gt;_Que me importa? – interrompeu impacientemente. – Você diz que giramos ao redor do Sol. Se girássemos ao redor da Lua, não faria a menor diferença para mim ou para o meu trabalho.”*&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* Trecho do livro “Um Estudo em Vermelho” de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Conan_Doyle"&gt;Sir Arhtur Conan Doyle&lt;/a&gt;, criador de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sherlock_Holmes"&gt;Sherlock Holmes&lt;/a&gt;. Aqui, Holmes trava um diálogo com seu companheiro Watson.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Prestarei maior atenção à faxina do cérebro, assim como no que levar para este canto empoeirado. Compartilho com Holmes o ideal do bem viver: não há de fazer bem acumular informações na cachola. Também não tenho dificuldade em saber o que vale a pena ser preservado, e acredito que qualquer um consiga fazer sua triagem particular.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A foto acima foi tirada na escola maternal quando tinha três anos – e eu, cuja memória anda degenerando numa velocidade assustadora, lembro-me do porquê da cara feia com uma clareza em 3D: o fotógrafo insensível, a situação não consentida, as poses impostas. Botei aquilo no meu quartinho fresco de janelas abertas, ainda vazio para a pouquíssima idade. E me serviu. Hoje ainda lembro que, quando a gente faz algo que não acredita, não gosta ou não tem a mínima vontade, melhor não fazer..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5999153284369779616?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5999153284369779616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5999153284369779616&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5999153284369779616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5999153284369779616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/05/o-que-voce-guarda-no-quartinho-do.html' title='O que você guarda no quartinho do cérebro?'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-nc4bhlcaI/AAAAAAAAAOQ/ErR3UFfCGmo/s72-c/img038.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5017221557670245524</id><published>2010-05-04T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T05:42:40.143-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-AWKTBT1eI/AAAAAAAAAN4/dCFrBSkx2Iw/s1600/the_scream.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467394313788052962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-AWKTBT1eI/AAAAAAAAAN4/dCFrBSkx2Iw/s320/the_scream.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há gritos intermináveis dentro de mim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5017221557670245524?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5017221557670245524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5017221557670245524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5017221557670245524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5017221557670245524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/05/ha-gritos-interminaveis-dentro-de-mim.html' title=''/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S-AWKTBT1eI/AAAAAAAAAN4/dCFrBSkx2Iw/s72-c/the_scream.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4463310821688433453</id><published>2010-04-26T05:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T06:15:34.843-07:00</updated><title type='text'>Do talento para a música</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S9WQgZyIY3I/AAAAAAAAANw/v1GBW7McfaY/s1600/vxkhlnu1uutmu1tl.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464432609235329906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S9WQgZyIY3I/AAAAAAAAANw/v1GBW7McfaY/s320/vxkhlnu1uutmu1tl.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Chet Baker, trágica beleza mágica. Foto: Fan Pix&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“Em 1943, parou numa loja de penhores quando voltava da fábrica para casa. Com Jack Teagarden* na cabeça, comprou um trombone e o deu para o filho. Foi uma escolha insensível: com a vara estendida, o instrumento era quase da altura de Chettie, que não teria como manipulá-lo. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A contragosto, Chesney o trocou por um trompete. Trouxe- o para casa e colocou-o friamente sobre um móvel, sem nem querer entregá-lo ao garoto. Pelo resto da vida, Vera**alegava que seu filho só precisou de duas semanas para aprender a tocar “Two O´Clock Jump”. A maioria dos músicos aprende seu ofício por meio de uma combinação de prática e estudo e das complexidades de técnica e teoria, mas aquela não era a abordagem de Chet Baker para com a música ou a vida. (...) “Ele não sabia o que estava fazendo naquele nível, nunca. Ele simplesmente fazia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal havia demonstrado todo seu futuro musical e o desastre aconteceu. Brincando na rua depois das aulas com os amigos da vizinhança, um deles jogou uma pedra num poste de iluminação. A pedra ricocheteou e atingiu Chettie na boca, quebrando seu dente esquerdo da frente. Chesney ficou enraivecido, gritando que o garoto nunca mais conseguiria tocar o trompete de novo. Chettie não podia entender a confusão; não sabia que era quase impossível controlar o fluxo de ar num instrumento de sopro de bocal sem um dente da frente. Praticou com tanta tenacidade que transformou a falha dental em parte da sua técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Na escola de Glendale, o adolescente matriculou-se num curso de treinamento instrumental básico, mas aquilo o entediava. Dominava cada exercício em minutos e não tinha paciência para estudar pelos livros. Parecia-lhe um desperdício de tempo memorizar bolinhas e rabiscos complicados num pentagrama; por que se dar ao trabalho se era capaz de aprender uma canção ouvindo-a uma ou duas vezes? Tocando na banda dançante da escola, aprendeu de ouvido as marchas de Sousa e depois fingia que lia a partitura.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho da ótima biografia "&lt;em&gt;No Fundo de Um Sonho - A Longa Noite de Chet Baker"&lt;/em&gt; de James Gavin (Companhia das Letras), sobre o famoso trompetista de jazz dos anos 50. Talentoso, lindo e viciado em heroína, Chet morreu em 1988 ai cair da janela de um hotel em Amsterdã, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para mim, sua música é diferente cada vez que a ouço.&lt;/span&gt; E linda.&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*trombonista americano famoso nos anos 40, de quem o pai de Chet era fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** Vera Baker, mãe de Chet&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4463310821688433453?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4463310821688433453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4463310821688433453&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4463310821688433453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4463310821688433453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/04/foto-fan-pix-em-1943-parou-numa-loja-de.html' title='Do talento para a música'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S9WQgZyIY3I/AAAAAAAAANw/v1GBW7McfaY/s72-c/vxkhlnu1uutmu1tl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-9133395647492144786</id><published>2010-04-08T10:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T10:42:45.523-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S74VaLZJTcI/AAAAAAAAANY/GZ7Fcjxoegk/s1600/UNKNOWN_PARAMETER_VALUE11.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457823337898659266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S74VaLZJTcI/AAAAAAAAANY/GZ7Fcjxoegk/s320/UNKNOWN_PARAMETER_VALUE11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que que eu posso fazer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou humano&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bebo uma vodca e me apaixono&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Luís Olavo Fontes)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-9133395647492144786?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/9133395647492144786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=9133395647492144786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/9133395647492144786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/9133395647492144786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/04/que-que-eu-posso-fazer-sou-humano-bebo.html' title=''/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S74VaLZJTcI/AAAAAAAAANY/GZ7Fcjxoegk/s72-c/UNKNOWN_PARAMETER_VALUE11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-2638737356514894054</id><published>2010-03-29T11:24:00.000-07:00</published><updated>2010-12-05T14:44:35.656-08:00</updated><title type='text'>Da ingenuidade e Roberto Carlos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S7EHetQ_GwI/AAAAAAAAANI/8YJqvqEg8lk/s1600/Betinho.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 318px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454148847850691330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S7EHetQ_GwI/AAAAAAAAANI/8YJqvqEg8lk/s320/Betinho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caí na besteira de ouvir Roberto Carlos enquanto preparava um almoço solitário e sem graça. Alguns CDS da fase “sessentista-setentista” na casa da minha mãe. Saudades. De um tempo bom. Por que será não há nada mais triste do que lembrar de um passado feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi fácil e não consegui engolir, ouvindo a voz do Roberto (de quem não sou tããão fã) dizendo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GVCsGGsucAM"&gt;&lt;em&gt;“Abra os braços pra me guardar/Eu todo vou me entregar/ Começo meio e fim/E a minha cuca ruim.”&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;É bonito e emocionante ouvir um homem se doar por inteiro, mostrar suas fragilidades. Se hoje comove, imagine na época da música, quando as mães ainda ensinavam aos filhos que homem não chora. Acho que veio daí todo o seu sucesso com as mulheres, com a música. Virou rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi só isso que trouxe o nó na garganta, a falta de energia momentânea, as lágrimas rolando. Me veio à cabeça uma viagem em família, a minha. Rumo a Juiz de Fora, Minas Gerais; a uma felicidade óbvia que era ver avós, tios, primos, etc. A necessidade de tocar suas peles e ouvir seu sotaque preguiçoso de um mundo mais ingênuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha mãe tinha tudo o que se podia ter de Roberto Carlos em cassetes. Oito horas decorando as músicas a contragosto, enquanto me espremia entre dois irmãos com vento pela janela do carro. Roberto é o ídolo da minha geração de mães. A estrada cheia de verde a recepção calorosa e doce de leite com côco. Hoje nem gosto de ouvir, tamanha a força que reverberam no subconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí eu peguei os CDS de uma caixa que foi presente meu, de natal. E escutei. Mexi na bagunça, na gaveta do fundo do fundo de mim, que tava clamando pra respirar. De qualquer forma, acho que fez bem. E depois de tudo isso ainda pude reparar na beleza das canções. Só fico triste com a obviedade da letra de “Progresso”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=bbm-GFK4Jw4"&gt;&lt;em&gt;“Quem briga com a natureza/Envenena a própria mesa”.&lt;/em&gt; &lt;/a&gt;Mais uma vez, Robertão estava à frente de seu tempo. Infelizmente ele acertou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor não saber o que lhe espera. Viva agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-2638737356514894054?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/2638737356514894054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=2638737356514894054&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2638737356514894054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2638737356514894054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/da-ingenuidade-e-roberto-carlos.html' title='Da ingenuidade e Roberto Carlos'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S7EHetQ_GwI/AAAAAAAAANI/8YJqvqEg8lk/s72-c/Betinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-2303270102849555285</id><published>2010-03-26T07:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T07:30:13.287-07:00</updated><title type='text'>Do que temos em comum, do que descobriremos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6zB8v6cPcI/AAAAAAAAALY/-nXztQFAYGU/s1600/brinquedos_antigos_f_026.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452946498236726722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6zB8v6cPcI/AAAAAAAAALY/-nXztQFAYGU/s400/brinquedos_antigos_f_026.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"(...)não adianta fingir que um relacionamento tem futuro se as suas coleções de discos discordam violentamente, ou se os seus filmes favoritos nem falariam um com o outro ao se encontrarem numa festa."*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou será que o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7B7MoBF12oQ"&gt;Eduardo &lt;/a&gt;do Legião Urbana se apaixonaria pela Mônica se ela não fosse tão diferente? Não seria triste e óbvio, sem descobertas ou mistério, alguém parecido demais? Tão bom aprender com o outro, coisas sobre o céu, a Terra, a água e o ar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, que é bom compartilhar os mesmos discos e livros e não brigar sobre o que fazer pro almoço, isso é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*(Trecho do livro Alta Fidelidade, de Nick Hornby)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-2303270102849555285?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/2303270102849555285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=2303270102849555285&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2303270102849555285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2303270102849555285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/do-que-temos-em-comum-do-que.html' title='Do que temos em comum, do que descobriremos'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6zB8v6cPcI/AAAAAAAAALY/-nXztQFAYGU/s72-c/brinquedos_antigos_f_026.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8828791199905881527</id><published>2010-03-24T07:59:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T08:02:50.176-07:00</updated><title type='text'>Com a palavra, a pedestre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6opAfg_5fI/AAAAAAAAALQ/5BXNpiqmrvc/s1600/annie_leibovitz_a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452215387322050034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6opAfg_5fI/AAAAAAAAALQ/5BXNpiqmrvc/s400/annie_leibovitz_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Annie Lebovitz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou pedestre, mais do que tudo. Tenho carro, mas descobri recentemente sua inutilidade. Também conto com o privilégio de trabalhar em casa e morar em um bairro sortido, não só de supermercados e lojas, mas também de cinemas, bares, centro de exposições: tudo perto. Em uma cidade como São Paulo, acho que isso significa qualidade de vida. Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, como todo mundo às vezes preciso me deslocar um pouco mais. Carro? Nem pensar. Não há o que justifique o stress, a disputa com motoristas sem educação, a taxa do estacionamento (claro que não tem lugar na rua); os débeis mentais que param em fila dupla ou em vaga de deficiente. No, thanks. Vou de ônibus, de metrô. À noite vou de táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá é comum ver alguns ciclistas na calçada. Sim, na CALÇADA. Um ou dois na rua, de capacete e tal. O resto, na calçada. Outro dia tava caminhando com a minha sobrinha de três anos e um “bicicleteiro de fim de semana” (ciclista pra mim é outra coisa), quase atropela a criança. Protestei e ele por pouco não me agrediu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, é perigoso porque os motoristas não respeitam os ciclistas. Sei...Aí esses, por sinal, não respeitam os pedestres, a parte mais fraca de toda a história. Ninguém faz campanha pra pedestre, não há protestos, como aquele quando morreu uma ciclista na Avenida Paulista. Lembrei da minha visita à Copenhagen, capital da Dinamarca: ciclovia em praticamente todas as ruas, bicicletas em todos os lugares. Eu não fui atropelada e nunca caminhei com tanta segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que nosso modelo de trânsito privilegia o carro – o que num futuro não muito distante se mostrará falido. Isso não é culpa minha, faço a minha parte. No meu mundo perfeito deixaria uma faixa somente para as bikes. Gosto de bicicleta. Mas não na São Paulo de hoje e não nessa estrutura ridícula. Os policiais? Assistem a tudo das cabines, não fazem nada. Ninguém me contou, vejo todos os dias. Cidadania não deve constar no treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem o “bicicleteiro” sem noção e sem educação e acha, assim como os motoristas de carro na rua, que a calçada é dele. Meu querido, não é. E não deixa de ser engraçado algumas dessas pessoas acharem que são “politicamente corretas” porque usam um veículo não poluente. Só não percebem que estão prejudicando outras pessoas. E não há nada de civilizado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte fraca, sem carro e sem bicicleta, não pode contar com ninguém. Só com as próprias pernas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8828791199905881527?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8828791199905881527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8828791199905881527&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8828791199905881527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8828791199905881527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/com-palavra-pedestre.html' title='Com a palavra, a pedestre'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6opAfg_5fI/AAAAAAAAALQ/5BXNpiqmrvc/s72-c/annie_leibovitz_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-532033044201869890</id><published>2010-03-18T09:08:00.001-07:00</published><updated>2010-03-18T09:12:15.960-07:00</updated><title type='text'>Do prazer de beber</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6JQCQw6dqI/AAAAAAAAALI/Y9EgiYWFIVs/s1600-h/vidro-cerveja_~932766.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450006498861807266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6JQCQw6dqI/AAAAAAAAALI/Y9EgiYWFIVs/s400/vidro-cerveja_~932766.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Aproveitar o espírito do dia de St Patrick para homenagear uma das boas coisas da vida: comemorar entre amigos, com a tal da moderação. Sem violência e sem alcoolismo, um texto do legendário Lin Yutang, de quem sou fã incondicional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“Há um momento e local adequados para embriagar-se. Deve-se embriagar-se ante as flores, de dia, a fim de assimilar a sua luz e colorido; e embriagar-se quando neva, à noite, para arejar as ideias. O homem que se embriaga quando se sente feliz por uma vitória deve cantar, a fim de harmonizar seu espírito. Um sábio embriagado deve cuidar de sua conduta, a fim de evitar humilhações; e um militar ébrio deve pedir vinho em abundância e usar mais distintivos a fim de aumentar seu esplendor militar. Em uma torre deve-se beber no verão, a fim de aproveitar o ambiente fresco; e, a bordo, deve-se beber no outono, a fim de aumentar a sensação de jubilosa liberdade. Estas são as devidas formas de beber, no tocante a estados d´alma e ambientes, e violar tais regras é perder o prazer da bebida. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lindo de ver quando a companhia chega a um estado em que todos se esquecem de si e os convidados gritam pedindo mais vinho ou abandonam ou trocam seus lugares e ninguém mais se lembra quem é o dono da casa e quem são os convidados. Isto degenera comumente num grande orgulho e finura (...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-532033044201869890?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/532033044201869890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=532033044201869890&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/532033044201869890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/532033044201869890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/do-prazer-de-beber.html' title='Do prazer de beber'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S6JQCQw6dqI/AAAAAAAAALI/Y9EgiYWFIVs/s72-c/vidro-cerveja_~932766.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7972586553015096134</id><published>2010-03-12T05:31:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T05:39:46.911-08:00</updated><title type='text'>Do animal como souvenir</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S5pD9N-XVsI/AAAAAAAAAKc/jJDy-xg8JAs/s1600-h/g6.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 248px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447741418260354754" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S5pD9N-XVsI/AAAAAAAAAKc/jJDy-xg8JAs/s400/g6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Por que você não fica por aí um dia inteiro, pra ver como é ruim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há quem diga que gostar de ler é um dom, uma espécie de predestinação. Mas eu acho que se ninguém apresentar, de modo agradável, um livro a uma criança, ela nada descobrirá. Da mesma forma, não vejo como amar e respeitar a natureza possa ser natural do ser humano. Não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra dos índios? Em minha viagem à Amazônia conheci um. Fiquei besta com sua sabedoria “natural”, com a qualidade das suas informações, sobre ervas que curam, sobre sobreviver com pouco e bem. Ele não entende de motor de carro, do design avançado, sua mulher não sabe qual o vestido que lhe cai bem (até porque não precisa de um). Mas entendem de felicidade como poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este índio me falava de como aprendeu os segredos da selva com sua avó. Alguns, inclusive, passou pra mim, naquele momento. Fiquei honrada e feliz de estar ali. Um sentimento difícil de explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso personagem índio já foi criança. Aprendeu a viver da natureza (como não há outro jeito) e sabe que dependemos dela para absolutamente tudo. Como não respeitá-la? Um raciocínio lógico, simples, inteligente. Mas que muita gente esqueceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia conversava com um amigo (este da cidade), que me falava sobre a “hiperatividade” do seu filhinho. E como hoje em dia não há quintal de goiabeiras, nem outras crianças para fazer arte e reinações (porque brincar na rua é muito perigoso e de todo modo, você não encontra outras crianças brincando na rua), o pimpolho morria de tédio e acabava importunando os adultos que, sem saco, optaram por uma solução prática. Contrataram uma psicóloga, que “receitou” um animal de estimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prescrição dada por um “profissional”, lá vai o pai no Pet Shop mais próximo, doido pra ver se o filho continha a curiosidade típica da idade – e que em outro contexto poderia ser bem saudável. Lá vem a vendedora de aventalzinho branco, que recomenda um cachorro ou uma calopsita (espécie de arara branca). Ora, o primeiro obriga os donos a exercitarem-se e tomar cuidados de higiene bem mais trabalhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ave era um filhote. Duas crianças presas e tristes, fazendo companhia um ao outro. Dois seres cujas asas foram cortadas. Triste destino, nascer ave e bonita. Triste destino, ser criança nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da Amazônia e dos pássaros livres, voando pra lá e pra cá – e foi um dos espetáculos mais lindos que eu já vi. É engraçado como o homem esquece, quando aprisiona um animal selvagem, de tudo o que isso acarreta. Ele está, simplesmente, ajudando a acabar com o mundo – mundo este que vai ficar para os seus filhos “de asas cortadas”. E com as espécies. Tudo por um capricho efêmero. Como se tudo estivesse à venda. Como se nada sentisse fome, solidão, sede ou frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, fica difícil as crianças de hoje respeitarem estes animais. Elas nunca os viram livres, alimentando seus filhotes. Limpando-os. Os adultos as ensinam: eles são objetos, para enfeitar, fazer casacos de pele...Infelizmente, muitas aprendem e tornam-se adultos que não deveriam existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho com o dia em que vai ser proibido aprisionar pássaros (de qualquer origem), felinos selvagens e macacos em gaiolas. E isso vale para os criados em cativeiro (que não chegam nem a conhecer os seus pais e nascem aprisionados). &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7972586553015096134?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7972586553015096134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7972586553015096134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7972586553015096134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7972586553015096134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/do-animal-como-souvenir.html' title='Do animal como souvenir'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S5pD9N-XVsI/AAAAAAAAAKc/jJDy-xg8JAs/s72-c/g6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5980384274463247254</id><published>2010-03-03T06:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T14:39:05.530-08:00</updated><title type='text'>Voltei</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S452yCtuP2I/AAAAAAAAAJ8/ZSVP-WpeSew/s1600-h/wallacemasuko.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; DISPLAY: block; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444419601631690594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S452yCtuP2I/AAAAAAAAAJ8/ZSVP-WpeSew/s400/wallacemasuko.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ilustração: Wallace Masuko&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, voltei ao blog. Depois de problemas pessoais envolvendo saúde e perrengues em geral, que te tiram a vontade de respirar. Confesso, eu me apaixonei pelo imediatismo do Twitter, seguindo uma tendência da blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a velha necessidade que alguns têm de escrever (O QUE DER NA TELHA) e um pouco mais do que 140 caracteres não sai de moda, ao menos não da minha.&lt;br /&gt;Isso, só aqui. Apesar da agonia da página branca no Word, que antecede a digitação. Apesar do começo. Porque depois de cada texto concebido, vem o alívio. Pra vida ficar mais leve, apesar do meu tempero pesado e frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Quem acompanha este blog sabe que o tom tem sido pessimista, contraindicado para depressivos, bipolares e suicidas em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assuntos que me vem à cabeça são, na maioria das vezes, terríveis. Eu deveria assistir a comédias românticas, ouvir axé, gostar de sol. Eu não gosto de nada disso. Não consigo fingir que não está acontecendo, não consigo pensar em outra coisa logo em seguida O que não ajuda, porque o mundo vai continuar uma merda, apesar da minha agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos que perdem tempo lendo as minhas mal traçadas linhas. Convido-os a voltar, se houver algum tipo de identificação. Porque eu retorno com a esperança de continuar escrevendo, enquanto viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5980384274463247254?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5980384274463247254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5980384274463247254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5980384274463247254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5980384274463247254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/03/voltei.html' title='Voltei'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S452yCtuP2I/AAAAAAAAAJ8/ZSVP-WpeSew/s72-c/wallacemasuko.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8207406548159909589</id><published>2010-01-17T04:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T04:47:13.909-08:00</updated><title type='text'>Joãozinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S1MEDDmbdHI/AAAAAAAAAJ0/CxFffDrRP18/s1600-h/GS219069.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427686426464187506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S1MEDDmbdHI/AAAAAAAAAJ0/CxFffDrRP18/s400/GS219069.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;"Moça de joãozinho no cabelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Faz de conta no espelho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Faz de conta no espelho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abre a porta e vai para o asfalto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lisa a ponta do cabelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Alisa a ponta do cabelo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Corre quando começa a chover&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olha só vai enrolar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O cabelo encolher&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vem ver Maria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vem ver Maria, Joãozinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vem ver Maria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vem ver Maria &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De joãozinho"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Vanessa da Matta)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei o ano assim, de cabelos (BEM) curtos, Joãozinho. Vontade de ser menino um pouco, saber como é. Atravessar o arco-íris e descobrir; e atravessar de novo pra revirar menina, que é o que estou predestinada a ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8207406548159909589?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8207406548159909589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8207406548159909589&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8207406548159909589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8207406548159909589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/01/joaozinho.html' title='Joãozinho'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S1MEDDmbdHI/AAAAAAAAAJ0/CxFffDrRP18/s72-c/GS219069.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-345419666934730973</id><published>2010-01-12T08:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T14:40:26.851-08:00</updated><title type='text'>Da Nova Zelândia e de novas desventuras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0yuBlNC7wI/AAAAAAAAAJs/UUf1gXhv2yM/s1600-h/img022a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425902993264537346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0yuBlNC7wI/AAAAAAAAAJs/UUf1gXhv2yM/s400/img022a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ytlhD8URI/AAAAAAAAAJk/EZhp3uQjES4/s1600-h/img021a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425902511116275986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ytlhD8URI/AAAAAAAAAJk/EZhp3uQjES4/s400/img021a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ytSijqK6I/AAAAAAAAAJc/RiYpRmWMhY8/s1600-h/img018a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 268px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425902185100225442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ytSijqK6I/AAAAAAAAAJc/RiYpRmWMhY8/s400/img018a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ys__OhWJI/AAAAAAAAAJU/l5p8scKg5Ng/s1600-h/img016a.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 279px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425901866378680466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0ys__OhWJI/AAAAAAAAAJU/l5p8scKg5Ng/s400/img016a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ah, a Nova Zelândia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a esse assunto porque, em visita à minha mãe, descobri uma carta enviada por mim no período de 1995-96, em que estava vivendo em Balfour, na região de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/South_Island"&gt;Southland&lt;/a&gt;, na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Zel%C3%A2ndia"&gt;Nova Zelândia&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é ela quem está com câncer e recentemente, teve um AVC. Altogether, não há tempo para lamentações, é preciso agir e rápido. Lidar de sangue gelado com as crises horríveis causadas pela quimioterapia, com o desrespeito do convênio médico em seguir as leis do contrato* (e consequentemente, com despesas que não estavam nos planos) e de quebra, administrar toda a contabilidade minha e dela. Às vezes sinto a imunidade despencar, mas tomo umas vitaminas e vou à luta. Não posso fracassar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, é bom que eu esteja aqui, agora, com ela. Mas voto à carta, uma lembrança boa e ruim, assim como um dia espero enxergar o bom no ruim desses tempos. E amo a minha vida, mas não deixo de pensar em como seria se eu estivesse ainda por lá e pudesse desfrutar daquele lugar, em que pairava algo de místico até aos mais céticos, como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas lembranças mais fortes foi uma certa solidão no início. Havia uma ovelha grávida no quintal do vizinho, com cercas muito baixas, e eu “conversava” com ela todos os dias. Fiquei assim, meio bicho. Eu colocava o CD do Jorge Benjor e ia lavar a roupa. Aí a vizinha – que era da Finlândia – perguntou uma vez ao meu namorado se a mulher dele era aquela que brincava com as ovelhinhas. Há há!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só que nem tudo foi ruim: conheci pessoas incríveis, vi fiordes e paisagens que jamais esquecerei, descobri a sopa de tomate e doce de apricot (damasco), assim como o Vege Mint (uma espécie de patê meio sem gosto, mas que vicia e depois de um tempo você não consegue viver sem ele). E amei intensamente. Só não me casei porque ELE não tinha idade suficiente – e a mãe não autorizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, um trecho da carta que enviei à minha mãe na época. Nada como as mães para guardar tudo que há de mais escondido dos nossos arcanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08/9/95&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É...a vida é que nem o Sula falava: rapadura é doce mas não é mole. Ontem, quando nevou, achei lindo e coisa e tal. Já tinha visto neve parada. Mas caindo..foi a primeira vez. A princípio achei lindinho, aqueles floquinhos. Mas agora já enchi o saco e acordei com aquele tapete branco do lado de fora, que me impossibilita de sair, de secar a roupa. E sabe que o gelo tampa os vidros dos carros? Fica tudo branco! Prometo que mando fotos (já revelei algumas e ficaram demais!)&lt;br /&gt;O único problema é que eu não me acostumo nem a pau com esse frio. Recuso-me a sair de casa. Não faço nenhum esforço para me acostumar, porque não gosto mesmo.&lt;br /&gt;Os trechos a seguir são semelhantes às cartas para o pessoal da Metô**:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os vizinhos não saem no portão pra falar da vida alheia, não. Deve ser por causa do frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já falei que aqui (onde estou) as estradas quase não têm carros e o pessoal corre pra caralho? No caminho fica cadáver de tudo que é bicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já falei que o pessoal é obcecado por esporte e, se o cara não for bom no Rugby, não come ninguém? (O Rugby é como o futebol aí)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todo mundo fala baixinho e eu odeio a hora de ver tevê, porque ninguém conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contei que fui esquiar e só caí? O instrutor de esqui perguntou? “French?” e eu:&lt;br /&gt;“Não, meu filho, não, brasileira mesmo.”&lt;br /&gt;- E só dá japonês nas estâncias de esqui, porque são os que têm a bagaça***.&lt;br /&gt;- A cidade do esqui chama-se Queenstown. Nunca fui para a Suíça, mas aquilo é a Suíça dos meu sonhos. Talvez até mais bonito.&lt;br /&gt;Outro dia sonhei com o papai. Aquele velho sonho de que ele enganou a gente, estava vivo e com outra família. Fiquei tristíssima e acordei chorando. O Chris agüenta as minhas crises de choro Era dia dos pais aqui. Os comerciais de tevê...eu odeio dia dos pais!&lt;br /&gt;Então lembrei de todos os “nossos” problemas e chorei mais ainda. Mas já passou...&lt;br /&gt;Mãe, fui a um jogo de rugby! Sabe que eu to até aprendendo a gostar desse negócio? É engraçado, eles querem que o cara consiga passar com a bola, mesmo com uns 15 caindo em cima. Parece um monte de roupa suja, aqueles caras gigantes um em cima do outro, muitos não tem os dentes da frente (rá rá!)&lt;br /&gt;Torci para o time contrário do Chris, porque no Brasil ele não era são-paulino. E o meu time ganhou, mesmo.&lt;br /&gt;À noite saímos em Dunedin. Mãe, põe São Paulo no chinelo, é bem menor e tem muito mais lugar pra sair. O pessoal bebe demais! Teve uma hora que um cara jogou uma garrafa de cerveja no olho do outro, gratuitamente. Não tavam brigando, não. Nem se conheciam – inclusive, nem estavam perto. Na mesma hora, espirrou sangue pra tudo que foi lado. E pensa que chamaram a polícia? Nada! Só convidaram o bronco a retirar-se mui educadamente.&lt;br /&gt;Eu, que já tinha visto coisas que até Deus duvidava aí no Brasil (já vi trombadinha roubar, vou pra São Paulo no trem de periferia e já voltei de Poá num deles à meia-noite; vi barbaridades), nunca fiquei tão impressionada. Impressionada com a gratuidade da agressividade, com a necessidade que eles tavam de ver alguma coisa acontecer. Lógico que não é todo mundo assim. Mas aquilo me marcou.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* O convênio chama-se Prevent Senior e é simplesmente um horror.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;**Universidade Metodista de São Paulo, na época Instituto Metodista de Ensino Superior. Onde eu fazia o meu curso de Comunicação - Jornalismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** *dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-345419666934730973?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/345419666934730973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=345419666934730973&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/345419666934730973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/345419666934730973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2010/01/da-nova-zelandia-e-de-novas-desventuras.html' title='Da Nova Zelândia e de novas desventuras'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/S0yuBlNC7wI/AAAAAAAAAJs/UUf1gXhv2yM/s72-c/img022a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7269151322868570384</id><published>2009-12-19T10:56:00.001-08:00</published><updated>2009-12-19T11:04:43.770-08:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sy0iFnhK5pI/AAAAAAAAAJM/N6N154oC9S8/s1600-h/livro_miau_f_002.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 333px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417023406699374226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sy0iFnhK5pI/AAAAAAAAAJM/N6N154oC9S8/s400/livro_miau_f_002.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receita de Ano Novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para você ganhar belíssimo Ano Novo&lt;br /&gt;cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;br /&gt;Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;(mal vivido ou talvez sem sentido)&lt;br /&gt;para você ganhar um ano&lt;br /&gt;não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;br /&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,&lt;br /&gt;novo&lt;br /&gt;até no coração das coisas menos percebidas&lt;br /&gt;(a começar pelo seu interior)&lt;br /&gt;novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;br /&gt;mas com ele se come, se passeia,&lt;br /&gt;se ama, se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;não precisa expedir nem receber mensagens(&lt;br /&gt;planta recebe mensagens?&lt;br /&gt;passa telegramas?).&lt;br /&gt;Não precisa fazer lista de boas intenções&lt;br /&gt;para arquivá-las na gaveta.&lt;br /&gt;Não precisa chorar de arrependido&lt;br /&gt;pelas besteiras consumadas&lt;br /&gt;nem parvamente acreditar&lt;br /&gt;que por decreto da esperança&lt;br /&gt;a partir de janeiro as coisas mudem&lt;br /&gt;e seja tudo claridade, recompensa,&lt;br /&gt;justiça entre os homens e as nações,&lt;br /&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;br /&gt;direitos respeitados, começando&lt;br /&gt;pelo direito augusto de viver.&lt;br /&gt;Para ganhar um ano-novo&lt;br /&gt;que mereça este nome,&lt;br /&gt;você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;mas tente, experimente, consciente.&lt;br /&gt;É dentro de você que o Ano Novo&lt;br /&gt;cochila e espera desde sempre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7269151322868570384?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7269151322868570384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7269151322868570384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7269151322868570384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7269151322868570384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-novo.html' title='Feliz Ano Novo!'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sy0iFnhK5pI/AAAAAAAAAJM/N6N154oC9S8/s72-c/livro_miau_f_002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4035246436859274844</id><published>2009-11-25T03:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T03:14:22.451-08:00</updated><title type='text'>O Gato Azul</title><content type='html'>Continho antigo..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou na escola. As crianças que eu não gostava eram a maioria. De quem eu gostava mesmo? Ah, eu deixava um garoto brincar com o gato azul de borracha. Ninguém gostava do garoto. Primeiro, porque era preto. E depois porque levava muitas broncas das tias. Às vezes ele aparecia com seu sorriso fácil e seus modos gentis, era bom de brincar. Até que um dia ele não veio. E nem no outro, e no outro e no outro. Então brincávamos eu e o gato, que se chamava gato azul mesmo, todos os dias, embaixo da árvore mais afastada do pátio. Era um pátio com diversas árvores, muitos brinquedos, e eu era responsável pelo gato. Eu não pedia o seu amor. Eu o alimentava com a areia do pátio e o amava, simplesmente. Juntos viajávamos e conversávamos sobre o que queríamos. Era bem mais legal que as crianças e eu preferia estar sozinha com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a mãe verdadeira do gato azul era uma garotinha chata que nada entendia de amar gatos. Quando deu de passar por lá, me viu com o gato azul no colo. E brigou e gritou e disse olha você nunca mais brinque com os meus brinquedos sua “ladrona”! Arrancou-o de mim com raiva e unhas grandes deixando um vazio insubstituível. Senti-me tão sozinha que permaneci imóvel até o final do recreio. No dia seguinte a garota tinha jogado o gato azul de novo na areia, ela realmente não entendia nada de amar gatos. Eu o resgatei e o levei de volta ao nosso lugar preferido, onde ele gostava de ficar de verdade. Desta vez me escondi atrás da árvore em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, as escolas mudaram, mas eu não. Outros recreios vieram, era melhor estar sozinha. Quando os peitos cresceram, os meninos se aproximaram. Alguns tão bobos, era melhor estar sozinha. Vieram os empregos, a faculdade, os amores, poucos amigos. Um pedido de casamento. Achei que ele não me deixaria ficar sozinha na última árvore do pátio. Morei no branco, no gelo. Gostei de estar sozinha porque ficava ainda mais feliz quando, finalmente, alguém aparecia. Troquei o casamento por cds de jazz e livros, além de garrafas de vinho. A árvore virou um apê pequeno, porém aconchegante. O telefone toca muito e a secretária atende. É melhor estar com a solidão, uma senhora paciente e muito distinta. Mas sabe, sinto mesmo é saudade do gato azul. Puxa, que falta ele faz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4035246436859274844?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4035246436859274844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4035246436859274844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4035246436859274844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4035246436859274844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/11/o-gato-azul.html' title='O Gato Azul'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-1215194097448457362</id><published>2009-11-16T08:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-18T08:12:11.649-08:00</updated><title type='text'>Do aborto, das novelas e da estranha religiosidade brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SwGDFTaW0XI/AAAAAAAAAJE/UfzkO-z4ocA/s1600/lamppmagicachakibjabor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 390px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404745154954711410" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SwGDFTaW0XI/AAAAAAAAAJE/UfzkO-z4ocA/s400/lamppmagicachakibjabor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Chakib Jabor &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu assisto novela. Tá certo, eu poderia fazer alguma coisa melhor, como ler um bom livro, tomar um chope, encontrar amigos (e muitas vezes faço tudo isso mesmo). Mas outras vezes, fico em casa e assisto novela das oito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Manoel Carlos não é o meu autor preferido. Acho-o conservador, do pior tipo – aquele em pele de liberal. Não tem humor, não é antenado (sempre a mesma bossa-nova, quando a “típica” música carioca mudou e faz tempo). Um saudosismo que não dá ibope. Mas devo confessar, ele tem os seus méritos, e um deles é o ritmo que dá às histórias. Também o fato de abordar as desgraceiras da vida de uma forma relativamente natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o autor coloca assuntos delicados de forma parcial e sem questionamento. Um deles é o aborto no Brasil. Manoel Carlos é espírita (e isso ninguém disse nem precisava, basta assistir com um pouquinho mais de atenção a sua trama). Daí uma das personagens, a mãe de Helena, acender uma vela pra santa e outra no “Centro”, mostrando as crenças do brasileiro. Ok: crenças ou falta de personalidade? No que ela acredita, afinal? Em tudo? Pois são religiões com princípios bem diferentes (uma crê no céu e inferno, a outra em reencarnações). E por que (exceto pelos evangélicos, que nesse ponto ao menos são autênticos) o brasileiro tem tanta dificuldade em se desfazer da igreja católica e assumir o espiritismo, o candomblé, etc? Acho isso falta de fé, na verdade. Não dá pra acreditar em coisas opostas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de meu avô, em sua cadeira, com seus manuscritos, os óculos de ouro na ponta do nariz. Escreveu quatro livros cujos temas eram o catolicismo, graças às suas fortes origens religiosas do interior de Minas. Era um homem fervoroso, que quase foi padre e ia diariamente à paróquia no bairro de São Mateus, em Juiz de Fora. Confessava, comungava, rezava: enfim, um verdadeiro católico, como nunca mais vi. E também nunca o flagrei pregando qualquer trecho da bíblia, a não ser quando perguntado. Em suas raras catequizações, era breve, porém de uma objetividade brutal. Resolvia e esclarecia a questão, dentro de sua crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à novela: Manoel Carlos é espírita e contra o aborto, um claro problema de saúde pública deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel Carlos não é mulher e nunca passou por um dilema de gerar uma criança indesejada. Manoel Carlos é, também, machista. Manoel Carlos, diante de todas essas afirmações, não teria a mínima categoria para falar de assunto tão envolto em preconceitos e muito pouco debatido com a clareza que merece, pois não é neutro. Você vai me dizer que Manoel Carlos tem o direito de colocar a sua opinião, e eu respondo: tendo a novela o papel que tem neste país, não deveria haver uma discussão com dois lados, para que os espectador tirasse as suas conclusões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aborto é legalizado quase todos  os países chamados desenvolvidos, pois é considerado um direito. Fato: De acordo com a maioria dos cientistas, até oito semanas de gestação, não há cérebro e nem coração no embrião.&lt;br /&gt;É o que eles dizem. Para mim, isso significa que não há dor provocada em algo que ainda não foi formado. Mas você tem uma religião e acredita que exista um “espírito”. Tudo bem, é um direito seu. E não há nada que a impeça de ter o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha pergunta é: Se você acredita em vida após a morte ou em espírito antes da vida, porque EU sou obrigada a acreditar? Essa é uma verdade absoluta? Há algo concreto que a prove? Pense bem: você está impondo a sua religião e seus dogmas a mim, que posso simplesmente não crer neles. É um direito meu, certo? Neste pais, errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que alguém cuja trajetória ou crença é completamente diferente possa julgar, por exemplo, uma jovem cuja vida está começando, sem condições financeiras nem econômicas de ser mãe. Ou a gravidez natural de uma violência sexual, ou de um feto anencéfalo. Neste caso, o que Manoel Carlos faz é prestar um sesserviço ao nosso povo místico. É claro que a prevenção seria a melhor solução, mas às vezes isso não é possível. De filhos indesejados, o mundo já está cheio – e as experiências não são nada boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à novela: Manoel Carlos deixou Luciana tetraplégica e pôs a culpa em Helena (que, lógico, sente-se culpada para todo o sempre por ter feito um aborto). Sua culpa é capaz de aumentar, apenas para provar que quem aborta não tem salvação nesta vida nem na outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora das mulheres pararem de deixar que os homens e os padres (que já erraram em tantas outras questões) decidam sobre suas vidas e seus corpos. Está na hora de pararmos com essa hipocrisia, pois na prática a realidade é completamente diferente.  Basta ver o número de abortos clandestinos realizados neste país, tão alarmante que nem me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim: está na hora de respeitarmos quem pensa diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Eu nunca fiz um aborto e se hoje engravidasse, provavelmente teria o meu filho(a). Julgo ter condições financeiras e psicológicas (além de um companheiro) pra isso. Mas cada um tem a sua vida, o seu calo apertando e as suas contas pra pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SwGCvSncUXI/AAAAAAAAAI8/GP5E5Y4OJcs/s1600/elisaesuamentetufikanji.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-1215194097448457362?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/1215194097448457362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=1215194097448457362&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1215194097448457362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1215194097448457362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/11/do-aborto-das-novelas-e-da-estranha.html' title='Do aborto, das novelas e da estranha religiosidade brasileira'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SwGDFTaW0XI/AAAAAAAAAJE/UfzkO-z4ocA/s72-c/lamppmagicachakibjabor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5568097076531079798</id><published>2009-11-06T04:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T05:09:26.354-08:00</updated><title type='text'>O mundo que eu amei</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvQeBlCKekI/AAAAAAAAAIs/klSH6GoQ034/s1600-h/osvaldo_salermo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400974865593956930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvQeBlCKekI/AAAAAAAAAIs/klSH6GoQ034/s400/osvaldo_salermo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Osvaldo Salermo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este mundo não é meu, foi o que bradou &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss"&gt;Claude Lévi-Strauss &lt;/a&gt;em uma entrevista nos anos 90. E olha que algumas desgraceiras fundamentais ainda não ocorriam na época. Segundo ele, o mundo que amou tinha 1,5 bilhão de pessoas e esse, de 6 bilhões, não dá pra amar. Gente demais, só pode dar merda. Ou seja: muita gente pra comer e pra beber água, pra brigar por um lugar no mercado de trabalho, pra sustentar mais bocas. Mais gente rejeitada, degenerada, abandonada. E claro, mais gente pra destruir mais árvores, extinguir mais animais, poluir mares e rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, pode me chamar de pessimista, eu não ligo. Sou mesmo. Não vejo a mínima luz no fim e nem no meio desse túnel aí. As coisas (ruins) estão acontecendo muito rapidamente e nossa geração não tem o mínimo semancol. Até porque uma mudança de verdade, para que pudéssemos deixar a coisa menos estragada, também traria conseqüências radicais, como a perda de empregos em milhares de empresas poluidoras, para citar um exemplo. Não tem ninguém macho o suficiente nesse mundo. E se tiver, sozinho não há açúcar união que faça a força. Ah, mas podemos nos unir, você vai dizer. Sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes, quando escuto notícias como geleiras derretendo e milhares de ursos polares morrendo afogados, tenho vontade de ser como tantas pessoas e, sei lá, comprar um sapato de couro de crocodilo no shopping pra esquecer que não consigo ser feliz sabendo de tudo isso. Mas é tarde. A descoberta de algumas coisas é um caminho sem volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, essas coisas enganam bem. Já falei sobre isso aqui. É uma felicidade efêmera, que dura muito pouco, essa de comprar as coisas. Comprar uma arara colorida no pet shop, para o seu filhinho brincar. Ou um macaquinho bonitinho, cuja mãe foi assassinada para que pudessem capturá-lo. Você tem dinheiro, vá em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai segurar a onda – ou o tsunami – é a próxima geração. Coitados dos pivetes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5568097076531079798?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5568097076531079798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5568097076531079798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5568097076531079798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5568097076531079798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/11/osvaldo-salermo-este-mundo-nao-e-meu.html' title='O mundo que eu amei'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvQeBlCKekI/AAAAAAAAAIs/klSH6GoQ034/s72-c/osvaldo_salermo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7545612229958781207</id><published>2009-11-03T10:41:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T10:49:07.642-08:00</updated><title type='text'>Boa vontade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvB6t7mWojI/AAAAAAAAAIk/uMP78btCgZQ/s1600-h/estudio_vasava_barcelona.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399950882728485426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvB6t7mWojI/AAAAAAAAAIk/uMP78btCgZQ/s400/estudio_vasava_barcelona.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estúdio Vasava (Barcelona)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje faz seis anos que compartilho pensamentos, refeições, gostos em comum&lt;br /&gt;(e gostos incomuns), ideias, cama, domingos maravilhosos; outros de uma monotonia insustentável, saúde e doença. Alguns gritos foram necessários e muita, muita conversa. Mas antes de tudo, uma boa vontade mútua, um respeito genuíno que só quem ama consegue conservar – a gentileza do ato.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não é receita, imagine. É o que chamam de pequeno milagre, e que bom que aconteceu comigo. Ganhei seis rosas, que simbolizam os seis anos que permanecemos separados por dois estados – e grudados como nunca. Já aquelas florzinhas pequenininhas, coadjvantes que sempre vêm junto com o buquê (e que podem guardar uma importância difícil de perceber), são os anos que continuaremos juntos, eternamente enquanto durar, como sabiamente mencionou um poeta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez por nunca ter sonhado com nada parecido, consegui uma felicidade tão real...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7545612229958781207?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7545612229958781207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7545612229958781207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7545612229958781207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7545612229958781207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/11/boa-vontade.html' title='Boa vontade'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SvB6t7mWojI/AAAAAAAAAIk/uMP78btCgZQ/s72-c/estudio_vasava_barcelona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4833731742638052639</id><published>2009-10-19T07:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T07:41:35.057-07:00</updated><title type='text'>The sick mother, the sick brother</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394318818566253298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Stx4YpnYqvI/AAAAAAAAAIc/Ww5jreLokZY/s400/the_sick_child.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;The Sick Child (Edvard Munch) - 1894&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.munch.museum.no/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.munch.museum.no&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido difícil escrever, desde que, cerca de três semanas, minha mãe foi operada às pressas – e descobriram um tumor maligno em seu intestino. A perspectiva de perder a mãe (em especial para quem a tem como melhor amiga, o meu caso) não é algo que se possa explicar aqui, eu não consigo. Nem quero.&lt;br /&gt;Faz você lembrar como é frágil – e que preocupar-se com coisas fúteis, além de fazer mal, é uma tremenda perda de tempo. Eu sei que esse é um clichê, mas é isso que a tristeza é: um clichezão completamente verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero as linhas acima uma vitória pessoal. Pra mim, sempre foi uma tortura falar ou escrever sobre o meu irmão, por exemplo. Fiz uma tentativa, teve um começo (um primeiro capítulo, por assim dizer) e o resultado está aqui embaixo. Mas não saiu tudo ainda. Um dia sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- The Sick Brother &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi a parte machucada da alma que me levou à Escandinávia em setembro de 2005, onde está Oslo e o museu do pintor expressionista &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edvard_Munch"&gt;Edvard Munch&lt;/a&gt;. Seu mais famoso quadro, “O Grito” ainda não havia sido recuperado* e obviamente não estava disponível à apreciação dos turistas. Mas a intensidade da obra permanecia em minha memória desde quando, em uma das suas andanças pelo mundo, fora parar no Masp, o Museu de Artes de São Paulo, ali na Paulista mesmo.&lt;br /&gt;A península escandinava (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia) é um lugar completamente diferente para um brasileiro. Parece um outro planeta, com suas cidades de ruas limpíssimas e arborizadas, suas praças bem cuidadas, seu povo loiro, introvertido, silencioso. Terra de invernos longos e de falta de luz, e talvez por isso de lá saem grandes e melancólicos artistas, cheios de temáticas existencialistas e vontades de suicídio: Ingmar Bergman, Hans Christian Andersen, o dramaturgo Ibsen e... Munch. No caso deste último, a vida foi marcada por desgraceiras como aquelas registradas nas pinturas em série, no Museu de Oslo. Quando vi os sete quadros que mostravam a irmã do pintor tuberculosa e debilitada, terminal, fui tomada de uma leve perturbação, como quando uma lembrança incômoda vem à mente. “The Sick Sister”. Quadros da minha própria vida.&lt;br /&gt;Dizem que a gente aprende com o sofrimento. Disso eu não tenho dúvidas. Resta saber se há alguma utilidade em aprender certas coisas. Tenho certeza de que seria melhor passar sem saber algumas delas.&lt;br /&gt;Voltei convicta de que a terrível lembrança da morte de meu irmão (de Aids, em 1997) deve me acompanhar até a minha própria morte e tento conviver com ela da melhor maneira que posso. O que não é nada fácil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* O quadro foi recuperado&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;e voltou a museu em 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4833731742638052639?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4833731742638052639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4833731742638052639&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4833731742638052639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4833731742638052639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/10/sick-child-edvard-munch-1894-www.html' title='The sick mother, the sick brother'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Stx4YpnYqvI/AAAAAAAAAIc/Ww5jreLokZY/s72-c/the_sick_child.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4373941291529831331</id><published>2009-10-05T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-05T13:12:43.010-07:00</updated><title type='text'>Da mulher moderna</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SspTCWeqayI/AAAAAAAAAIU/6jTKIlh8PMo/s1600-h/walter_carone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389211203961252642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SspTCWeqayI/AAAAAAAAAIU/6jTKIlh8PMo/s400/walter_carone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Walter Carone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma nuvem negra sobrevoa insistentemente a minha cabeça. Mas partindo daquele princípio de que tudo passa, espero, também insistentemente, que ela se vá, como chegou. Enquanto isso (e incapaz de expressar qualquer ideia), deixo pra vocês um textinho antigo, que não conhecia o mundo, escondido que estava na gaveta. Uma breve reflexão sobre a mulher moderna.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como sempre faço, outro dia estava xeretando a “biblioteca de mamãe”, composta de diversos livros dos mais variados temas, quando me deparei com o seguinte título: &lt;strong&gt;Como Ajudar Seu Marido a Ter Sucesso – na vida social e nos negócios. &lt;/strong&gt;O ano é 1961, o que explica um pouco a auto-ajuda, bastante em moda na época (aliás, não saiu de moda, mas tudo bem). A autora, uma tal de Mrs. Dale Carnegie, tinha uma formulinha mágica para as moçoilas casadouras dos anos dourados conseguirem o projeto mais importante da vida de todas elas; um marido, com uma casa e filhos lindos e educados, tudo de comercial de margarina. Um cachorro de comercial de margarina também não seria ruim (jamais um gato, gatos são para os esquisitos); contanto que tenham uma bela área verde e espaçosa para que este possa dar uns pulinhos e se sair bem no comercial. Curiosa que sou, claro que comecei a ler a bagaça. E Mrs. Carnegie escrevia como profunda conhecedora do assunto, última palavra em psicologia de relacionamentos.&lt;br /&gt;Aí vão alguns trechos com a ortografia original:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O importante para uma espôsa é compreender a necessidade de um programa educacional para um homem que quer abrir caminho no mundo – e a necessidade de sua inteira cooperação nesse programa. O tempo e o dinheiro dispendido no aperfeiçoamento de um homem são um investimento na família futura. Quando êsse programa de educação se prolonga por um período de anos, e a esposa considera se a solidão e o sacrifício que isso lhe exigiu valem a pena, ajudar-lhe-á muito pensar que êsse sacrifício habitualmente é recompensado com o sucesso e que este é ainda a nação dos ‘self-made men’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) “A sra. Coleman é um exemplo de espôsa que trabalha com e para o seu marido (...) Certas crises na vida familiar, como débitos, doença ou perda do emprêgo do marido, algumas vêzes tornam necessário para uma espôsa trabalhar temporáriamente fora de casa. Êsse tipo de assistência é um ato da sociedade – marido-mulher na mais ampla acepção da palavra – porque ela está trabalhando para o bem da família, e não meramente para a satisfação de seguir uma carreira de seu agrado.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por fim, um conselho para sair da vida besta: “(...) a espôsa desempenhará melhor os seus deveres caseiros e terá melhor atmosfera mental, se mantém alguma atividade fora de casa. (...) Desde que as donas de casa necessáriamente passam muito tempo sòzinhas, outra atividades que as mantenham em contato com outras pessôas são bastante benéficas. Um curso de educação ou de costura, uma aula de apreciação musical, algumas horas na semana de colaboração para alguma sociedade beneficente, projetos como êsses dão às mulheres vivacidade mental e alargam os seus horizontes.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ah, sim. Isso explica de onde saíram os monstrinhos machistas que conhecemos. DE NÓS!&lt;br /&gt;Que coisa.&lt;br /&gt;Bom, as coisas mudaram demais, e ainda bem. Sou totalmente contra ao discurso do “antes é que era bom, a mulher mudou mas está infeliz, blá, blá, blá”. Infeliz uma pinoia. Estamos ricas, realizadas, mais bonitas e felicíssimas. Sobrecarregadas, eu sei. Mas para aquelas que têm ataques de submissão temporária, eu pergunto, do fundo do coração: você voltaria no tempo pra ficar fingindo que não tem cérebro, não tem tesão pelos caras e não gosta de ganhar o seu próprio dinheiro, meu bem? Hein? Hein?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4373941291529831331?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4373941291529831331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4373941291529831331&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4373941291529831331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4373941291529831331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/10/da-mulher-moderna.html' title='Da mulher moderna'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SspTCWeqayI/AAAAAAAAAIU/6jTKIlh8PMo/s72-c/walter_carone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-1306952165327934124</id><published>2009-09-10T13:05:00.001-07:00</published><updated>2009-09-10T13:12:58.144-07:00</updated><title type='text'>Das separações</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sqlccm3vm7I/AAAAAAAAAIM/myuVRxRaRqY/s1600-h/gerald_laing_b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379932876411214770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 380px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sqlccm3vm7I/AAAAAAAAAIM/myuVRxRaRqY/s400/gerald_laing_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Obra: Gerald Laing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;Separação é terrível. Vem à tona uma fragilidade desconhecida, submersa, lá dos arcanos. Alguns perdem a concentração e a disposição. Outros perdem a fome, a fome não aumenta - outros se alimentam compulsivamente, como se quisessem preencher alguma lacuna que permanece furada, como um coador de café vagabundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, ninguém morre quando rompe, eu sei. Mas é como uma gripe terrível: você deita e bota o cobertor. Vai passando. E nesse meio tempo não há muito o que se fazer. O negócio é sair, sair muito. Fazer aquelas coisas que você queria fazer e não dava, porque ele ou ela não gostavam e ai, que saco! Experimentar todas as cores, cheiros e sabores. Como diria Herbert Vianna, “provar tantas frutas que te deixariam tonta”. Uma espécie de morfina, até que a crise de abstinência, finalmente, passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que quando a coisa tá ruim o melhor é não teimar. Mas pêra aí: a gente tem que esgotar todas as possibilidades, né? É uma prova de consideração e acho que quando sobra respeito e carinho, todo mundo faz isso de tentar até esgotar.&lt;br /&gt;Mas bom mesmo é saber que toda tempestade acaba. E depois vem uma sensação poderosa e fatal de recomeço, sempre muito boa. Novas sensações boas e ruins, mas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tudo começa de novo (e assim seja, porque de que vale a vida inteiramente nos trilhos?). Vida com sabor de chuchu não rola, né? Tem que ter cebola, alho, pimenta e cominho. Não gosta de alho? Azeite de dendê ou não sei o quê. Colocar os próprios temperos, temperar por gosto. Neste caso, vá pra cozinha e sinta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que aparece uma outra beleza, um outro conversa mole e divertida, uma covinha diferente no rosto. Você se pega pensando no moço ou na moça X – e X liga, e isso se chama sincronicidade, que não tem muita explicação e eu não acredito em nenhuma. Uma nova ansiedade, pontada no estômago quando vê a janelinha no messenger apontar praquele nome e, melhor ainda...aquela mesma janelinha te chamar, daqui a pouco, com a mensagem que você queria receber. Aí é só passar do virtual para o real, que nada e ninguém substitui. Isso é que viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-1306952165327934124?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/1306952165327934124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=1306952165327934124&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1306952165327934124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1306952165327934124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/09/das-separacoes.html' title='Das separações'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sqlccm3vm7I/AAAAAAAAAIM/myuVRxRaRqY/s72-c/gerald_laing_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5949194983234167522</id><published>2009-09-02T17:57:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T18:12:33.722-07:00</updated><title type='text'>Das estações</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sp8Wtr-lETI/AAAAAAAAAIE/DUpKkdMShds/s1600-h/gregorio_gruber_f_009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377041454258786610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sp8Wtr-lETI/AAAAAAAAAIE/DUpKkdMShds/s400/gregorio_gruber_f_009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obra: Gregório Gruber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes que eu te deixe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;deixa eu dar um gole em você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ficar de porre até o verão&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;deixe uma dúzia de carinho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;do mais terno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que dure todo o inverno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;me conte um sonho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou sonhar no outono&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;depois me deixe ir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;se puder me espera&lt;/div&gt;&lt;div&gt;volto quando acabar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a primavera&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Alice Ruiz)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O verão é um senhor gordo sentado na varanda e reclamando cerveja. O inverno é um vovozinho tiritante. O outono, um tio solteirão. A primavera, em compensação, é uma menina pulando na corda. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Mário Quintana)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5949194983234167522?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5949194983234167522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5949194983234167522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5949194983234167522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5949194983234167522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/09/das-estacoes.html' title='Das estações'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sp8Wtr-lETI/AAAAAAAAAIE/DUpKkdMShds/s72-c/gregorio_gruber_f_009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8701519533387488006</id><published>2009-08-17T09:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T05:18:55.672-07:00</updated><title type='text'>Da nova lei antifumo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SomDqMU3HjI/AAAAAAAAAH0/eEFl680h0Lc/s1600-h/gerald_laing.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370968791502495282" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 258px; height: 380px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SomDqMU3HjI/AAAAAAAAAH0/eEFl680h0Lc/s400/gerald_laing.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Gerald Laing&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SomCSBaGbAI/AAAAAAAAAHs/raKemaYEzH0/s1600-h/949167.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Cena : Amigos reunidos em mesa de bar. Ambiente fechado. Inevitável comparar a mesa assim, limpa, com um passado não muito distante, quando uma assustadora nuvem de fumaça pairava por sobre as cabeças. É, os fumantes mandavam ver no dióxido de carbono, e não pareciam se importar com os incomodados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho amigos fumantes e gosto deles, não viveria sem eles. Somos todos imperfeitos e se fumar é uma debilidade moral, não gosto de pessoas sem nenhuma debilidade moral. Eu mesma as tenho. Seria melhor se eles parassem, principalmente para os próprios, mas nunca preguei nenhum evangelho nesse sentido. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, já dizia Caetano, outro chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os últimos acontecimentos relativos à lei antifumo revelaram um egoísmo, falta de senso coletivo e (pra ser bem direta) de higiene que não imaginava da parte de muitas pessoas que julgava conhecer. Fiquei chocada e decepcionada.&lt;br /&gt;Parto de um princípio que considero óbvio: o seu direito termina quando interfere no do outro; ou seja: eu – que nunca fumei – não sou obrigada a respirar a fumaça insuportável do cigarro seja de quem for. Simples. Bem que tentei me colocar no lugar de um viciado, sem encontrar justificativa. Não sou nenhuma santa mas posso dizer, com toda sinceridade, que seria uma das primeiras a se preocupar em não prejudicar os outros. Ao menos foi isso que a minha mãe ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à mesa de bar, onde trombei com alguns fumantes (que não fumavam naquele instante), ouvi alguns argumentos sem cabeça, pés, tronco ou membros. Desmoroná-los não é nada difícil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito de fumar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “direito” foi o que o pessoal a favor do porte de armas de fogo argumentou no plebiscito de 2005. E os nazistas vivem dizendo que tem o “direito” de odiar quem quer que seja.&lt;br /&gt;E por aí vão alguns “direitos”. Ora, quando alguém fuma perto de quem não fuma, está interferindo em sua saúde. Que direito é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma lei ditadora. Começa com o cigarro e daqui a pouco vão proibir outras coisas....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa mole pra boi dormir. Então todos os países civilizados do mundo estão ameaçados por “ditadura?” Inglaterra, França, Suécia, só para citar alguns. Acho que respeitar o espaço do outro tem a ver com civilidade, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem diferenças culturais com estes países.&lt;br /&gt;A diferença é que aqui todo mundo acha que pode fazer o que quiser. Educação, ah, educação....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não fuma deveria ficar em casa, porque bar é lugar de fumar e beber mesmo.&lt;br /&gt;Hm, não é o que a maioria acha, a julgar pela mais recente pesquisa em que 88% dos entrevistados apoiam a lei. O fato é que os fumantes são minoria, mesmo os freqüentadores de bares, ao contrário do que muita gente imagina. E no sistema democrático a maioria vence, não? Maioria que não vai voltar fedendo pra casa nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Os fumantes serão discriminados.&lt;br /&gt;Confiem em mim, queridos: vocês seriam mais discriminados se continuassem a jogar aquela fumaça podre na nossa cara. Agora serão mais amados do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¨6. A cidade de São Paulo já é poluída...&lt;br /&gt;Ora, valha-me! Tenho de lembrar de novo da minha mãe dizendo: um erro não justifica o outro. É a mesma coisa que jogar lixo na rua porque ela é suja. Essa é uma das piores besteiras que já ouvi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7.Deveria ter área de fumantes e não-fumantes em todos os estabelecimentos (e a lei não dá brecha pra isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o único argumento coerente nesse monte de desculpa esfarrapada. Mas imagine só a grana que os donos de bares e danceterias (muitos restaurantes já tinham essa distinção), em especial, teriam de gastar. Problema deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. O governo deveria punir a indústria, que vicia os pobrezinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo. Mas cá entre nós...Ninguém te obriga a começar né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último: bituca de cigarro é lixo e lugar de lixo é no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que acabou. Apenas gostaria de reiterar que respeito muito o direito do fumante de fumar. Sozinho.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8701519533387488006?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8701519533387488006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8701519533387488006&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8701519533387488006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8701519533387488006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/08/da-nova-lei-anti-fumo.html' title='Da nova lei antifumo'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SomDqMU3HjI/AAAAAAAAAH0/eEFl680h0Lc/s72-c/gerald_laing.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-6348075327389472583</id><published>2009-08-07T12:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T12:50:48.142-07:00</updated><title type='text'>Inibição</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnyE_YjWZsI/AAAAAAAAAHk/c69qhXsj6LU/s1600-h/olhos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367311080376133314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnyE_YjWZsI/AAAAAAAAAHk/c69qhXsj6LU/s400/olhos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Queria te dizer que conhecia a Argentina&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e que tinha um amigo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;corredor de fórmula um&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e dizer que era personagem&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;de uma peça de Mário Prata&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e que havia jogado no Linense&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;com o estádio lotado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Queria te contar lorotas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;até que me achasse o maior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e me levasse pela mão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e me dissesse com gosto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;que queria ouvir os meus casos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e aprender meus truques.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Queria te encher de beijos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;como em medalhinha de padroeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e te fazer carinho&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;como em gato de armazém&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e ler a tua mão e decifrar tua letra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e te ensinar os segredos das pirâmides&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e todas as declinações latinas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e, de quebra,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;te falar um poema de amor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Mas teus cabelos eram tão loiros&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e teus olhos tão sofridos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;que eu fiquei na minha&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;e só te disse oi.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(Sérgio Antunes - Primeira Vez - 1986)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-6348075327389472583?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/6348075327389472583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=6348075327389472583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6348075327389472583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6348075327389472583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/08/inibicao.html' title='Inibição'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnyE_YjWZsI/AAAAAAAAAHk/c69qhXsj6LU/s72-c/olhos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8838301701985278968</id><published>2009-08-03T06:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T06:44:20.573-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Snboon8CUII/AAAAAAAAAHc/38SshHgAP9E/s1600-h/amazonia+065a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365731790671728770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Snboon8CUII/AAAAAAAAAHc/38SshHgAP9E/s400/amazonia+065a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Porcos e galinhas criados livres em algum canto da Amazônia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"O vírus da gripe suína pode não ser tão fatal quanto se pensava, mas sem dúvida é um ensaio do que está por vir. E não podemos contar com um remédio para nos salvar. Precisamos tratar a fonte do problema: pecuária industrial, rebanhos gigantescos vivendo aprisionados em currais minúsculos, comendo hormônios em condições anormais, cada vez mais distantes do que a evolução determinou em milhões de anos como uma vida saudável...doenças vão proliferar com a mesma desproporcionalidade. E não se trata de uma vingança divina, é apenas como a natureza e a evolução funcionam. Temos um tempo muito curto para desmontar esse sistema e criar uma economia de acordo com essas leis.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E estamos fazendo isso de maneira rápida o suficiente?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para sustentar 6 bilhões de pessoas? Não."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Paul Stamets - Revista Trip -Junho 09)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E você, sabe por qual processo passa a carne que você come?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8838301701985278968?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8838301701985278968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8838301701985278968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8838301701985278968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8838301701985278968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/08/porcos-e-galinhas-criados-livres-em.html' title=''/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Snboon8CUII/AAAAAAAAAHc/38SshHgAP9E/s72-c/amazonia+065a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-146144436133490270</id><published>2009-07-29T09:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T10:18:15.128-07:00</updated><title type='text'>O poder da mulher, por Rubem Braga</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnCCqn-2mvI/AAAAAAAAAHU/MjQvDaK4pjc/s1600-h/bert_stern.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363930824996985586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnCCqn-2mvI/AAAAAAAAAHU/MjQvDaK4pjc/s400/bert_stern.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Bert Stern&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conversando com amigos e relembrando histórias de vida - das estrelas de rock, de grandes líderes, de outros amigos - percebemos a enorme quantidade de mulheres que ergueram - ou ajudaram a derrubar para sempre - muitos figurões. De &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cle%C3%B3patra_VII"&gt;Cleópatra&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monica_Lewinsky"&gt;Mônica Lewinski,&lt;/a&gt; (ou da outra &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/10/02/297979127.asp"&gt;Mônica, a Veloso&lt;/a&gt;, amante daquele político alagoano) somos a causa de várias tretas, &lt;em&gt;impeachments&lt;/em&gt; e até de guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembrei de uma vez, recém-saída da adolescência, quando seduzi um garoto &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%B3rmon"&gt;mórmon&lt;/a&gt;, bem bobalhão. Foi o máximo. É um poder nato e não deixa de ser confortável usá-lo de vez em quando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para ilustrar o que quero dizer (e como estou sem inspiração), presenteio os leitores deste blog com um trecho de uma das deliciosas crônicas* do saudoso &lt;a href="http://http//www.releituras.com/rubembraga_bio.asp"&gt;Rubem Braga&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E como ele é infinitamente melhor do que eu, acho que farão muito gosto desta pequena folga ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"(...) Dia 21 - O que me aconteceu foi surpreendente. Fui à cidade procurar o senador, com quem, por sinal, não consegui falar. Estive com Clóvis, que me falou da prisão, ontem, de vários amigos, inclusive o Dunga. Quando subia no ônibus, alguém me agarrou pelo braço. Tremi de susto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltei-me; era um sujeito desconhecido, de chapéu. Perguntou se me lembrava dele. Embaraçado, disse-lhe que não podia perder aquele ônibus; ele disse que vinha comigo. Só podia ser tira, ainda mais de chapéu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não era tira, era careca. Não o reconheci logo porque havia raspado os grandes bigodes louros que sempre usou. É um securitário, Edgar, que conheci por ocasião de uma greve. Antes de chegar à pensão, tive um palpite; saltei do ônibus com Edgar e telefonei do café da esquina perguntando se havia algum recado para mim. Dona Dolores me disse que estavam lá dois amigos me esperando; perguntou se eu queria que ela chamasse. Como não dei meu endereço a ninguém, vi logo do que se tratava. De qualquer modo, esperei; Dona Dolores voltou e disse que os dois tinham ido embora e não tinham deixado os nomes. Depois, mais baixo, disse: "Não venha aqui, não." Estou escrevendo na casa do Edgar onde vou dormir esta noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia 24 - Edgar é formidável. Não me deixou sair de sua casa. Sua mulher é muito simpática; tem uma filhinha de dois anos. Preciso arranjar dinheiro e dar o fora, pois se por acaso eu for preso aqui, Edgar também irá comigo, e talvez até Alice. Alice é muito esclarecida. Edgar foi à pensão ver se trazia minhas coisas, mas Dona Dolores disse que a polícia carregou tudo. Até o livro de Spengler foi em cana. Ainda bem que meus papéis mais importantes estavam na pasta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia 26 - Telefonei ao Clóvis, e ele veio me ver ontem. A polícia me procurou também na redação. Ontem foi presa a Linda, mulher do Alcir; saiu nos jornais. Com um bilhete meu, o Clóvis procurou o senador, que me mandou algum dinheiro, ele disse ao Clóvis que devia muitos favores ao meu falecido pai, o que é verdade; de qualquer modo, foi alinhado. Eu podia fugir para Minas com esse dinheiro, mas tive de pedir ao Clóvis para me comprar roupa, escova de dentes, chinelos, etc., pois estava usando as roupas do Edgar, que é um pouco mais baixo do que eu. Como não tenho o que fazer, e não me arrisco mais a sair de casa, eu mesmo quis lavar minha roupa, mas Alice não deixa de modo algum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clóvis foi à editora ver se arranja uma tradução qualquer para eu fazer, com uma parte do dinheiro adiantada, mas o diretor está em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia 28 - Estou com os nervos arrebentados por causa da Alice - quando Edgar vai para a Companhia de Seguros...seria o cúmulo da sem-vergonhice! Se eu tivesse qualquer coisa com essa mulher, seria o último dos cachorros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.o de março - Sou. "&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Diário de um Subversivo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(no remoto ano de 1936) - Os Melhores Contos de Rubem Braga - seleção Davi Arrigucci Jr.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-146144436133490270?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/146144436133490270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=146144436133490270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/146144436133490270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/146144436133490270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/07/o-poder-da-mulher-por-rubem-braga.html' title='O poder da mulher, por Rubem Braga'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SnCCqn-2mvI/AAAAAAAAAHU/MjQvDaK4pjc/s72-c/bert_stern.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7403798573703992984</id><published>2009-07-21T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T07:35:16.056-07:00</updated><title type='text'>Filhos - O Direito de NÃO ter</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SmYhCS1CZLI/AAAAAAAAAHE/bAZPZPwPUbM/s1600-h/novo-4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361008729728902322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SmYhCS1CZLI/AAAAAAAAAHE/bAZPZPwPUbM/s400/novo-4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muita gente me enche o saco quando digo que não quero ter filhos. Essa é uma questão muito pessoal e a MINHA vontade (já que o rebento sairia de minhas entranhas) deveria ser respeitada. Simples assim. Todavia, isso não ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como as pessoas julgam saber o que é “certo” – para elas e para o resto da humanidade. Não importa se não serei boa mãe e, deste modo, mais uma pessoa desajustada viria ao mundo (que está uma merda, vamos combinar) para deixar tudo pior e mais complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morro de rir com alguns argumentos do tipo: “Mas quem vai cuidar de você quando estiver velha?”. Bom, nem todos os filhos (eu diria que uma mínima parte da população) são enfermeiros dedicados. É só visitar um asilo para dar de cara com a amarga realidade. Alguns velhinhos não recebem visitas de suas crias nem mesmo no Natal. É triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro argumento: “Você é egoísta”. Demorei um pouco para entender alguma lógica nessa afirmação, mas suspeito que tenha a ver com o fato de eu não ser obrigada a dedicar o meu tempo (e muitas vezes abrir mão de coisas bem importantes pra mim) para outrem. Bom, eu colocaria a coisa de outra forma. Para mim, botar um pobre diabo em um planeta superpovoado, onde florestas, geleiras fauna e flora desaparecem em ritmo avassalador; e onde a escassez de recursos naturais e o desemprego só tendem a aumentar (e a água, acabar) não é exatamente um ato de amor e compaixão. E já que gosto de criança, não quero para ela essa triste sina. E estamos apenas no começo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, essa bem importante: ninguém me perguntou se eu posso pagar escola particular, curso de inglês, natação (sim, não há outra maneira das crianças se movimentarem, já que estão fadadas aos apartamentos e condomínios); viagens com a turma, tênis e calça da moda, brinquedos caríssimos, etc, etc, etc. Ninguém também se ofereceu pra me ajudar nessa parte.&lt;br /&gt;Eu sei que tem gente que acha que crianças vivem de luz, mas não é o meu caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, obrigado. Já conheço pais assim. Fáceis de reconhecer, estão em toda parte. Trabalham máximo de tempo possível (às vezes como válvula de escape), rezam para o pimpolho estar bem cansado quando chegam à noite e não têm o mínimo saco de brincar. Alguns podem se dar ao luxo de contratar uma babá, que alimenta, troca, explica o significado das palavras e leva a criança à escola. Ou seja, educa.&lt;br /&gt;Sem contar as crianças que mandam e os pais obedecem, mas essa é uma outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não é por nada, mas adoro a minha vida e tudo o que não ter filhos significa - de bom e até mesmo de ruim. Sei que estou perdendo outras coisas que devem ser magníficas, mas é a minha opção de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último, eu odeio: Mac Donald´s, parquinho de condomínio, parques tipo Wet´n Wild; filmes infantis, ir à praia em época de férias escolares, ir a qualquer lugar em época de férias escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Quero deixar bem claro que não estou maldizendo crianças e muito menos a maternidade. Algumas mulheres que conheço são mães maravilhosas, a minha foi. Têm verdadeira vocação e não deixam de amamentar, por exemplo, para o peito não cair. Estão preparando seres que farão a diferença no mundo, por mais falido que eu o considere. Admiro suas coragens, mas como uma mãe falaria: Meu filho não!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7403798573703992984?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7403798573703992984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7403798573703992984&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7403798573703992984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7403798573703992984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/07/filhos-o-direito-de-nao-ter.html' title='Filhos - O Direito de NÃO ter'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SmYhCS1CZLI/AAAAAAAAAHE/bAZPZPwPUbM/s72-c/novo-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5283069278829623797</id><published>2009-07-09T13:20:00.001-07:00</published><updated>2009-07-10T06:54:25.362-07:00</updated><title type='text'>Do agreste</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRynh2kjI/AAAAAAAAAG8/Iuemu2Dhmz8/s1600-h/ferias_nordeste_02+023a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356558736850063922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRynh2kjI/AAAAAAAAAG8/Iuemu2Dhmz8/s400/ferias_nordeste_02+023a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Já falei bastante sobre o Norte no último post e prometi que não poderia deixar o Nordeste (onde também visitei), de fora. O clima gelado de Porto Alegre, onde me encontro, não ajudaria com as lembranças, não fosse o fato de alguns lugares serem inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo das praias de água quentinha, nem da cor verde viva de alguns mares, nem de andar livre na própria pele por conta do clima. Mas de um modo de ser tão típico e adorável do nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa ideia foi, como sempre, ir aonde não se vai, ou se vai pouco. Conheci praias e capitais, mas estava ansiosa mesmo era pelo agreste. Saber do cotidiano das pequenas cidades, o que se come e veste, como festejam. Gosto de espionar pessoas comuns, ouvir a pronúncia e reparar na construção da resposta. Aí, claro, pergunto mais ainda. E surge uma nova amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRpJC93VI/AAAAAAAAAG0/fML-sTxhzVQ/s1600-h/ferias_nordeste_02+003a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356558574048632146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRpJC93VI/AAAAAAAAAG0/fML-sTxhzVQ/s400/ferias_nordeste_02+003a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Casamento coletivo em Campina Grande&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para começar, os nordestinos são excelentes comerciantes, o que explica o sucesso de alguns nas grandes capitais do sudeste. Talvez por isso mesmo o bem tratar torna-se um hábito. Alguém vai dizer que claro, é assim quando se quer vender alguma coisa. No que eu respondo: já vi comerciantes esnobes e nada esforçados tentando empurrar produtos, que até eram bons – mas sem competência. Para tudo há que se ter vocação, inclusive para a delicadeza. O que se encontra fácil por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se fala da luz dos finais do dia nos vilarejos. É o pôr-do-sol do sertão, um espetáculo ausente nos cartazes das agências de turismo. Também não se fala da carne de sol, do feijão de corda ou verde embebido em manteiga de garrafa, macaxeira e farofa. Da pimenta, esplendorosa. Tudo com muito sabor, que contamina o sujeito pra sempre – eu, por exemplo, passei a adicionar farofa em tudo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRfcNTZhI/AAAAAAAAAGs/0VKMhSeFLeA/s1600-h/ferias_05+180a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356558407393568274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRfcNTZhI/AAAAAAAAAGs/0VKMhSeFLeA/s400/ferias_05+180a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Feijão verde com manteiga de garrafa, carne de sol, macaxeira e farofa: prato típico nordestino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A imprensa pouco se ocupa dos homens e mulheres que param o trabalho duro na roça ou nos pequenos comércios com um único objetivo: o São João. E aí é pra festejar, brincar quadrilha. Alguns levam o ano todo na preparação, como em um carnaval. Mas o São João não é mega, não conta com a participação de atrizes siliconadas. É quando o sertanejo tira a única blusa do armário para encarar o “frio” de uns 20 graus. Ou resolve casar (de verdade) com mais 99 outros pares, como aconteceu em &lt;a href="http://www.saojoaoemcampina.com.br/"&gt;Campina Grande, no interior da Paraíba (o maior São João do mundo, segundo os locais)&lt;/a&gt;. Cem pares de noivos, uma só bênção. Sim, porque lá ninguém vive sem Deus. É o povo mais fervoroso do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRVXvCC-I/AAAAAAAAAGk/1sPQeOOTB0I/s1600-h/ferias_nordeste_02+012a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356558234394168290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRVXvCC-I/AAAAAAAAAGk/1sPQeOOTB0I/s400/ferias_nordeste_02+012a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para se chegar a Campina Grande rumo a Caruaru &lt;a href="http://www.saojoaodecaruaru.com.br/"&gt;(o OUTRO maior São João do Mundo, este em Pernambucano)&lt;/a&gt;, passo por cidadezinhas e estrada de vegetação típica. No inverno, tudo verdinho. Visitamos a Feira de Caruaru. É sábado, dia de maior movimento. Lembro de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga"&gt;Luiz Gonzaga&lt;/a&gt;, o eterno rei do baião, cantando &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.letras.com.br/luiz-gonzaga/a-feira-de-caruaru"&gt;“A Feira de Caruaru/Dá gosto a gente ver/De tudo o que há no mundo/Nela se tem pra vender”&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; . E tem mesmo. Ao fundo, dá pra escutar bandas de forró que fazem sucesso no momento, com nomes como Coroné Grilo, Garota Safada e Biriteiros do Forró. E sim, dançar forró é bom demais. Peça para uma das belas morenas que encontrar por lá te ensinar. E que bom que pouco se fala, porque assim não há uma invasão de gente e eles continuam sendo exatamente assim, sem construir coisas “para turista ver”. E se você seguir o meu conselho e quiser saber do verdadeiro nordeste, não vai se arrepender. Mas vá logo, antes que mais gente descubra o que é bom.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5283069278829623797?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5283069278829623797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5283069278829623797&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5283069278829623797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5283069278829623797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/07/do-agreste.html' title='Do agreste'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SlZRynh2kjI/AAAAAAAAAG8/Iuemu2Dhmz8/s72-c/ferias_nordeste_02+023a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-3215058176170016085</id><published>2009-06-29T15:17:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T15:51:58.703-07:00</updated><title type='text'>Brincando nos Campos do Senhor*</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Skk-HcATK_I/AAAAAAAAAGc/sdIwHQnTV4U/s1600-h/amazonia+100a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352877929604000754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Skk-HcATK_I/AAAAAAAAAGc/sdIwHQnTV4U/s400/amazonia+100a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;O céu refletia nas águas e a sensação era a de estar suspenso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou do tipo que procura explicações do além para o que acontece. Não acredito em horóscopo, não enxergo sinais em pombas paradas, objetos que quebram, essas coisas. Nunca gostei quando as pessoas atribuem a Deus tudo o que é desgraça. “Porque Deus quis”. Pois se Deus fosse responsável por certas bárbaries, mais um motivo para desprezá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como citei no post anterior, eu e meu marido fizemos uma viagem onde descobrimos o Brasil (a maior parte dele, o Brasil de verdade). Já que eles – a região norte e nordeste – são maioria; “pronto”, como costumam dizer. Não há o que discutir: são os representantes do nosso país, por mais outros cartões postais símbolos que possa existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta odisseia, nada de roteiros turísticos. Acampar na selva amazônica, conhecer o agreste nordestino, sem praia, sem barzinho da moda ou galerinha queimada de sol. Os amigos meteram o pau. Certas pessoas são escravas incondicionais do conforto – o que quer que isso signifique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Aurélio, conforto (sm) é: ato ou efeito de confortar(-se). Consolo, alívio. 2 Bem-estar material; comodidade. Uma cama espaçosa e limpa? Um banho quente? Um condomínio com brinquedoteca para os filhos brincarem “seguros”? Aquecedor ou sapato velho? Seja lá o que for, impossível viver sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atravessamos a balsa em Castanho, município do Amazonas, e chegamos no Rio Tupana, já começávamos a mudar. Foram 178 quilômetros de Manaus, a capital. Engraçado, tanta gente busca uma transformação sincera na vida. Algumas pessoas se esforçam durante anos e permanecem perdidas. Pra outras, o objetivo conquistado é uma decepção.&lt;br /&gt;Mas pra mim, que não queria nada, ela simplesmente aconteceu. Como quando esses evangélicos dizem que “aceitaram Jesus”. E sim, respeito do fundo do coração esse tal insight, pois passei por ele. Eu, a cética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar, o choque: sou de São Paulo, nascida e criada. Tenho curso superior, me viro bem no inglês, vou ao teatro. Sempre gostei da minha cidade, já arrumei briga por causa dela. Adoro o meu bairro e a minha casa que até aquele momento, não trocaria por nada. Até aquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns segundos, aprendi tudo de novo. Todos os filmes que assisti, o rock inglês que sempre gostei, as baladas que freqüentei. A infinidade de livros que li. Tudo aquilo não era nada. Eu era uma criança sendo apresentada ao mundo que é meus, mas não conhecia: as imensas árvores, que por ser época de cheia, dava pra tocar nas copas. Eles chamam de igarapés. Todos esses nomes indígenas têm significados bem simples – e fico pensando como eles chegaram à origem desses nomes, de que forma foram passados de boca em boca entre as tribos, até cada um deles estabelecer-se como definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso foi só o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos recebidos com suco de cupuaçu – nem preciso dizer que não era de polpa.&lt;br /&gt;Dava pra sentir os pedaços da fruta. Pedir uma coca-cola naquele lugar era como pedir um filé em um restaurante vegan. Quase nojento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco fazia sentido ser vegetariano. Pode ter nexo na cidade, onde o alimento vem de abates escrotos. Não ali. A lei da sobrevivência é essa, todos comem todos. Nas cheias, quando falta peixe, os ribeirinhos caçam jacaré e macaco. Parece absurdo não? Mas esta simples regra, seguida à risca, não ameaçaria nenhum animal de extinção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nós, comemos peixe: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tucunar%C3%A9"&gt;Tucunaré&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tambaqui"&gt;Tambaqui,&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.pescacommosca.com.br/px16.htm"&gt;Matrinxã&lt;/a&gt;. Macaxeira para acompanhar, tapioca de sobremesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia do passeio, um índio de Roraima da tribo apixana, batizado de Kennedy – e que teve a sorte de aprender com seus ancestrais, como nos contou, inúmeras manhas de bem viver – tentou capturar um jacaré. O objetivo era mostrá-lo de perto e depois devolver ao meio ambiente. Cheguei a vê-los, mas a caça fracassou. Senti um alívio. Tínhamos companheiros naquela excursão e não manifestei o meu desejo, mas queria deixar os bichos em paz. Imagine entrar em uma casa onde a dona é toda limpinha e jogar um papel de bala no meio do piso brilhante. Eu não queria bagunçar aquele templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canoa era a única forma de locomoção. De remo, como fazem os ribeirinhos. Nestas horas aconteciam as mágicas. Com sol ou chuva, o céu e as árvores refletiam nas águas transparentes, o que tornava tudo uma coisa só. Então a sensação era a de estar voando e até o corpo ficava mais leve. Tudo imenso, o universo. Eu parte dele e ao mesmo tempo tão pequena, nada. Inferior talvez a milhares de pássaros de todas as cores e desenhos. Ou bando deles. Quão bonito é ver um bando de pássaros cantando felizes – e SOLTOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe o céu católico, duvido que seja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o choque maior veio depois. Na pousada. No banho de rio e nos pés de frutas. Nos bandos de macacos – &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-prego"&gt;prego&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macaco-barrigudo"&gt;barrigudo.&lt;/a&gt; Pensei em minha vida em São Paulo. Pensei em pessoas que conheço. Nos valores destrutivos que passam a seus filhos. No grande número de inutilidades que consumimos para tapar um buraco fundo, que apareceu quando nos foi tirado o convívio essencial com a natureza de onde viemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não adianta: carro grande, design avançado, condomínio com piscina, escova de cabelo, chapinha, bolsa de “croco”, Prada e Rolex. Celulares e botas de camurça. TV LCD. Motocicletas. Orkut, msn, twitter. Restaurante e pet shop. Absorvemos como esponja e sem questionamento. Todos os recursos ilusórios para esquecermos – ou nunca sabermos – do óbvio: viemos do mesmo lugar dos animais que vi na terra, na água e no ar. Compreender a inutilidade de todas essas coisas causa uma certa infelicidade, mas não há volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos acampados e à noite, quando as velas se apagam, está escuro como breu. O Kennedy nos conta a sua história, como aprendeu o português e o seu idioma “apixana”. Da sua avó, ensinando a fazer fogueira com &lt;a href="http://portalamazonia.globo.com/artigo_amazonia_az.php?idAz=17"&gt;Breu Branco &lt;/a&gt;e tomar água em árvore (tem uma árvore da qual sai água, é sério), a chamar os companheiros da tribo pelo toque da sapopema (saliência do tronco) do &lt;a href="http://www.ibama.gov.br/lpf/madeira/caracteristicas.php?ID=189&amp;amp;caracteristica=135"&gt;Arara-Tucupi&lt;/a&gt;. E são tantos os nomes de tantas espécies. E são tantos os barulhos. Sem saber de onde vinham, deu medo. Mas só estavam avisando um ao outro que o pior bicho, o homem, estava por perto. Cinco deles e eu, a única mulher. Mas naquele instante, todos igualmente vulneráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As árvores estão ali, prontas para servir e curar. Ou pra abortar com Carapan-Ubá, de onde se extrai a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinina"&gt;quinina&lt;/a&gt;, como faziam as índias. Ah, eu poderia aprender o dia todo sobre a selva. Afinal estou atrasada. Tive a vida toda pra saber, e nunca soube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de voltar. A paisagem confunde a rota, mas o Kennedy desvenda a floresta. Ela parece não ter nenhum mistério para ele, mas é só impressão: já se perdeu também. A natureza não perdoa nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que algo que muda a ordem das coisas: Conchita, a macaca que sobe no meu colo feliz, catando piolhos. A história é que ela foi encontrada depois que a mãe morreu (ou será que mataram a mãe para capturá-la? Faltou coragem pra saber) e criada desde pequena. Mas Conchita estava em casa. Diferente daqueles que compram animais selvagens como souvenirs. Os infelizes que citei lá em cima, lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de conhecer os ribeirinhos e sua rotina regada a calmaria; sem geladeira, sem água quente e sem cheese cake. Eles não têm consciência da vida imensamente boa que levam. Eles precisam de pouco, como deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cuidado importante: gotas de cloro na água, um conhecimento adquirido e abençoado.&lt;br /&gt;Ah, o conhecimento. Todos ali tão ávidos pelo desconhecido. A cidade, a saúde, a medicina. Nisso sou a favor do progresso: não há nada de errado em transmitir o que se sabe. Há uma escola e as crianças, que às vezes demoram três horas para chegar nela, são sedentas por aprender. Embora ainda falte aos pais humildes o alcance da importância de se saber ler e escrever. Mesmo na selva. Um povo que não sabe ler e escrever é fácil de enganar, disse Che, que por sinal viveu muito tempo na selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Ana de sete anos. Sua mãe a quis me “dar”, como quem dá um presente. Ana cuidava de seus irmãos como adulta, brincava pouco. Perdendo a infância? Não sei. E os filhos da cidade, não estão? Fiquei comovida por Ana. Alguns pais conseguem transformar os filhos em seres horripilantes, mas isso não fazia parte de seu universo amazônico.&lt;br /&gt;Uma criança adorável, incapaz de qualquer birra besta de quem, vítima do meio, está predestinada ao apego do inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último dia parecia que ia ser igual aos outros. Mas nada é igual na Amazônia. No entardecer de céu limpo, um arco-íris inteiro (e não só a pontinha, como é costume ver) com mais cores do que aquela caixa de lápis da minha infância. E à noite, um céu cheio de estrelas que não paravam de piscar – e refletiam no rio a felicidade de estar vendo tudo aquilo de cima, na harmonia que (aí sim) Deus quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto pra São Paulo e, no jornal, um comentário sobre o restaurante da moda, caríssimo. O chef procura utilizar “ingredientes típicos da culinária brasileira”. Entre eles, alguns peixes que comi por lá e iguarias como tapioca e a manteiga de garrafa (que cansei de achar no nordeste por uma ninharia) a um preço exorbitante. Não segurei a gargalhada.&lt;br /&gt;Depois, resisti pra entrar na lan house. Mas acompanhei o meu marido. Digitei o endereço do Twitter. Naquele instante, não poderia haver nada mais superficial e inútil, até deprimente. Eu mudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma reportagem sobre uma alta executiva espanhola que largou tudo pra viver numa vila de pescadores quase deserta na Bahia. Por que não eu? Levei a ideia pro meu marido, esperando um esculacho. Ele topou. Na verdade, acho que pensou a mesma coisa que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de artifícios, quero viver de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Nome de um filme do diretor argentino Hector Babenco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-3215058176170016085?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/3215058176170016085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=3215058176170016085&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/3215058176170016085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/3215058176170016085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/06/brincando-nos-campos-do-senhor.html' title='Brincando nos Campos do Senhor*'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Skk-HcATK_I/AAAAAAAAAGc/sdIwHQnTV4U/s72-c/amazonia+100a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-6285994658838076587</id><published>2009-06-12T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T08:52:46.016-07:00</updated><title type='text'>On The Road -Brasil</title><content type='html'>Sei que sumi, mas por uma boa causa. Estou descobrindo o Brasil (e como este país, o meu, é muito melhor do que imaginava). Já passei por Manaus, Amazônia (Rio Tupana, ou fim do mundo - e que bom que é!); Belém, Fortaleza, Natal, João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, o maior São João do mundo - ao menos eles juram que é - onde me encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui seguirei para Caruaru (o outro maior São João do Mundo..hehe) em Pernambuco, e para a capital Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas confesso que estou com saudades de casa e dos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo voltarei a postar com conforto em MEU computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo enorme a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-6285994658838076587?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/6285994658838076587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=6285994658838076587&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6285994658838076587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6285994658838076587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/06/on-road-brasi.html' title='On The Road -Brasil'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5311721709416070136</id><published>2009-05-14T16:16:00.001-07:00</published><updated>2009-05-14T16:29:45.647-07:00</updated><title type='text'>Pequenas mortes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SgymlRj78nI/AAAAAAAAAGU/hVfERN2QXfk/s1600-h/nic_ut.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335822817826697842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SgymlRj78nI/AAAAAAAAAGU/hVfERN2QXfk/s400/nic_ut.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Nic Ut&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Tenho uma angústia que me corrói e cujo tamanho me assusta, mas eu a alimento. Direitinho, como tem que ser: almoço e jantar. Não é difícil, porque qualquer desgraçinha aumenta o rombo irreversível em meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vejo uma mãe jogada na calçada com um bebê no colo, eu morro por dentro. Se vejo um homem procurando comida na lixeira da cidade, eu morro por dentro. Em uma cidade do Paraná, um casal mudou e não levou o cachorro, que ficou parado todos os dias em frente à antiga casa esperando o dono voltar, com uma dor tão grande nos olhos que invadia tudo em volta dele. Acabou morrendo. Hoje eu li. Hoje eu morro por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube, também hoje, que uma bancada ruralista no Congresso deste país que a gente, (você e eu), ajudou a eleger, está tentando, sob o argumento de “regularizar a situação”, desmatar ainda mais a Amazônia. Neste projeto, empresas e agricultores que ocuparam a região terão direito à “propriedade” (mata tropical com diversas espécies que irão para o saco), basta pagar. E o que eles vão fazer? Provavelmente criar gado e entupir churrascarias.&lt;br /&gt;Então eu morro por dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem outros motivos que também me fazem morrer. É uma mortezinha. Quando alguém joga lixo na rua, deixando a cidade um pouco mais decrépita e triste, eu também fico. O mesmo vale para bitucas de cigarro (eu jamais beijaria um homem que jogasse aquelas bituquinhas no chão ou sentasse nos assentos preferenciais no metrô).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que têm filhos em condições miseráveis e/ou sem condições psicológicas também ajudam a morrer. O resultado quase sempre é ruim e não há poesia nenhuma nisso. Faz parte de uma banalização da vida, que me mata mais do que tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que não me mata – e sim me deixa com raiva – é uma classe média que não tem a mínima noção de como é ridícula. São aqueles que estão loucos para comprar carros cada vez mais poluidores para botar sua prole, crianças mimadas e tão ou mais consumistas que os pais. Adultos intolerantes de amanhã, incapazes de ouvir um NÃO ou de lutar pela natureza, já que não aprendeu a respeitá-la e com certeza não conviveu com ela. Incapazes de viver com as diferenças, já que dentro do condomínio todo mundo é igual, como uma produção em série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, com tantas mortes, ainda estou viva, procurando por uma maneira de parar de sentir tanto. Não consigo nem endurecer, nem perder a ternura. Não sei não querer saber. E tento furiosamente resgatar uma capacidade antiga de ficar feliz com pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não consigo&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5311721709416070136?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5311721709416070136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5311721709416070136&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5311721709416070136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5311721709416070136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/05/pequenas-mortes.html' title='Pequenas mortes'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SgymlRj78nI/AAAAAAAAAGU/hVfERN2QXfk/s72-c/nic_ut.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-1460272287665543555</id><published>2009-04-22T12:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T12:29:52.975-07:00</updated><title type='text'>Personagens femininos da literatura 04 - Lisbeth Salander*</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Se9vuf7bMHI/AAAAAAAAAGM/-qJk_Xhf37M/s1600-h/xu_wentao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327599728837996658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Se9vuf7bMHI/AAAAAAAAAGM/-qJk_Xhf37M/s400/xu_wentao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obra: Xu Wentao&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“No entanto, não era a surpreendente falta de emoção em Lisbeth Salander que mais a perturbava. A época exigia investimento na imagem, e a imagem da Milton era a de uma estabilidade conservadora. E Lisbeth Salander correspondia tão pouco a essa imagem quanto uma escavadeira num salão náutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armanskij teve dificuldade de se habituar ao fato de seu melhor cão de guarda ser uma jovem pálida, de uma magreza anoréxica, com cabelos quase raspados e piercings no nariz e nas sobrancelhas. Tinha a tatuagem de uma vespa no pescoço e uma faixa tatuada ao redor do bíceps do braço esquerdo. Nas poucas vezes em que Lisbeth usara uma regata, Armanskij constatara que ela também tinha uma tatuagem maior na omoplata, representando um dragão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente ruiva, tingira os cabelos de preto. Parecia estar sempre chegando de uma semana de farra na companhia de uma banda de heavy-metal.&lt;br /&gt;Ela não sofria de distúrbios alimentares – Armanskij estava convencido disso. Ao contrário, parecia consumir qualquer tipo de comida. Simplesmente nascera magra, com uma ossatura fina que indicava um aspecto frágil e delicado de menina, com mãos pequenas, tornozelos estreitos e seios que mal despontavam sob as roupas. Tinha vinte e quatro anos, mas parecia ter catorze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca era larga, o nariz pequeno e as maçãs do rosto altas, o que lhe dava um vago ar oriental. Tinha movimentos rápidos e aracnídeos, e quando trabalhava no computador seus dedos voavam excitados sobre as teclas. O corpo não se prestava a uma carreira de modelo, mas, com uma maquiagem adequada, um primeiro plano de seu rosto não faria má figura num cartaz publicitário. Embora às vezes passasse um nos lábios um repugnante batom preto, e apesar das tatuagens e dos piercings, ela era...digamos...atraente. De um modo totalmente incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Durante os doze anos em que Lisbeth Salander foi objeto de cuidados sociais e psiquiátricos, dois deles passados numa clínica pediátrica, em nenhum momento ela respondeu – nem uma vez sequer – à simples pergunta “Como você está se sentindo hoje?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbeth Salander tinha treze anos quando o tribunal de primeira instância, cumprindo a lei de proteção a menores, decidiu que ela deveria ser internada na clínica de psiquiatria infantil Sankt Stefan, em Uppsala. A decisão se baseava principalmente num parecer segundo o qual ela apresentava distúrbios psiquiátricos e era considerada potencialmente perigosa para seus colegas de classe e eventualmente para si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa suposição se apoiava mais em julgamentos empíricos do que numa análise cuidadosa. Cada tentativa de médicos e professores para iniciar uma conversa sobre seus sentimentos, seus pensamentos ou seu estado de saúde sempre esbarrara, para grande frustação deles, num silêncio compacto, obtuso e num olhar obstinadamente dirigido ao chão, ao teto e às paredes. Ela cruzava os braços de modo sistemático e se recusava a participar de testes psicológicos. Sua total resistência a todas as tentativas de medi-la, pesá-la, cartografá-la, analisá-la e educá-la se aplicava também aos trabalhos escolares – as autoridades podiam levá-la a uma sala de aula e acorrentá-la à carteira, mas não podiam impedi-la de tapar os ouvidos e de se recusar a pegar uma caneta na hora dos testes. Ela deixou a escola sem um boletim de avaliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Tinha treze anos quando foi tomada também a decisão de atribuir-lhe um administrador ad hoc para zelar por seus interesses e bens até a maioridade. O administrador designado, o advogado Holger Palmgren, apesar de um começo relativamente difícil, foi bem-sucedido onde psiquiatras e médicos fracassaram. Aos poucos, ganhou não apenas uma certa confiança mas também uma pequena afeição dessa menina complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Isso não quis dizer que ela se transformou em uma moça bem-comportada. Com dezessete anos, Lisbeth Salander foi detida pela polícia quatro vezes, duas delas num estado de embriaguez tão avançado que precisou ser levada ao hospital, e uma vez sob o efeito de drogas. Numa dessas ocasiões, encontraram-na completamente bêbada e com as roupas em desordem no banco traseiro de um carro estacionado na Söder Mälarstrand. Estava acompanhada de um homem também embriagado e consideravelmente mais velho que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) o tribunal ordenou um exame psiquiátrico. Fiel a seus hábitos, ela se recusou a responder às perguntas e a participar dos exames, e os médicos consultados pela direção de Saúde e Assistência Social acabaram dando um parecer sobre “suas observações do paciente”. (...) O relatório médico-legal preconizava um acompanhamento numa instituição psiquiátrica. Paralelamente, um subdiretor da comissão de assistência social redigiu um relatório no qual constavam as conclusões da perícia psiquiátrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referindo-se ao quadro de Lisbeth Salander, o relatório mencionava um grande risco de abuso de álcool ou de drogas e falta de instinto de preservação. Seu caso era descrito em termos categóricos: introvertida, socialmente limitada, ausência de empatia, egocêntrica, comportamento psicopata e anti-social, dificuldades de colaboração e de aprendizado. Quem lesse o dossiê podia facilmente concluir que ela tinha um grave retardo. Outro fato também a prejudicava: a equipe de intervenção dos serviços sociais a observara diversas vezes na companhia de diferentes homens nos arredores da rua Mariatorget. Certa vez, fora também interpelada no parque Tantolunden, de novo acompanhada de um homem consideravelmente mais velho. Supunha-se que, de uma forma ou de outra, Lisbeth Salander praticava, ou corria o risco de começar a praticar, a prostituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O tribunal de primeira instância estabeleceu que Lisbeth Salander sofria de doença mental, mas que sua loucura não requeria necessariamente internação. Em troca, levou-se em conta a recomendação, feita pelo diretor da assistência social, de uma tutela. Ao que o presidente do tribunal se virou com um sorriso venenoso em direção a Holger Palmgren, que até então fora o administrador ad hoc de Salander, perguntando-lhe se aceitava assumir o papel. O presidente esperava evidentemente que o advogado recuasse e tentasse tirar o corpo fora, mas Palmgren declarou, ao contrário, que se encarregaria com prazer da tarefa de tutoriar a srta. Salander – com uma condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso pressupõe, evidentemente, que a senhorita Salander tenha confiança em mim e me aceite como tutor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E virou-se para ela. Lisbeth Salander estava um pouco perplexa após as trocas de réplicas disparadas acima de sua cabeça ao longo de toda a jornada. Até então, nunca ninguém pedira sua opinião. Ela olhou demoradamente para Holger Palmgren e então assentiu com a cabeça uma vez.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;*(Do livro: Os Homens que Não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-1460272287665543555?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/1460272287665543555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=1460272287665543555&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1460272287665543555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1460272287665543555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/04/personagens-femininos-da-literatura-04.html' title='Personagens femininos da literatura 04 - Lisbeth Salander*'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Se9vuf7bMHI/AAAAAAAAAGM/-qJk_Xhf37M/s72-c/xu_wentao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7891396077943566279</id><published>2009-04-06T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T13:14:31.920-07:00</updated><title type='text'>A vagabundagem como ideal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SdpfzGeiV-I/AAAAAAAAAFk/t__-OYnVfmY/s1600-h/Santana+dos+Montes+IVa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321671241208322018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SdpfzGeiV-I/AAAAAAAAAFk/t__-OYnVfmY/s400/Santana+dos+Montes+IVa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Foto enviada por meu tio. &lt;em&gt;“Mineiro e quase ilhéu, mas com nome de outro Estado, Élzio do Espírito Santo em passeio pelas Minas Gerais descobriu uma pracinha em Santana dos Montes que muito lembra a praça do Ribeirão da Ilha. É ou não é?”,&lt;/em&gt; diz o colunista &lt;a href="http://www.guiafloripa.com.br/ricardinhomachado/colunas/2009/0406.php3"&gt;Ricardinho Machado no Guia Floripa&lt;/a&gt;. Esta é outra foto, da mesma &lt;a href="http://www.feriasbrasil.com.br/mg/santanadosmontes"&gt;Santana do Montes&lt;/a&gt;, que não conheço, mas que só pela imagem consigo sentir. Vida em cidade mineira, com leite, queijo, doce e feijão mineiro. Com velocidade máxima de 20 km por hora para os automóveis, olhe lá. Das pessoas na varanda, pronunciando as palavras no diminutivo. Dos cheiros e cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do gato na janela. Existe coisa mais preguiçosa do que um gato e seu sono vespertino? Basta observar por alguns minutos e sentir baixar a pressão arterial. Ócio em cima do tapete, que a dona estendeu na esperança de livrar-se do pó; partícula interiorana de terra, confunde-se com o pelo, que gruda mas não suja, já que também os micróbios são mineiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a páscoa em uma cidadezinha também pequena, chamada &lt;a href="http://www.saofranciscoxavier.org.br/"&gt;São Francisco Xavier, &lt;/a&gt;(quase Minas) onde incorporarei a cultura do nada fazer por alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa oportunidade para citar o meu chinês favorito, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lin_Yutang"&gt;Lin Yutang, &lt;/a&gt;e sua filosofia do bem viver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt; (...) o homem é o único animal que trabalha. Com exceção de uns poucos cavalos de tiro e de bois, até os animais domésticos estão isentos da necessidade de trabalhar. Os cães policiais são raramente chamados a cumprir seu dever; um cão encarregado da vigilância de uma casa brinca quase todo o tempo, e tira uma boa sesta pela manhã cada vez que encontra um lugar quente ao sol; o aristocrático bichano não trabalha para seu sustento, por certo e, como é dotado de uma agilidade que lhe permite não levar em conta o muro do vizinho, não ter consciência do seu cativeiro, vai onde bem lhe parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Afinal, a cultura da máquina nos aproxima a passos largos da idade do lazer, e o homem se verá obrigado a brincar mais e trabalhar menos. É tudo questão de ambiente, e, quando o homem tiver os momentos de ócio à sua disposição, verse-á forçado a considerar mais acerca dos meios de desfrutar mais sabiamente esse ócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) O constante progresso chegará por certo um dia a um ponto em que o homem se sentirá farto de tudo, e começará a fazer o inventário de suas conquistas no mundo material. Não posso crer que, com o advento de melhores condições materiais da vida, eliminadas as enfermidades, diminuída a pobreza, aumentada a média da existência e mais abundante a alimentação, pense o homem ainda em viver na azáfama de hoje Talvez um temperamento mais preguiçoso resulte desse novo ambiente”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lin escreveu isso em 1937. É pena que as coisas não tomaram o rumo que imaginou....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma páscoa ociosa para todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7891396077943566279?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7891396077943566279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7891396077943566279&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7891396077943566279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7891396077943566279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/04/vagabundagem-como-ideal.html' title='A vagabundagem como ideal'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SdpfzGeiV-I/AAAAAAAAAFk/t__-OYnVfmY/s72-c/Santana+dos+Montes+IVa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8681556111100357394</id><published>2009-03-16T13:52:00.000-07:00</published><updated>2010-12-05T14:12:16.019-08:00</updated><title type='text'>Mexa o traseiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SeeDQku2k1I/AAAAAAAAAFs/BlK5vfpptvM/s1600-h/revista+boa+forma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325369405150237522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SeeDQku2k1I/AAAAAAAAAFs/BlK5vfpptvM/s400/revista+boa+forma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: /Revista Boa Forma&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Resolvi. Farei tudo, tudo mesmo. Tudo significa ir à academia. REALMENTE ir. Virar mulher de bunda dura. Vai ser dificílimo, porque o meu bumbum está bem “quase quarenta anos”. E eu gosto de comer. E beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há saída: depois de uma certa idade, o único caminho é a sala de ginástica ou simplesmente “mexer esse traseiro”, exercícios de qualquer naipe, feitos em qualquer lugar (e não falo só de beleza, tem a saúde, lembram?). Ou se você preferir, a decadência. Não que isso seja tão ruim, é só assumir. Fazer as pazes com a má forma e pronto. Mas sabe, pensei em alguma mulher assim pra dar um exemplo aqui. Não lembrei de nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tive preconceito com os adoradores de academia. Imaginava meninas com cérebros cheios de vento e homens interessados em bíceps e tríceps. Gente incapaz de tomar um copo de cerveja por motivos estéticos definitivamente não servia pra ser meu amigo. Desses, inclusive, eu ainda não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas devo admitir, estava errada em relação à academia. Como sempre gostei de nadar, fiz a matrícula, sempre passando longe da sala de musculação. Mas um dia cheguei atrasada e pra não perder a viagem, resolvi encarar. Fiz ainda uma daquelas aulas aeróbicas, de ficar pulando. Tem vários tipos, com nomes anglicanos que, traduzidos literalmente signifcam “combate do corpo”, “corpo pulando” e coisas do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, os estereótipos... Em cinco minutos, fiz cinco amigos. Depois mais cinco. E qual não foi a minha surpresa ao ver várias mulheres rechonchudas e de riso fácil, homens barrigudinhos, carecas e simpáticos, casais de diversas idades. Sim senhor, a academia pode ser um ambiente de pessoas normais. Claro que existem as bonitonas (e os bonitões). Mas qual o problema? Fiquei amiga deles também, que assim estão porque Deus quis ou por ter mais tempo e vontade de se exercitar. Mérito deles, que estão correndo atrás da própria bunda dura. Coisa que eu vou fazer também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8681556111100357394?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8681556111100357394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8681556111100357394&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8681556111100357394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8681556111100357394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/03/mexa-essa-bunda-minha-filha.html' title='Mexa o traseiro'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SeeDQku2k1I/AAAAAAAAAFs/BlK5vfpptvM/s72-c/revista+boa+forma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5058512889008289106</id><published>2009-03-03T10:37:00.001-08:00</published><updated>2009-03-04T06:14:45.195-08:00</updated><title type='text'>Milk é necessário</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sa15EsHCNYI/AAAAAAAAAFU/KSfsF7qUabo/s1600-h/5794642a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309032657206785410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sa15EsHCNYI/AAAAAAAAAFU/KSfsF7qUabo/s400/5794642a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Divulgação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sexta passada fui conferir se Sean Penn merecia mesmo o Oscar por sua atuação em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=kOCx5Bht9io"&gt;Milk - A Voz da Igualdade&lt;/a&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gus_Van_Sant"&gt;Gus Van Sant.&lt;/a&gt; Não que eu leve a premiação americana a sério. Afinal, é americana. Mas os tempos são outros, os Estados Unidos também e até premiaram artistas negros em edições passadas. Aliás, elegeram um presidente negro! Sendo assim, não custa ter fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram duas horas de ódio, tristeza, compaixão, risos. Ou seja, tudo o que se espera de um filme, que valeu cada centavo da entrada inteira que eu, que não sou estudante nem picareta, paguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sean_Penn"&gt;Sean Penn &lt;/a&gt;está perfeito, lindo e completamente humano no papel de Milk, o primeiro homossexual assumido na política dos Estados Unidos. Seu gay não é forçado, não é caricato. Ele existe. É nosso amigo, está sentado do lado da nossa mesa, no trabalho. Anda nas ruas, paga imposto, tem religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história se passa nos anos 70, época em que eu crescia. Nem preciso dizer que a palavra “homossexual” não existia no vocabulário das famílias católicas da classe-média brasileira, como a minha. Demorei pra saber o significado daquele BICHA na &lt;a href="http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=mensagem&amp;amp;op=ver&amp;amp;idcom=150&amp;amp;id=1009"&gt;marchinha da cabeleira do Zezé&lt;/a&gt; – e claro que não me “ensinaram” de forma imparcial. Hoje vejo quantos preconceitos, dogmas, machismo e todas as fórmulas de infelicidade que existem me empurraram goela abaixo. Foi sorte eu parar um belo dia e pensar: como posso acreditar em certas coisas??!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: pra quem não sabe, naquela época os gays eram vistos como anomalias. Viviam ridicularizados nos programas humorísticos e isso, infelizmente, não mudou muito. Imagino qual não foi o sofrimento dessa geração. Mas enquanto aqui na terra do Lula (nos anos 70, dos militares) os homossexuais saíam escondidos, casavam (com mulheres), tinham a foto dos filhos na carteira e viviam infelizes para sempre, lá nos “esteites” um cara já tava mudando isso, beibe. E esse cara era o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Harvey_Milk"&gt;Milk.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ele que encheu o saco de fazer tipo e recrutou vários outros que também sentiam o mesmo. “Meu nome é Harvey Milk e quero recrutá-lo”, costumava dizer. E recrutou. Um bairro, uma cidade. Gente de todo o país. Mostrou a violência oriunda de assassinos de gays, que eu chamo de “gente Uga Uga” , pessoas hierarquicamente inferiores a qualquer outro espécime vivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa luta que o Milk iniciou garante que nossos insubstituíveis amigos possam sair de mãos dadas na Paulista, trabalhar mesmo depois de assumir a sexualidade, hospedar-se em um resort &lt;em&gt;gay friendly&lt;/em&gt; e tantas outras coisas. Claro, há muito preconceito a ser derrubado no mundo e isso não é nada fácil, mas é preciso lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não é obrigado a gostar. Mas é obrigado a respeitar as diferenças, desculpaê. Eu também não gosto de gente que bota a culpa das próprias cagadas em Deus, coisa que muita gente adora fazer – e tenho que aturar pessoas assim o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra completar, o filme tem imagens de arquivos bem contundentes e o crème-de-la-crème dos atores da nova geração, além de Sean, que deve ter feito um puta trabalho de pesquisa: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Emile_Hirsch"&gt;Emile Hirsch &lt;/a&gt;(Alpha Dog) e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diego_Luna"&gt;Diego Luna &lt;/a&gt;(E Sua Mãe Também), estão sensacionais.&lt;br /&gt;Gus Van Sant, que eu nunca morri de amores, botou a alma nesse trabalho e conquistou o meu respeito para todo o sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um filme completamente necessário! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5058512889008289106?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5058512889008289106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5058512889008289106&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5058512889008289106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5058512889008289106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/03/milk-e-necessario.html' title='Milk é necessário'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/Sa15EsHCNYI/AAAAAAAAAFU/KSfsF7qUabo/s72-c/5794642a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7923034026811571391</id><published>2009-02-05T13:26:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T14:33:02.298-08:00</updated><title type='text'>Personagens femininos da literatura - *Cass</title><content type='html'>&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYto-KcoeeI/AAAAAAAAAFE/y44AwW6iGiQ/s1600-h/niko_stumpo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299444803697146338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYto-KcoeeI/AAAAAAAAAFE/y44AwW6iGiQ/s400/niko_stumpo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ilustração: niko stumpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Das 5 irmãs, Cass era a mais moça e a mais bela. E a mais linda mulher da cidade. Mestiça de índia, de corpo flexível, estranho, sinuoso que nem cobra e fogoso como os olhos: um fogaréu vivo ambulante. Espírito impaciente para romper o molde incapaz de retê-lo. Os cabelos pretos, longos e sedosos, ondulavam e balançavam ao andar. Sempre muito animada ou então deprimida, com Cass não havia esse negócio de meio- termo. Segundo alguns, era louca. Opinião de apáticos. Que jamais poderiam compreendê-la. Para os homens, parecia apenas uma máquina de fazer sexo e pouco estavam ligando para a possibilidade de que fosse maluca. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumava mostrar-se boazinha com os feios e revoltava-se contra os considerados bonitos – “uns frouxos”, dizia, “sem graça nenhuma. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai havia morrido alcoólatra e a mãe fugira de casa, abandonando as filhas. As meninas procuraram um parente, que resolveu interná-las num convento. Experiência nada interessante, sobretudo para Cass. As colegas eram muito cimentas e teve que brigar com a maioria. Trazia marcas de lâmina de gilete por todo o braço esquerdo, de tanto se defender durante as brigas. Guardava, inclusive, uma cicatriz indelével na face esquerda, que em vez de empanar-lhe a beleza só servia para realçá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Cass uma noite no West End Bar. Fazia vários dias que tinha saído do convento. Por ser a caçula entre as irmãs, fora a última a sair. Simplesmente entrou e sentou do meu lado. Eu era provavelmente o homem mais feio da cidade – o que bem pode ter contribuído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Ficamos com tesão e resolvemos ir para a cama. Foi então que Cass tirou o vestido de gola fechada e vi a horrenda cicatriza irregular no pescoço – grande e saliente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Puta que pariu, criatura- exclamei, já deitado. – Puta que pariu. Como é que você foi me fazer uma coisa dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Experimentei uma noite, com um caco de garrafa. Não gosta mais de mim? Deixei de ser bonita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxei-a para a cama e dei-lhe um beijo na boca (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Uma pena o que houve com sua amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pena por quê?- estranhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Desculpe. Pensei que soubesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se suicidou. Foi enterrada ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Enterrada? – repeti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava com a sensação de que ela ia entrar a qualquer momento pela porta da rua. Como poderia estar morta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Sim, pelas irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se suicidou? Pode-se saber de que modo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Cortou a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah. Me dá outra dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*A Mais Linda Mulher da Cidade - Crônica de um amor louco - Charles Bukowski&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7923034026811571391?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7923034026811571391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7923034026811571391&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7923034026811571391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7923034026811571391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/02/personagens-femininos-da-literatura.html' title='Personagens femininos da literatura - *Cass'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYto-KcoeeI/AAAAAAAAAFE/y44AwW6iGiQ/s72-c/niko_stumpo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-6452158431617456555</id><published>2009-01-15T12:34:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T06:17:38.606-08:00</updated><title type='text'>...em 2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SW-f5398OVI/AAAAAAAAAEw/FUUlEzwAtlA/s1600-h/elisaesuamentetufikanji.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291623903808731474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 390px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SW-f5398OVI/AAAAAAAAAEw/FUUlEzwAtlA/s400/elisaesuamentetufikanji.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Elis e sua mente. Foto: Tufi Kanji&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este ano a minha lista de planos está pobrinha. Cada vez estou mais realista. Não queria ser realista. Queria ser otimista beirando o nonsense, sabe? Utilizar todos os recursos que fazem o ser humano suportar a si mesmo: horóscopo, cartomante, livros de auto-ajuda. As pessoas que acreditam deixam uma impressão de felicidade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ficam repetindo aquele mantra: “tudo vai melhorar”, mesmo em situações onde a obviedade da merda é constrangedora. Eu queria ser do tipo felizona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O pior é que eu não gosto de gente muito feliz o tempo todo. Pensei que fosse inveja, mas não deve ser porque me dá uma vergonha alheia, acho meio ridículo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Mas isso não tem nada a ver com os meus planos pra 2009, a saber:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;1. não ter preguiça de escrever nunca mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;fazer uma lipo no corpo todo (impossível, não tenho dinheiro)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;4. perder uns 10 quilos pra caber nas minhas roupas de 1997 que estão voltando à moda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;5. pra isso, vou ter que parar de tomar cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;acho melhor parar por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-6452158431617456555?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/6452158431617456555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=6452158431617456555&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6452158431617456555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6452158431617456555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/01/elis-e-sua-mente.html' title='...em 2009'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SW-f5398OVI/AAAAAAAAAEw/FUUlEzwAtlA/s72-c/elisaesuamentetufikanji.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-2269531378033567158</id><published>2009-01-13T08:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T09:18:47.392-08:00</updated><title type='text'>Bibi</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SWzMSYKwcDI/AAAAAAAAAEo/Re8rUEkQqzg/s1600-h/anonovoengenho2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290828278350770226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SWzMSYKwcDI/AAAAAAAAAEo/Re8rUEkQqzg/s400/anonovoengenho2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Bibi espiando a vida alheia em Ubatuba&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Começo 2009 com um continho do ano passado. Pediram que eu escrevesse sobre um olhar de qualquer imagem. Depois de examinar zilhões de fotos, optei por essa dos olhos verdes da Billie, a minha amada pet.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Billie Holiday Oliveira Petry, mas só me chamam assim, em geral com um grito, quando afio as unhas no sofá ou durmo em cima do notebook (aberto) do humano. Na maior parte do tempo sou Bibi.&lt;br /&gt;Eu não tenho culpa de ter esse nome comprido, foi a humana quem colocou.&lt;br /&gt;Isso porque quando toca a música dessa moça que tem o nome igual ao meu, paro o que estou fazendo, vou pra perto do som e fico lá, abrindo e fechando meus incríveis olhos (incríveis mesmo, vocês vão ver). Mas quando a humana resolve escutar eletrônico ou rap bem alto e que nem uma louca, saio correndo pra um dos meus esconderijos ultra mega secretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lugar preferido é a janela. Se eu fosse uma pessoa, seria uma Candinha, fofoqueira ou zelador de prédio. Trago dentro de mim uma curiosidade sobrenatural que já me trouxe vários problemas. Adoro ver os carros, os motoqueiros, o vaivém das pessoas com pressa, sem pressa, alegres e tristes, de terno e de bermuda, os cachorros fazendo cocô e os donos se abaixando pra pegar. Esse, aliás, é um problema que eu não tenho, pois meus ancestrais, não sei se vocês sabem, são sagrados. De modo que não fica bem fazer as necessidades no meio da rua né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho o dom da preguiça. Um ócio tão intrínseco quanto bem aproveitado. À tarde, enrolo-me em mim mesma e nesse tempo não gosto de ser perturbada. Detesto gente mal educada e que fala alto, dia de faxina e dias nublados. Adoro banhos de sol, casa com festa, ser admirada, dormir em cima das folhas de papel com textos que a humana deixa pela casa, bolinhas. Sou auto limpante. Minha língua tem um detergentezinho, o que faz com que eu fique sempre linda de morrer e nunca cheire mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que os humanos existem para servir, e a minha até que é legal. É preciso ser condescendente com eles. Basta um olhar verde enigmático e repleto de auto-estima para perceberem que eu preciso de comida imediatamente, que a caixa de areia precisa ser limpa. Sou mesmo enjoada com essas coisas. Em troca, vou embelezando a casa com muita classe. Quando quero um cafuné, ligo um motor super potente e exijo que eles me façam carinho. E claro, eles fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo da Vinci uma vez disse que eu sou uma obra prima. Agora me diga: com todos esses atributos, eu não sou mesmo? E apesar disso, alguns humanos não gostam da minha espécie. Não os entendo muito, tampouco eles se entendem. Está certo que eu não vou sempre que sou chamada, só quando quero. Tenho uma dignidade nata, ora bolas. Mas vou dizer uma coisa: embora minha amizade seja difícil de ser conquistada, é algo que vale a pena possuir. Só não me peça para mudar porque, como disse um compositor famoso, já nascemos livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixa de conversa: confere aí os meus olhos e diz: existe um verde mais verde do que o meu?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-2269531378033567158?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/2269531378033567158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=2269531378033567158&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2269531378033567158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2269531378033567158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2009/01/bibi.html' title='Bibi'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SWzMSYKwcDI/AAAAAAAAAEo/Re8rUEkQqzg/s72-c/anonovoengenho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-5792101119727025239</id><published>2008-11-27T13:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T13:39:15.835-08:00</updated><title type='text'>Fácil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SS8TFEK_WyI/AAAAAAAAAEg/W22P-JSBgYE/s1600-h/rosemarie_trockel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273454666414250786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SS8TFEK_WyI/AAAAAAAAAEg/W22P-JSBgYE/s400/rosemarie_trockel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Rosemarie Trockel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cobrador a achou bonita de batom vermelho logo de manhã. As carnes dentro da saia justa dentro do brete na catraca. Sessenta anos, seios pequenos apontando, o pau começou a incomodar na calça do uniforme, voltou a ser criança, quero mamar. Quase não passa o bilhete, tão desamparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta à noite, no ponto final deserto, ele desceu da cadeira e sentou-se ao lado dela, que sentiu o sexo latejar no banco quente do ônibus. Deu-lhe um beijo urgente, cheio de língua e procurou a teta, o biquinho duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suor de tudo misturava-se ao cheiro de óleo do motor, o que a deixava ainda mais excitada. Ele começou a enfiar os dedos em sua boceta molhada, cujas paredes apertavam e afrouxavam, os músculos agarrando firmemente. Ela apanhou o seu pau e começou uma punheta, depois chupou. Ele se contorcia, meio morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inseriu levemente o dedo em seu ânus, no que ele deu um grito de prazer e a lançou com força no banco. Ela bateu a cabeça. Ele enfiou seu membro. Socou primeiro delicadamente, depois mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sua boceta é peluda, do jeito que eu gosto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dava uns gritinhos agudos, enquanto ele acabava dentro dela com um tremor. Depois desabou sobre o seu corpo, deixando-a encharcada de esperma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* * * * * * * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Noooossa vó! Então foi assim? Não me leve a mal, a senhora está em forma, não aparenta a idade que tem...mas não imaginava que ainda sentisse...hm..tesão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tesão eu tenho, lubrificação é que o problema. Mas eu ando com essa pomadinha aqui ó. A mesma que as travecas operadas usam, pras vaginas de mentira. Só não conte pra sua mãe. Ela é muito chata e vamos acabar brigando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Quantos anos ele tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Setenta. Não perguntei, ele que foi falando: “Sabia que eu tenho setenta anos e nunca tomei Viagra? Mas quando precisar tomar, eu tomo”. Homem é um bicho besta mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A senhora não acha que foi muito fácil? Não deveria ter esperado um pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Isso não entendo. Fala-se das células-tronco, do primeiro presidente negro, da vida em Marte, da mulher pilotando avião e dirigindo multinacional e eu não posso dar a hora que quero? Francamente, minha querida, você mais do eu, está precisando é de sexo! Arruma um amante, que esse teu marido tem mesmo cara de ruim de cama. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-5792101119727025239?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/5792101119727025239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=5792101119727025239&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5792101119727025239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/5792101119727025239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/11/fcil.html' title='Fácil'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SS8TFEK_WyI/AAAAAAAAAEg/W22P-JSBgYE/s72-c/rosemarie_trockel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-3791571311593735134</id><published>2008-11-13T10:24:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:28:26.274-08:00</updated><title type='text'>Compreensão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SRxxGjDbesI/AAAAAAAAAEY/_avTTEX9rwI/s1600-h/ilusteima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268210021419416258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SRxxGjDbesI/AAAAAAAAAEY/_avTTEX9rwI/s400/ilusteima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ilustração: Rosana Paulino&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“Deixa-os partir. Voltarão um dia. O essencial é que tenham a sensação de fazer algo proibido...Deixa-os aproveitar o seu verão. As feridas, a sabedoria e outros embrutecimentos os farão voltar bem depressa.”*&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma excitação, era o primeiro! Era em toda a casa, logo que a mãe saía pra trabalhar.  Até na laje, vizinho maldizendo. Chegava da escola e botava blusinha de algodão. Ele vinha confiante, suspenso pela espinha dorsal. À tardinha ela espremia as espinhas nas costas dele pelo simples gosto de o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amancebaram no quartinho da mãe, atrás da laje. Tinham um filho e os nomes registrados no serviço de proteção ao crédito. Desempregados. O bebê chorava alto e o tempo todo, ela baixinho. Ele se chegava, queria um pouco, só um pouquinho. Pressionava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a representar, tão nova e tão bem. Gemidos, olhos, tremores, enquanto uma ansiedade reprimida sufocava por dentro. Foi numa dessas noites de amor fingido que fizeram o outro filho. O instinto materno ecoava que a melhor forma de protegê-lo era não deixar que viesse ao mundo. Fome não tem graça. Contou para ele, que a repreendeu, ameaçou contar para o padre. A mãe também pressionou: “Filho é uma bênção, como tem coragem. É pecado. Onde come um comem três.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dissera isso quando o outro nasceu, mas a verdade é que em alguns dias, nem comiam. Passou a odiar o marido. Não há ódio maior do que esse que sentimos quando alguém quer impor seu juízo e sua crença.&lt;br /&gt;No outro dia foi na casa da mãe de anjo, hesitou. Mas lembrou-se do outro chorando de fome, tomou o “remédio” e foi em frente. Sentiu cólicas fortes e uma fragilidade tão grande que desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou com a mãe de anjo segurando na sua mão. “Não se culpe, menina. A culpa vem da falta de compreensão, que vem do conhecimento das coisas. Quando a gente sabe, compreende e o coração conserta.”&lt;br /&gt;Ela, fraca e deprimida, não entendia nada, mas sentia-se precisada de seu toque suave e de seu tom de voz compreensivo. E dormiu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* De um personagem do filme &lt;em&gt;Quando as Mulheres Esperam&lt;/em&gt; – Ingmar Bergman (sobre a fuga de dois jovens)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-3791571311593735134?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/3791571311593735134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=3791571311593735134&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/3791571311593735134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/3791571311593735134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/11/compreenso.html' title='Compreensão'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SRxxGjDbesI/AAAAAAAAAEY/_avTTEX9rwI/s72-c/ilusteima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-2919344386722946487</id><published>2008-10-25T13:53:00.000-07:00</published><updated>2009-02-05T14:34:55.547-08:00</updated><title type='text'>O Incrível Circo Klaus*</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYtpbLt8Z6I/AAAAAAAAAFM/VJRZE5f8IBU/s1600-h/mestrevalentim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299445302254397346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYtpbLt8Z6I/AAAAAAAAAFM/VJRZE5f8IBU/s400/mestrevalentim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Obra: Mestre Valentim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje não sei...qual a sua graça mesmo? Se soubesse o que iria acontecer, se teria aceitado o convite do senhor&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Klaus?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hm... bobagem. Nem a cigana Olívia enxergaria em minha mão tamanha coisa. No mais não me arrependo. Quando bebo assim e vêm os demônios à noite, só a lembrança dela já me conforta. Choro, mas depois durmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde menino tenho habilidade com truques. Minha boa mãe bem que tentou desenvolver em mim algum gosto pelos estudos, sem sucesso. Sabe como menino é. Gostava era das bolinhas de gude e não perdia um jogo de cartas. Ficava pelo bar, atento aos blefes de Nicolau, um sujeito que andava com uma faca, mas que gostava de mim. “Presta bem atenção, moleque”, ele costumava dizer pegando as cartas com uma mão e a minha orelha com a outra, de leve. De tanto olhar aprendi, assim como depois aprenderia com alguns outros. Eu já era o Mister Mandraque e ganhava a vida fazendo mágicas em restaurantes quando conheci o judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava desaparecendo com a carteira de um cliente e ele me perguntou se eu tinha família, se gostava de viajar. A essa altura minha mãe já havia morrido. Sou por temperamento preguiçoso e não me agradava a idéia de correr mundo, mas tampouco tinha alguma coisa a perder. Além disso, o dono do restaurante andava me caloteando e eu concordei em acompanhar o Incrível Circo Klaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mister Mandraque, o maior mágico do mundo!”, gritava o anão pelas ruas de Via de Areia. Não era de todo mentira, porque ali não aparecia nem padre, imagine mágico. Melhor e único. Naquele tempo pouca gente tinha televisão e eu, modéstia à parte, era bom mesmo. Sabe, muita gente me pergunta sobre essa história e eu fico sempre quieto, mas hoje resolvi falar. Não porque é o senhor que pergunta, não vai achando que me levou na conversa. Mas tô precisando falar, vai me fazer bem. Então, eu dizia... Ia levando a vida assim até conhecer Tes, a trapezista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Tereza era filha de Klaus. Morena de graúdos olhos da cor de um mar que só fui conhecer quando visitei o litoral de meu estado, anos mais tarde. Era uma mulher pequena, de nariz adunco, usava um longo rabo-de-cavalo bem preso em suas apresentações. Achei que fosse uma criança quando a vi quase sem roupa, rodopiando no céu de pano da tenda e atirando os membros para a platéia. Notei a tatuagem de Jesus Cristo em seu ventre, o que me encheu de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o anão quem contou: a mãe de Tes, a bailarina Jandira, fugiu com o ventríloquo. Seu único amigo era Brutus, o leão. Cresceram juntos. Brutus era um bicho muito valente, que comeu dois adestradores e deixou sem um braço Antônio, o engolidor de espadas. Mas quando Tes entrava na jaula, o animal transformava-se em gato de armazém. Ela acariciava a pelaria, pegava a pata entre suas mãos pequenas, apertava até despontar o unhão. Ele lambia e dava mordidas de carinho; era a única alegria em sua prisão onde, depois de crescido, não conseguia dar um giro completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez tomei coragem e me aproximei. Mas seus olhos eram tão verdes que só consegui dizer “Que dia quente”. Ela sorriu, o que me deu coragem para continuar a conversa. Tes contou que gostaria de ir para o convento das carmelitas, mas o pai não tinha deixado. Não gostava do picadeiro. Imaginei seu belo corpo embaixo de um manto sagrado. Seria a ruína do circo e Klaus sabia disso.&lt;br /&gt;O fato é que a fama de Tes havia corrido. A criançada a adorava e os pais mais ainda. As cadeiras ocupadas, gente até de fora. Repito pro senhor, ninguém tinha televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei como quem não quer saber muito se ela já havia sido pedida. Bastou para o anão, que gostava de contar: várias vezes vieram pedir a mão para seu Klaus, mas Tes não havia perdido nem a virgindade dos olhos. O pai consultava a filha sobre os pretendentes, não era completamente ruim; pagava pouco, isso é verdade, mas de todo ruim não era não. Queria a felicidade de sua menina e sentia remorso pela mãe. Mas ela não se interessava por nenhum homem. Ficava calada, tinha dias que nem a voz saía. Às vezes parecia um bicho, como o leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que aconteceu. Uma noite, depois do espetáculo. Estava escuro como breu, mas o lamento de Brutus ecoava como uma maldição. Todos acordaram e quando cheguei com o lampião de gás, vi Tes deitada no chão imóvel, com a roupa rasgada e lágrimas nos olhos de mar. Ainda vivia, mas estava em choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém viu nada, mas eu sabia. Rafi, o motociclista, não respeitou o Jesus tatuado. Ele não tinha medo de ir para o inferno, seu destino final. Era dessas almas atormentadas, incapazes de qualquer bondade. Anos antes, tinha sido o único com coragem para queimar a testa de Brutus, para que pudesse enfrentar o arco do fogo. E depois do acontecido, Brutus mostrava as garras cada vez que ensaiavam o número. Uma vez ia serrar os dentes do animal, como parte do adestramento, mas Tes havia pedido ao pai que não deixasse. Desta vez, ajudado por quatro, o fez. Brutus teve ainda as unhas arrancadas e agora não conseguia apoiar as patas no chão. Por causa da serra, teve o canal aberto que lhe comprometeu a raiz. Seus dentes caíram. Mas além da dor do corpo, tinha uma dor por dentro. Nada mais comia nem bebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E veio a última noite. Não se sabe como, eu mesmo não me lembro, mas todo mundo acordou com o clarão na escuridão. Tes e seus olhos brilhantes como nunca, parecia voar. Sua expressão era toda de paz. Ela foi subindo, subindo até não poder mais. De repente, a jaula do leão se abriu e ele saiu trotando, sem a dor nas patas nem nada.&lt;br /&gt;No outro dia, Rafi suicidou-se no Globo da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È por isso que hoje o senhor vê esses fiéis aí, gente de todo canto. E essas meninas com a tatuagem, virou moda. Todos pedindo a sua graça à Santa Maria Tereza dos Leões, que a Igreja Católica reconheceu, filha de uma brasileira e de um judeu-alemão. Tem gente que duvida, moço, eu mesmo não acreditava em nada. Mas hoje, em situação difícil, peço a bênção pra Tes e ela me atende prontamente. Não sei se é porque eu a amava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;* Livremente inspirado em " O Grande Circo Místico" - (A Túnica Inconsútil - Jorge de Lima - 1938)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-2919344386722946487?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/2919344386722946487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=2919344386722946487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2919344386722946487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2919344386722946487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/10/o-incrvel-circo-klaus.html' title='O Incrível Circo Klaus*'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SYtpbLt8Z6I/AAAAAAAAAFM/VJRZE5f8IBU/s72-c/mestrevalentim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-4784501167592901017</id><published>2008-10-16T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T11:27:05.782-07:00</updated><title type='text'>A bolsa e a (minha) vida*</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SPeqjkHgqTI/AAAAAAAAAEI/FbF_gmUIpPI/s1600-h/bolsa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257858617945663794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SPeqjkHgqTI/AAAAAAAAAEI/FbF_gmUIpPI/s400/bolsa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; * Personagem fictício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há uma punição divina para os descuidados. “Quem perdeu foi relaxado”, é o que diz a cruel voz do povo. Naquele dia em que perdi a bolsa foi que aprendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer mulher, de qualquer parte do mundo, sabe que a bolsa é sua extensão. As afegãs carregam por baixo da burca e duvido que as índias não usem alguma sacolinha feita sei-lá-do-quê pela mata. Já os homens morrem de medo de pegar em bolsa de mulher, no que estão muito certos. Não é prudente desbravar mistérios desta maneira. A bolsa é sagrada - e quanto mais importante o que se perde, maior o castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para recuperar minha bolsa foi puxar pela memória. Lembrei apenas de seu conteúdo: lenço de papel, lista de problemas em ordem alfabética, dez reais com durex envolto no meio de um palavrão cabeludo (literalmente); óculos de grau e de sol, protetor solar e auricular. E um celular pobrezinho, sem mais avanços tecnológicos. Ruim mesmo seriam os documentos e o tempo perdido nas repartições burocráticas. Até que lembrei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave de casa e o endereço. Que espécie de idiota anda com o endereço na bolsa? Eu. Sem falar nos exames médicos que não cheguei a abrir. A pessoa que encontrasse tudo aquilo, se curiosa, conheceria o meu corpo melhor do que eu. E a alma também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era a pior parte. Tenho o hábito de escrever em um diário. Torci para que o cidadão X em questão fosse um ser de boa fé e não algum desses serial killers que a gente vê em filme. Uma mulher compreenderia melhor porque caí na cantada sem classe do patrão. E que estava desesperada para desencalhar. Que sou vingativa, morro de inveja de uma amiga e fiz plástica no nariz. Que às vezes sinto vontade de estrangular crianças histéricas no shopping (essa parte acho que um serial killer entenderia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adormeci com esses pensamentos e um cabo de vassoura na mão, no caso de X ser mesmo um assassino perigoso. Acordei com o telefone. Eu havia feito uma entrevista de emprego no dia anterior e deixei a bolsa na sala do chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui resgatar meu tesouro. Apareceu o porteiro do prédio, bolsa em uma mão, diário na outra. Seu olhar começou pelas minhas sandálias e foi subindo, parando um pouquinho em algumas partes. Era um misto de malícia e autoridade. Ele SABIA. Perdi um pouco das forças e respirei como na aula de ginástica. Peguei tudo com o objetivo urgente de sair para qualquer lugar, refletindo nos espelhos indesejáveis da escada rolante. Nunca mais voltaria àquele lugar, jurei. Chego em casa e toca o telefone. Estava contratada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-4784501167592901017?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/4784501167592901017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=4784501167592901017&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4784501167592901017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/4784501167592901017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/10/bolsa-e-minha-vida.html' title='A bolsa e a (minha) vida*'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SPeqjkHgqTI/AAAAAAAAAEI/FbF_gmUIpPI/s72-c/bolsa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-794164036087731607</id><published>2008-10-08T11:41:00.000-07:00</published><updated>2010-12-05T14:05:37.228-08:00</updated><title type='text'>Personagens femininos da literatura 2- Emília</title><content type='html'>Homenagem à Monteiro Lobato e sua primeira feminista brasileira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SOz_ewYyK1I/AAAAAAAAAEA/3iWFjTc5LNk/s1600-h/img031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254855769084537682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SOz_ewYyK1I/AAAAAAAAAEA/3iWFjTc5LNk/s400/img031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ilustração: Manoel Victor Filho &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;“Verdade é uma espécie de mentira bem pregada, das que ninguém desconfia. Só isso.”&lt;br /&gt;Emília&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“(...) _ A boneca da Narizinho está falando!...&lt;br /&gt;A boa negra deu uma risada gostosa, com a beiçaria inteira.&lt;br /&gt;_ Impossível, sinhá! Isso é coisa que nunca se viu. Narizinho está mangando com mecê.&lt;br /&gt;_ Mangando o seu nariz! – gritou Emília furiosa. Falo, sim, e hei de falar. Eu não falava porque era muda, mas o doutor Cara de Coruja me deu uma bolinha de barriga de sapo e eu engoli e fiquei falando e hei de falar a vida inteira, sabe?&lt;br /&gt;A negra abriu a maior boca do mundo.&lt;br /&gt;_E fala mesmo, sinhá!...- exclamou no auge do assombro. Fala que nem uma gente! Credo! O mundo está perdido...&lt;br /&gt;E encostou-se à parede para não cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Dona Benta era outra que achava muita graça nas maluquices da boneca. Todas as noites punha-a ao colo para lhe contar histórias. Porque não havia no mundo quem gostasse mais de história do que a boneca. Vivia pedindo que lhe contassem a história de tudo – do tapete, do cuco, do armário. Quando soube que Pedrinho, o outro neto de dona Benta, estava para vir passar uns tempos no sítio, pediu a história de Pedrinho.&lt;br /&gt;_Pedrinho não tem história – respondeu dona Benta rindo-se. É um menino de dez anos que nunca saiu da casa de minha filha Antonica e portanto nada fez ainda e nada conhece do mundo. Como há de ter história?&lt;br /&gt;_Essa é boa! – replicou a boneca. Aquele livro de capa vermelha da sua estante também nunca saiu de casa e no entanto tem mais de dez histórias dentro.&lt;br /&gt;Dona Benta voltou-se para tia Nastácia.&lt;br /&gt;_ Esta Emília diz tanta asneira que é quase impossível conversar com ela. Chega a atrapalhar a gente.&lt;br /&gt;_É porque é de pano, sinhá – explicou a preta- e dum paninho muito ordinário. Se eu imaginasse que ela ia aprender a falar, eu tinha feito ela de seda, ou pelo menos dum retalho daquele seu vestido de ir à missa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;(...) A rede armada entre pés de cadeira fora abandonada desde que a boneca aprendeu a falar. Dormiam juntas para conversar até que o sono viesse.&lt;br /&gt;_Mas Emília, como é que você entende a linguagem das formigas – perguntou Narizinho logo que se deitou.&lt;br /&gt;A boneca refletiu um bocado e respondeu:&lt;br /&gt;_Entendo porque sou de pano.&lt;br /&gt;Narizinho deu uma gargalhada.&lt;br /&gt;_Isso não é resposta duma senhora inteligente. O meu vestido também é de pano e não entende coisa nenhuma.&lt;br /&gt;_Então é porque eu sou de macela – disse.&lt;br /&gt;Nova risada de Narizinho.&lt;br /&gt;_Também não é resposta. Este travesseiro é de macela e entende as formigas tanto quanto eu.&lt;br /&gt;_Então...então...engasgou Emília, com o dedinho na testa. Então não sei.&lt;br /&gt;Era a primeira vez que Emília se embaraçava numa resposta. Primeira e última. Nunca mais houve pergunta que a atrapalhasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Antes de pingar o ponto final quero que saibam que é uma grande mentira o que anda escrito a respeito do meu coração. Dizem todos que não tenho coração. É falso. Tenho, sim, um lindo coração – só que não é de banana. Coisinhas à toa não o impressionam; mas ele dói quando vê uma injustiça.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Reinações de Narizinho/Memórias de Emília – Monteiro Lobato)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-794164036087731607?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/794164036087731607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=794164036087731607&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/794164036087731607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/794164036087731607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/10/personagens-femininos-2-emlia.html' title='Personagens femininos da literatura 2- Emília'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SOz_ewYyK1I/AAAAAAAAAEA/3iWFjTc5LNk/s72-c/img031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7299481971110718384</id><published>2008-09-28T09:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T09:20:35.087-07:00</updated><title type='text'>Correspondência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SN-uY8aEErI/AAAAAAAAAD4/a9TDEqCIUbQ/s1600-h/tomie_ohtake_f_001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251107434092827314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SN-uY8aEErI/AAAAAAAAAD4/a9TDEqCIUbQ/s400/tomie_ohtake_f_001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;obra: Tomie Ohtake&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1o mês – Ontem eu recebi uma carta do “diabo”. Ia rasgar, mas não. Envelope em forma de coração. Apartamento 32, pavilhão sete, com amor. Amor de homem não presta. Não fosse ele e eu não estaria nessa ratoeira. Também não teria conhecido Lucinha, minha esposa, minha coisinha. “Nada vai nos separar”, escreveu. Já separou, e foi o bagulho que ele me fez levar. E eu levei. Quando sair nem quero saber. O homem é o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2o mês – Foi ruim de sair. Lucinha chorou. Não posso ver ninguém chorar. Vou esperar por ela, é um amor de carinho. Outra carta. “Carteiro, vá com deus”, o demônio escreveu fora do envelope, para dentro falar de solidão e tristeza. Quer me ver. Em folha separada, uma poesia bonita. Na cadeia até o diabo vira poeta. Mas continuo sem querer saber de homem. Credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3o mês – Outra carta, artigo de revista com salmo da bíblia. Artigo 157 é o dele, que teve saidinha por bom comportamento. Chorou tão sentido quando me viu, não posso ver ninguém chorar. Não dei conta de resistir. E eu tava precisando, lá isso eu tava. A Lucinha não tem a ferramenta, né? Mas foi só um dia. Homem não respeita a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4a mês – Dia de visita, céu azul. Acordei duas da manhã, porque a fila pra ver bandido é grande. Abre bolsa, tira roupa, abre a perna, abre tudo. Tudo isso pra ver o diabo. Não volto nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5o mês- Peguei o exame no mesmo dia em que descobri que ele mandou a carta pra Elisângela. E pra Jaqueline. A carta era igualzinha: a poesia, o coração. A outra também fez o filho na cadeia. É por isso que eu digo. Enfim, não quero mais saber de homem. Lucinha saiu, vamos nos casar. Ela vai cuidar do meu filho comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6a mês – Ontem eu recebi outra carta do diabo. Ele quer conhecer o filho. Diz que chora muito. Pensando bem, tem o seu direito. Lucinha não pode saber, mas nem pega nada porque é só uma visita. Só uma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7299481971110718384?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7299481971110718384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7299481971110718384&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7299481971110718384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7299481971110718384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/09/correspodncia.html' title='Correspondência'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SN-uY8aEErI/AAAAAAAAAD4/a9TDEqCIUbQ/s72-c/tomie_ohtake_f_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-375930670396406634</id><published>2008-09-15T14:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T14:22:55.027-07:00</updated><title type='text'>Alzheimer</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dos dois, quem ficara mais doente era vovó Lia. Apesar de muitas vezes a demência parecer extremamente dolorosa para o vô João, em outras ele aparentava não ter consciência de seu estado. E não tinha mesmo, diziam os médicos. Era questão de tempo para que perdesse completamente a razão, não só de seu próprio quadro clínico, mas de tudo e de todos. A nós, restava esperar, um ato de nenhum esforço e de um esforço tremendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia tinha a pele flácida que lhe caiam sobre os olhos agora muito fundos, opacos. Os olhos são terríveis delatores e os seus mostravam uma tristeza constrangedora. Estava muito pálida. Seu aspecto era assustador. Pouco restava da mulher mais bonita da cidade do interior do Paraná. Mamãe contou a história: João e Lia apaixonaram-se da maneira mais estúpida que se pode. Ele, que era casado, largou família com três filhos e emprego e fugiu com ela, dezesseis anos mais nova. Não resistiu à sua beleza. Essas histórias eram muito comuns em um tempo, mas quando soube eu o achei um fraco. Depois pensei que não devia ser nada fácil ser valente naquela época. Além disso, não fosse assim, eu não estaria aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora lá estava vovô, ou aquele outro incapaz de me reconhecer. Lembro-me dele sempre muito ativo, tomando as decisões. Era um homem alto e forte e me levava ao cinema. Comprávamos pipoca doce. Era o dia de visitar os avós, ver os primos: o melhor dia da semana. Hoje penso que a felicidade era muito simples de ser conquistada. Hoje, diante de tudo o que vem acontecendo, perdi muito da capacidade de ser feliz com pouco, como meu avô ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de que adiantava, se ele mesmo não era mais ele? Vó Lia dizia que ele andava mentindo, inventava um monte de histórias. Sua mente criava fantasias, decerto para preencher o espaço enorme deixado pelas memórias. Normal, o médico disse. Sim, aquele processo lento e tortuoso de degeneração era normal. Todo o mundo morre, de um jeito ou de outro, pensava procurando algum conforto. Restava agora ajudar vó Lia, já que o resto da família estava sempre muito ocupado para dividir um fardo tão pesado. Os irmãos não vieram nem no Natal e tio Gustavo disse que não agüentava vê-lo daquele jeito. Então quem tinha de agüentar éramos nós, as mulheres. Os filhos do casamento anterior não quiseram nem saber. Não os culpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei perto de vovô na cadeira de rodas e senti o cheiro da tradicional loção em sua barba, obra de vovó. Beijei sua bochecha, que afundou como um travesseiro macio e dei-lhe um abraço, apertando-o contra o coração. Ele me olhou muito fixamente, e reconheci naquele olhar o meu vovozinho. Então sorriu com o canto da boca. Eu o apertei ainda mais e chorei muito sinceramente, como costumava fazer no tempo da pipoca e do cinema. De uma estranha forma, foi preciso ele deixar de ser para eu voltar a ser quem já tinha sido.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-375930670396406634?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/375930670396406634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=375930670396406634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/375930670396406634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/375930670396406634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/09/alzheimer.html' title='Alzheimer'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-8573335721571057856</id><published>2008-08-06T15:52:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T16:07:22.666-07:00</updated><title type='text'>Efeméride 2 - Dia dos Pais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SJorfFHfc7I/AAAAAAAAADI/BjKY8u7SQyA/s1600-h/papis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231541730093790130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SJorfFHfc7I/AAAAAAAAADI/BjKY8u7SQyA/s400/papis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu e meu pai em algum dezembro de um ano dourado...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Este continho é do ano de 2006 e saiu em alguns sites e no meu antigo blog; portanto, algumas pessoas que acompanham as minhas bobagens há algum tempo já o conhecem. Pensei em escrever algo novo, mas não encontrei maneira mais clara de traduzir o que o meu pai significou em minha vida, pois que é uma história verídica. Então, novamente, aí está:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#000000;"&gt;As unhas vermelhas de papai&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A morte sempre esteve perto. Com foice e capa preta, sentada no sofá. Acostumei-me a ela. Muito nova, perdi avós maternos, tios. Aos 13 começou a varredura do núcleo familiar e lá se foi vovó Tanica e um cara que eu chamava de pai; figura mitológica, sagrada e papel principal da nossa sociedade. Depois, José Maria, meu irmão com nome santo, mas este é um capítulo tão doloroso que convém deixar pra mais tarde, ou mesmo deixar pra lá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O primeiro homem da minha vida era mineiro, hipertenso, gostava de literatura budista e de estar em casa com seu pijama. Preocupava-se muito em deixar para os filhos algo que realmente prestasse em um mundo que já começava a falir. E deixou. Devo a ele a minha teimosia e a obstinação, pois que aprendi a ser livre antes do feminismo e de outros ismos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nas manhãs quentes de sábado, lembro-me dele me pegando pela mão para assistir ao Desafio ao Galo, espécie de campeonato de futebol esquisito da extinta TV Record. Com os irmãos já crescidos e desinteressados, tornei-me a sua companhia de vestido curto e botas ortopédicas. Contava então com uns cinco ou seis anos de existência e a segurança daqueles momentos fazia-me pensar que a vida seria sempre boa e maldade era coisa de televisão. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu pai era inclusive professor, amigo e, na falta de uma irmã para dividir feminices, amiga também. Um dia, sentindo falta de figura feminina nas brincadeiras (mamãe era um pouco séria), tive a idéia de vesti-lo de mulher. Isso mesmo. Espada que era, não foi nada fácil convencê-lo. Aliás foi um trabalhão. Mas venceram o seu excelente senso de humor, sua preguiça e principalmente seu amor por mim. E foi. Sem culpa, como se travestem os homens nos carnavais quando a sociedade assim permite. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu começava lá uma descoberta tão importante do significado de ser mulher, mesmo que em um homem: o prazer da produção, de se montar. Primeiro a saia folgada de mamãe. Depois um par de coloridíssimos saltos dos anos 70, em que na verdade só cabiam os dedos. Aí vinha a melhor parte, a mais lúdica: a maquiagem. Sombras, cílios postiços, blush e pó (que naquele tempo já não era mais de arroz), e batom vermelho, até hoje uma paixão. Por fim, a peruca de cachos castanhos (era muito comum ter peruca em casa nessa época), laranjas no peito e um leque feito de papel utilizado para esconder o bigode. Minha moça era feia, alta e um pouco desajeitada. Quando as primas iam de visita, era diversão na certa! Eu ficava muito orgulhosa, pois o meu pai era o mais legal de todos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra vez já crescida resolvi retomar os velhos tempos. Desta vez meu pai ralhou muito mesmo, afinal eu não era mais menina. Mas ainda me amava como tal, e com certa inércia, deixou. Quis incrementar a produção com esmaltes vermelhos, pois seu rosto cansado da doença convencia cada vez menos como senhorita. Ele ficou uma fera e me fez prometer tirar “aquilo” tão logo acabasse a brincadeira. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acontece que eu esqueci de tirar. Alguns dias depois, chegava da escola quando percebi a tensão no rosto de quem me esperava. Meu pai tinha morrido com as unhas do pé esmaltadas de vermelho. O rapaz da funerária estranhou. Pegou um chumacinho de algodão com acetona e tirou sem fazer perguntas, pois estávamos muito tristes.//&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-8573335721571057856?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/8573335721571057856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=8573335721571057856&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8573335721571057856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/8573335721571057856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/08/efemride-2-dia-dos-pais.html' title='Efeméride 2 - Dia dos Pais'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SJorfFHfc7I/AAAAAAAAADI/BjKY8u7SQyA/s72-c/papis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-1989676475278658526</id><published>2008-06-30T07:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T14:32:48.643-07:00</updated><title type='text'>Para gostar de ler (Continuação do post anterior)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGj1mZqS-CI/AAAAAAAAABo/cSYHJLM2Pnk/s1600-h/erkut_terliksiz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217690208380844066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGj1mZqS-CI/AAAAAAAAABo/cSYHJLM2Pnk/s400/erkut_terliksiz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ilustração: Erkut Terliksiz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para mim, ler um bom livro traz uma felicidade superior à dos que amam velocidade, ou plantas, ou baladas, ou praticar exercícios ou de fazer compras. Eu gosto e faço outras coisas que julgo boas, mas volto sempre à minha estante com seus segredos e cheiros de papel velho.&lt;br /&gt;Acho que há diferença na vida de um homem que não lê e na do outro que lê. Quando conheço alguém já penso: esse aí lê. Em geral o homem (e mulher) que lê é um homem cuja conversa tem sabor – e isso o deixa mais bonito. Já os outros me dão a impressão de estarem presos a um mundo imediato muito restrito, quase uma prisão corporal, não importa o quanto viajaram ou quais lugares freqüentam. Não há como escapar dessa prisão. Mas quando pega um livro, ele tem em suas mãos outro mundo - e se o livro é bom, tem também um dos melhores companheiros conversadores que se pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há programa de tevê, música ou internet que substitua a leitura. Os filmes podem tentar reproduzir o universo de um livro, mas quase nunca chegam perto. Já o livro o obriga a imaginar, transportando-o muitas vezes a um país ou época diferentes, ou lhe confia alegrias e tristezas, ou discute um aspecto da vida que o leitor ainda nem sabe. Essa mudança de época e de ambiente é algo semelhante a uma viagem em seu aspecto psicológico. Essa é a melhor leitura: a que nos leva a um mundo contemplativo e não a que apenas relata os fatos, como a de jornais. Não é essa a leitura que falo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando não se deve ler&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por obrigação. Você não deve ler para “melhorar” o vocabulário ou tornar-se “culto”. Só de pensar nisso já desaparece todo o prazer da leitura. Se alguém diz: devo ler Machado de Assis para ser culto, estou certa de que esse alguém nunca será culto. E se a leitura provocar sono é bom mesmo ir dormir. Não há escola particular de mensalidade exorbitante que possa fazer alguém amar uma obra. Acredito que se possa “descobrir” o prazer da leitura, sim. Os nossos interesses culturais brotam naturalmente, quando há um terreno fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ler o quê?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O gosto (ou podemos aqui chamar de sabor) pela leitura é completamente individual, como o paladar. Isso é outra coisa que não há como forçar. Também acho que em certas idades não deve-se ler certas coisas. Acredito em momento certo. Quando os pensamentos e a experiência de uma pessoa não chegaram a certo ponto para ler uma obra-prima, esta só lhe deixará um gosto ruim. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reina%C3%A7%C3%B5es_de_Narizinho"&gt;Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato&lt;/a&gt; é um livro que não poderia ser lido por mim senão na infância, pois perderia muito da sua magia.&lt;br /&gt;Conforme torna-se um hábito, o leitor vai descobrindo o seu autor (ou autores) preferido(s). Considero esse um momento de amor à primeira vista. E esse descobrimento, para fazer bem, deve ser natural. Logo começa o leitor a devorar cada palavra. Pronto: o autor o enfeitiçou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento e lugar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhum lugar ou tempo específico para ler. Você deve ler quando tem vontade de ler. Se você ama a leitura vai ler na escola ou fora dela, e apesar dela.&lt;br /&gt;Um lugar silencioso pode ser bacana, mas se não houver vontade, de nada adiantará o silêncio. Eu já li pelada no verão, por exemplo, mas acho que o inverno combina mais com os livros. Já se o lugar é espetacular, como uma bela praia, recomendo ler o mar e esquecer o livro. Aproveite a areia e a água azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, acho triste que o hábito de ler tenha virado sinônimo de chatice para algumas pessoas, como se um livro tivesse de ser algo muito complicado e de difícil compreensão. Isso é uma bobagem. A minha faxineira disse que não gosta de ler, mas ADORA o popular &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sidney_Sheldon"&gt;Sidney Sheldon&lt;/a&gt;. Disse a ela que, se ela gostava de seus livros, então gostava de ler. Ela respondeu: ah, é mesmo! Não tinha se dado conta de que gostava de ler. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-1989676475278658526?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/1989676475278658526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=1989676475278658526&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1989676475278658526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/1989676475278658526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/06/para-gostar-de-ler.html' title='Para gostar de ler (Continuação do post anterior)'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGj1mZqS-CI/AAAAAAAAABo/cSYHJLM2Pnk/s72-c/erkut_terliksiz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-111923148149789369</id><published>2008-06-29T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T14:11:51.300-07:00</updated><title type='text'>Do hábito de ler (e o que a internet tem com isso?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGf47Pbb_OI/AAAAAAAAABg/3_1y384kajE/s1600-h/fang_lijun.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217412389969591522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGf47Pbb_OI/AAAAAAAAABg/3_1y384kajE/s400/fang_lijun.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obra: Fang Lijun&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu adoro internet. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu também adoro ler e não durmo sem em ao menos duas ou três páginas de qualquer livro. Prefiro os bem escritos, mas devo confessar que mesmo quando pego algo não muito bom, vou até o fim (pra ver se melhora, o que às vezes acontece). Livros são meus companheiros de viagens nos aeroportos, rodoviárias, no metrô e salas de espera. Os que eu já li, os que ainda não li e quando esqueço de levar, compro um. São as férias que tiro de mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei que a internet é apenas mais uma ferramenta de comunicação. Eu aprecio a liberdade de interação que a rede proporciona e até mesmo o seu excesso de informação. Mas algumas vozes começaram e culpar a internet por coisas como falta de capacidade de reflexão, ou burrice mesmo. É o caso do professor &lt;a href="http://www.english.emory.edu/people/faculty/bauerlein.htm"&gt;Mark Bauerlein&lt;/a&gt;, da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), que escreveu um livro intitulado &lt;a href="http://uni.educacional.com.br/up/47180001/985118/A%20internet%20me%20deixou%20BURRO%20DEMAIS.doc"&gt;“The Dumpest Generation” (A Mais Burra das Gerações:&lt;/a&gt; Como a Era Digital Está Emburrecendo os Jovens Americanos e Ameaçando Nosso Futuro. Ou, nunca confie em ninguém com menos de 30”). Lembro-me de um artigo na &lt;a href="http://www.folha.uol.com.br/"&gt;Folha de S.P.&lt;/a&gt; em que Mark dizia: “Eles [os jovens] praticamente não lêem (...) preferem dedicar uma quantidade inacreditável de tempo a vasculhar vidas alheias e a expor as suas próprias em redes de relacionamento”. E acrescentava: “O que os jovens lêem na rede não lhes acrescenta nada em termos de capacidade de elaborar textos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em outro &lt;a href="http://aprendiz.uol.com.br/content/nemijeueue.mmp"&gt;artigo de Gilberto Dimenstein &lt;/a&gt;do dia 15 de junho, o jornalista diz que grandes empresas, como a Unilever e a Microsoft não conseguem encontrar trainees que preencham o perfil desejado em 687 mil universitários, em disputa por 2.500 vagas (o que dá 2.800 candidatos por vaga!!!). A psicóloga abordada atribui à internet a qualidade ruim dos universitários e a dificuldade de expor criativamente uma idéia. “Estão perdendo o hábito de ler um livro inteiro e fazer um resumo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil possui 25 milhões de internautas*, de acordo com o &lt;a href="http://www.ibge.gov.br/"&gt;IBGE&lt;/a&gt;. O mesmo IBGE que divulgou, recentemente, um percentual no país de que 75% dos brasileiros não gostam de ler. Preferem ver televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, de quem é a culpa? Da internet? Não acredito nisso. Ela é simples, sim – e pode deixar ainda mais acomodado quem já é. Mas como mencionei acima, ela é apenas uma ferramenta. E o hábito da leitura, pode ser ensinado? Nisso eu acredito, mas até certo ponto. Acho que é obrigação de todos os pais incentivar a leitura; todavia não há nada que a force. O que me leva a um outro capítulo da discussão....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dados de abril de 2007&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-111923148149789369?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/111923148149789369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=111923148149789369&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/111923148149789369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/111923148149789369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/06/do-hbito-de-ler-e-o-que-internet-tem.html' title='Do hábito de ler (e o que a internet tem com isso?)'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SGf47Pbb_OI/AAAAAAAAABg/3_1y384kajE/s72-c/fang_lijun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-6882683272260716417</id><published>2008-06-09T08:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T07:21:02.821-07:00</updated><title type='text'>Efeméride 1 - Dia dos Namorados</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SE1RP05w8ZI/AAAAAAAAABQ/w9peYgR3VZU/s1600-h/robertdoisneau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209909676278346130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SE1RP05w8ZI/AAAAAAAAABQ/w9peYgR3VZU/s400/robertdoisneau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Foto: Robert Doisneau&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eu não acredito em dia dos namorados (no sentido de não lhe depositar a devida fé), e não sei dizer se gosto ou não. Mas saio para comemorar (embora esteja casada). Eu não ligo para efemérides de um modo geral, mas elas estão em toda parte e decidi aceitá-las como quem aceita um presente que bem poderia ser de outra cor e modelo.&lt;br /&gt;Já que é pra entrar no clima, a primeira coisa que me veio à cabeça foi um poema de cabeceira, pelo qual sou apaixonada. Ele é super simples, mas ao mesmo tempo muito complexo. Fala da troca de experiências que um casal que se ama deve ter, em minha opinião. Gosto de imaginar que a mulher é a água e o homem a argila. A água penetra e modela a argila, que retém a água e lhe dá a sua substância, necessária para a vida.&lt;br /&gt;Conta a lenda que a senhora Kuan, esposa do pintor Yüan Chão Mengfu e também pintora, escreveu este poema para o marido quando já estavam velhinhos e ele pensava em ter uma amante (antes que as feministas gritem, isso faz um tempão e as mulheres não tinham voz ativa na antiga China, onde se passou a história). Quando leu, tocou-lhe o coração e desistiu da idéia. Gosto tanto deste poema que até o escolhi para meu convite de casamento. Vejam se concordam comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Há, entre nós ambos,&lt;br /&gt;demasiada emoção.&lt;br /&gt;Tal é o motivo&lt;br /&gt;do que tem havido!&lt;br /&gt;Toma um bocado de argila,&lt;br /&gt;Molha-a, amolda-a,&lt;br /&gt;E faze uma imagem minha&lt;br /&gt;E uma imagem tua.&lt;br /&gt;Toma-as então, rompe-as&lt;br /&gt;e adiciona-lhes um pouco de água.&lt;br /&gt;Transforma-as de novo&lt;br /&gt;em uma imagem tua&lt;br /&gt;e uma imagem minha.&lt;br /&gt;E então haverá na minha argila alguma coisa tua&lt;br /&gt;e na tua argila alguma coisa minha.&lt;br /&gt;E jamais coisa nenhuma nos há de separar&lt;br /&gt;Vivos, dormiremos na mesma cama&lt;br /&gt;e, mortos, na mesma sepultura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Enfim, desde a antiga China até hoje, nada mudou: o amor é a maior fonte de inspiração, não adianta. E amar é muito fácil. Dá pra amar muita coisa. E evita doenças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-6882683272260716417?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/6882683272260716417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=6882683272260716417&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6882683272260716417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/6882683272260716417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/06/efemride-1-dia-dos-namorados.html' title='Efeméride 1 - Dia dos Namorados'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SE1RP05w8ZI/AAAAAAAAABQ/w9peYgR3VZU/s72-c/robertdoisneau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-2877196187731455607</id><published>2008-06-03T13:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-09T09:20:00.241-07:00</updated><title type='text'>Da Felicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SEWoyHf2sNI/AAAAAAAAABI/Ara67jRKjeM/s1600-h/nikolas_murray.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207754123083428050" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SEWoyHf2sNI/AAAAAAAAABI/Ara67jRKjeM/s400/nikolas_murray.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Nicholas Murray&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;O que te deixa feliz?&lt;br /&gt;Li que Lorde &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lord_Byron"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Byron, &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;pouco antes de sua morte, disse a um amigo que só conheceu três horas felizes em toda a sua vida. Pouco né? Mas é que na época do Byron tinha uma tendência chamada &lt;/span&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Weltschmerz"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Weltschmerz,&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; bem deprê, uma espécie de moda triste. Tem época que a felicidade está totalmente fora de moda mesmo. Também tem gente que sente muito prazer na melancolia. O que são essas anoréxicas, senão representantes da tristeza explícita e voluntária?&lt;br /&gt;Não acho nada disso natural, ou como dizem, do ser humano. Não. Ser feliz é mais necessário do que as pessoas imaginam ou param pra pensar. E a felicidade não existe, porque pode ser qualquer coisa e qualquer coisa não existe. O remédio é procurar uma felicidadezinha aqui, outra ali. Tem as felicidades óbvias e as não tão óbvias. As “mentais” (sentir alegria porque o seu time ganhou) e as “carnais”, ou materiais ( transar, etc). Só que, ao contrário da tristeza, acho difícil ter consciência da própria felicidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu quando estou feliz não anoto e raramente fotografo. Não vou estragar o meu momento feliz, parar tudo e dizer: “Peraí que eu vou fotografar.” Em uma viagem fantástica, por exemplo. Essa obrigação que algumas pessoas sentem de tirar foto de tudo o tempo todo faz com que percam o melhor da festa, que é simplesmente aproveitar. Ficam lá tirando fotos, ouvindo o guia e suas explicações e esquecem de observar, curtir e usar a imaginação.&lt;br /&gt;Pensei em momentos felizes bem simples, de todos os dias. A idéia de reunir estes momentos me agradou e foi mais fácil do que parecia. Veja agora o meu ideal de felicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fui dormir tarde a noite passada, por conta de 1h40. Acordo às 6h00, pois tenho compromisso para as 7h00, coração batendo com a intromissão do despertador. Lembro-me então que o compromisso é para o dia seguinte, acomodo-me e volto a dormir. Isso não é felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Recordo sempre com muito carinho de uma amiga que seguiu os meus passos na escola (mesmas classes e tal), mas de quem perdi completamente o contato. Acho a dita no Orkut, linda e simpática como sempre, deixo um scrap. Ela responde e vamos nos encontrar. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faz tempo que namoro um vestidinho vermelho totalmente minha cara, mas que é muito caro. Qual não é a minha surpresa quando passo na loja e vejo que ele está três vezes mais barato na liquidação de verão. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É fim de semana e estou sozinha e triste. Resolvo caminhar pelo bairro e encontro um amigo que não via há séculos. Convido-o para uma conversa regada a vinho lá em casa, rimos a noite inteira e ficamos bêbados. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sentir o cheiro do mar em um dia lindo depois de não ver praia há quinhentos anos. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O trânsito está insuportável, mas começa a tocar aquela música que você AMA. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava completamente dura e “achei” 50 reais em um bolso de uma roupa que havia esquecido que existia. Isso não é a felicidade? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;p&gt;- Meu marido passa 15 dias fora, mas eis que chega com um sorriso no rosto e então ficamos em casa e fazemos um programa totalmente namorados. Isso não é a felicidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode me achar uma idiota e dizer que eu me contento com pouco, porque é verdade. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, o que te deixa simplesmente feliz? Hein? Estou curiosa pra saber. Mas tem que ser felicidade simples. Ah, pensando bem, pode ser qualquer felicidade.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-2877196187731455607?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/2877196187731455607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=2877196187731455607&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2877196187731455607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/2877196187731455607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/06/foto-nicholas-murray-o-que-te-deixa.html' title='Da Felicidade'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SEWoyHf2sNI/AAAAAAAAABI/Ara67jRKjeM/s72-c/nikolas_murray.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8683859282135782005.post-7663317091233865559</id><published>2008-05-28T13:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T14:18:02.580-07:00</updated><title type='text'>Aqui, escrevo o que quero</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SD7_74qqs3I/AAAAAAAAAA4/G6NOodo5kFg/s1600-h/tomie_ohtake_f_010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205879623575581554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SD7_74qqs3I/AAAAAAAAAA4/G6NOodo5kFg/s320/tomie_ohtake_f_010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SD7-KIqqs2I/AAAAAAAAAAw/_h2RmBU_Ubc/s1600-h/tomie_ohtake_f_010.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Obra: Tomie Ohtake&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Este blog não é só para homens, só para mulheres ou só de coisa alguma. Também não é de sem-vergonhices, naquele sentido, embora às vezes possa ser. Maria-sem-vergonha é uma flor que nasce de forma muito fácil (daí a origem de seu nome) e é assim que devem brotar as idéias boas e simples, como acontece com as crianças. Assim me predestino e assim espero que seja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Separei alguns “temas centrais”, na esperança de que um pouco de metodologia gere alguma disciplina. Todavia não serei escrava deles. Bastam os gordos sapos que tive de engolir nas editoras pelas quais passei, exercendo a penosa profissão de jornalista, para pagar aluguel. Aqui escrevo o que quero.&lt;/span&gt; Sem dogmas, sem censura, sem vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Acho que posso perfeitamente suportar críticas - e as autorizo quando achar que devem ser autorizadas. Respondo levando em conta tempo disponível e preguiça. Mas baixaria ou conteúdo preconceituoso não rola. Preconceito aqui só os meus. Também não sou responsável pelo que o seu filho encontra na internet. A educação do pivete é problema seu. Tudo bem assim? Então, por favor, não fuja - que no fundo eu sou um docinho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Bem-vindo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8683859282135782005-7663317091233865559?l=momariasemvergonha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/feeds/7663317091233865559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8683859282135782005&amp;postID=7663317091233865559&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7663317091233865559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8683859282135782005/posts/default/7663317091233865559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momariasemvergonha.blogspot.com/2008/05/maria-sem-vergonha.html' title='Aqui, escrevo o que quero'/><author><name>Maria-Sem-Vergonha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15730008663475695623</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_jXv_aZemx_8/SD7_74qqs3I/AAAAAAAAAA4/G6NOodo5kFg/s72-c/tomie_ohtake_f_010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry></feed>
