Do aborto, das novelas e da estranha religiosidade brasileira
Foto: Chakib Jabor
Tá, eu assisto novela. Tá certo, eu poderia fazer alguma coisa melhor, como ler um bom livro, tomar um chope, encontrar amigos (e muitas vezes faço tudo isso mesmo). Mas outras vezes, fico em casa e assisto novela das oito. O Manoel Carlos não é o meu autor preferido. Acho-o conservador, do pior tipo – aquele em pele de liberal. Não tem humor, não é antenado (sempre a mesma bossa-nova, quando a “típica” música carioca mudou e faz tempo). Um saudosismo que não dá ibope. Mas devo confessar, ele tem os seus méritos, e um deles é o ritmo que dá às histórias. Também o fato de abordar as desgraceiras da vida de uma forma relativamente natural. No entanto, o autor coloca assuntos delicados de forma parcial e sem questionamento. Um deles é o aborto no Brasil. Manoel Carlos é espírita (e isso ninguém disse nem precisava, basta assistir com um pouquinho mais de atenção a sua trama). Daí uma das personagens, a mãe de Helena, acender uma vela pra santa e outra no “Centro”, mostrando as crenças do brasileiro. Ok: crenças ou falta de personalidade? No que ela acredita, afinal? Em tudo? Pois são religiões com princípios bem diferentes (uma crê no céu e inferno, a outra em reencarnações). E por que (exceto pelos evangélicos, que nesse ponto ao menos são autênticos) o brasileiro tem tanta dificuldade em se desfazer da igreja católica e assumir o espiritismo, o candomblé, etc? Acho isso falta de fé, na verdade. Não dá pra acreditar em coisas opostas ao mesmo tempo. Lembro de meu avô, em sua cadeira, com seus manuscritos, os óculos de ouro na ponta do nariz. Escreveu quatro livros cujos temas eram o catolicismo, graças às suas fortes origens religiosas do interior de Minas. Era um homem fervoroso, que quase foi padre e ia diariamente à paróquia no bairro de São Mateus, em Juiz de Fora. Confessava, comungava, rezava: enfim, um verdadeiro católico, como nunca mais vi. E também nunca o flagrei pregando qualquer trecho da bíblia, a não ser quando perguntado. Em suas raras catequizações, era breve, porém de uma objetividade brutal. Resolvia e esclarecia a questão, dentro de sua crença. Mas voltando à novela: Manoel Carlos é espírita e contra o aborto, um claro problema de saúde pública deste país. Manoel Carlos não é mulher e nunca passou por um dilema de gerar uma criança indesejada. Manoel Carlos é, também, machista. Manoel Carlos, diante de todas essas afirmações, não teria a mínima categoria para falar de assunto tão envolto em preconceitos e muito pouco debatido com a clareza que merece, pois não é neutro. Você vai me dizer que Manoel Carlos tem o direito de colocar a sua opinião, e eu respondo: tendo a novela o papel que tem neste país, não deveria haver uma discussão com dois lados, para que os espectador tirasse as suas conclusões? O aborto é legalizado quase todos os países chamados desenvolvidos, pois é considerado um direito. Fato: De acordo com a maioria dos cientistas, até oito semanas de gestação, não há cérebro e nem coração no embrião. É o que eles dizem. Para mim, isso significa que não há dor provocada em algo que ainda não foi formado. Mas você tem uma religião e acredita que exista um “espírito”. Tudo bem, é um direito seu. E não há nada que a impeça de ter o seu filho. Mas a minha pergunta é: Se você acredita em vida após a morte ou em espírito antes da vida, porque EU sou obrigada a acreditar? Essa é uma verdade absoluta? Há algo concreto que a prove? Pense bem: você está impondo a sua religião e seus dogmas a mim, que posso simplesmente não crer neles. É um direito meu, certo? Neste pais, errado. Não acho que alguém cuja trajetória ou crença é completamente diferente possa julgar, por exemplo, uma jovem cuja vida está começando, sem condições financeiras nem econômicas de ser mãe. Ou a gravidez natural de uma violência sexual, ou de um feto anencéfalo. Neste caso, o que Manoel Carlos faz é prestar um sesserviço ao nosso povo místico. É claro que a prevenção seria a melhor solução, mas às vezes isso não é possível. De filhos indesejados, o mundo já está cheio – e as experiências não são nada boas. Mas voltando à novela: Manoel Carlos deixou Luciana tetraplégica e pôs a culpa em Helena (que, lógico, sente-se culpada para todo o sempre por ter feito um aborto). Sua culpa é capaz de aumentar, apenas para provar que quem aborta não tem salvação nesta vida nem na outra. Está na hora das mulheres pararem de deixar que os homens e os padres (que já erraram em tantas outras questões) decidam sobre suas vidas e seus corpos. Está na hora de pararmos com essa hipocrisia, pois na prática a realidade é completamente diferente. Basta ver o número de abortos clandestinos realizados neste país, tão alarmante que nem me lembro. E por fim: está na hora de respeitarmos quem pensa diferente. Obs: Eu nunca fiz um aborto e se hoje engravidasse, provavelmente teria o meu filho(a). Julgo ter condições financeiras e psicológicas (além de um companheiro) pra isso. Mas cada um tem a sua vida, o seu calo apertando e as suas contas pra pagar.
A mãe e o metrô
Foto: Kim Kiung-Hoon
A cada dia me sinto menos humana – e menos gosto e respeito a raça humana. Não me acho melhor do que ninguém e desprezo todas as minhas imperfeições, que são muitas. Mas é sorte não andar com um spray de pimenta na bolsa, pra sair borrifando na cara de todo mundo que merece por aí.
Hoje, por exemplo. Acompanhei minha mãe, que está com câncer e tem quase 70 anos, ao médico. Voltamos de metrô, eu a contragosto (não que eu não suporte o transporte público, mas tive a premonição da baiana rodando caso alguém jovem e saudável estivesse no assento preferencial que ELA deveria usufruir, coisa não rara de acontecer). E se eu já saio do sério quando vejo com os outros, imagine com quem me botou no mundo! Sem contar os mongoloides que param na porta e não esperam o desembarque, mas essa é outra história. Bom: mesmo assim, pensei no aquecimento global, no automóvel como modelo falido, (no valor do taxi, como não) e embarcamos.
Batata. Apesar de, na linha vermelha, um simpático rapaz ter prontamente cedido seu lugar quando a viu com aquela feição doentinha, na outra baldeação a falta de civilidade desse povo bunda mostrou-se em toda sua miséria. Claro que tinha uma moça de fones nos ouvidos sentada no banco preferencial. Claro que ela fingiu que dormia, quando viu minha mãe. E claro que eu a cutuquei (quase empurrei, pra ser sincera), tirei os fones dos seus ouvidinhos e disse: “Querida, sabe ler? Sabe? Que bom, porque está escrito que este assento é preferencial.”
A minha mãe é daquele tipo tão comum de se ver, resignada. Não arriscaria dizer que seu câncer nasceu daí, pode ser leviano. Ela balançava a cabeça e dizia que “não precisa, não vá brigar”. Pois a guria não saiu de pronto. Fez cara feia, disse que “pagou a passagem.” Mas diante dos olhares de reprovação de todos, levantou, emburrada.
Pois eu espero, lá dos arcanos, que ela ande nas piores conduções periféricas e lotadas para o resto de sua vida. E que assim seja, até ficar velhinha, doente – mas ainda precisando se deslocar bastante. E não preciso nem desejar, porque a julgar por essa geração 00, certamente vai ter um jovem sem nenhum bom senso, talvez no futuro carregando uma arma. E que suas pernas doam terrivelmente. E que ela lembre-se do quão escrota foi durante toda a vida, e de quão pouco – ou nada – fez para melhorar algo neste mundo. E morra infeliz. Ah, esqueci de dizer, sobre as minhas imperfeições: sou vingativa.
O mundo que eu amei
 Osvaldo Salermo
Este mundo não é meu, foi o que bradou Claude Lévi-Strauss em uma entrevista nos anos 90. E olha que algumas desgraceiras fundamentais ainda não ocorriam na época. Segundo ele, o mundo que amou tinha 1,5 bilhão de pessoas e esse, de 6 bilhões, não dá pra amar. Gente demais, só pode dar merda. Ou seja: muita gente pra comer e pra beber água, pra brigar por um lugar no mercado de trabalho, pra sustentar mais bocas. Mais gente rejeitada, degenerada, abandonada. E claro, mais gente pra destruir mais árvores, extinguir mais animais, poluir mares e rios. Olha, pode me chamar de pessimista, eu não ligo. Sou mesmo. Não vejo a mínima luz no fim e nem no meio desse túnel aí. As coisas (ruins) estão acontecendo muito rapidamente e nossa geração não tem o mínimo semancol. Até porque uma mudança de verdade, para que pudéssemos deixar a coisa menos estragada, também traria conseqüências radicais, como a perda de empregos em milhares de empresas poluidoras, para citar um exemplo. Não tem ninguém macho o suficiente nesse mundo. E se tiver, sozinho não há açúcar união que faça a força. Ah, mas podemos nos unir, você vai dizer. Sei. Ás vezes, quando escuto notícias como geleiras derretendo e milhares de ursos polares morrendo afogados, tenho vontade de ser como tantas pessoas e, sei lá, comprar um sapato de couro de crocodilo no shopping pra esquecer que não consigo ser feliz sabendo de tudo isso. Mas é tarde. A descoberta de algumas coisas é um caminho sem volta. Ah, essas coisas enganam bem. Já falei sobre isso aqui. É uma felicidade efêmera, que dura muito pouco, essa de comprar as coisas. Comprar uma arara colorida no pet shop, para o seu filhinho brincar. Ou um macaquinho bonitinho, cuja mãe foi assassinada para que pudessem capturá-lo. Você tem dinheiro, vá em frente. Quem vai segurar a onda – ou o tsunami – é a próxima geração. Coitados dos pivetes.
Boa vontade
Estúdio Vasava (Barcelona)
Hoje faz seis anos que compartilho pensamentos, refeições, gostos em comum (e gostos incomuns), ideias, cama, domingos maravilhosos; outros de uma monotonia insustentável, saúde e doença. Alguns gritos foram necessários e muita, muita conversa. Mas antes de tudo, uma boa vontade mútua, um respeito genuíno que só quem ama consegue conservar – a gentileza do ato.
Não é receita, imagine. É o que chamam de pequeno milagre, e que bom que aconteceu comigo. Ganhei seis rosas, que simbolizam os seis anos que permanecemos separados por dois estados – e grudados como nunca. Já aquelas florzinhas pequenininhas, coadjvantes que sempre vêm junto com o buquê (e que podem guardar uma importância difícil de perceber), são os anos que continuaremos juntos, eternamente enquanto durar, como sabiamente mencionou um poeta.
Talvez por nunca ter sonhado com nada parecido, consegui uma felicidade tão real...
The sick mother, the sick brother
The Sick Child (Edvard Munch) - 1894www.munch.museum.noTem sido difícil escrever, desde que, cerca de três semanas, minha mãe foi operada às pressas – e descobriram um tumor maligno em seu intestino. A perspectiva de perder a mãe (em especial para quem a tem como melhor amiga, o meu caso) não é algo que se possa explicar aqui, eu não consigo. Nem quero. Faz você lembrar como é frágil – e que preocupar-se com coisas fúteis, além de fazer mal, é uma tremenda perda de tempo. Eu sei que esse é um clichê, mas é isso que a tristeza é: um clichezão completamente verdadeiro. Considero as linhas acima uma vitória pessoal. Pra mim, sempre foi uma tortura falar ou escrever sobre o meu irmão, por exemplo. Fiz uma tentativa, teve um começo (um primeiro capítulo, por assim dizer) e o resultado está aqui embaixo. Mas não saiu tudo ainda. Um dia sai. 1- The Sick Brother "Foi a parte machucada da alma que me levou à Escandinávia em setembro de 2005, onde está Oslo e o museu do pintor expressionista Edvard Munch. Seu mais famoso quadro, “O Grito” ainda não havia sido recuperado* e obviamente não estava disponível à apreciação dos turistas. Mas a intensidade da obra permanecia em minha memória desde quando, em uma das suas andanças pelo mundo, fora parar no Masp, o Museu de Artes de São Paulo, ali na Paulista mesmo. A península escandinava (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia) é um lugar completamente diferente para um brasileiro. Parece um outro planeta, com suas cidades de ruas limpíssimas e arborizadas, suas praças bem cuidadas, seu povo loiro, introvertido, silencioso. Terra de invernos longos e de falta de luz, e talvez por isso de lá saem grandes e melancólicos artistas, cheios de temáticas existencialistas e vontades de suicídio: Ingmar Bergman, Hans Christian Andersen, o dramaturgo Ibsen e... Munch. No caso deste último, a vida foi marcada por desgraceiras como aquelas registradas nas pinturas em série, no Museu de Oslo. Quando vi os sete quadros que mostravam a irmã do pintor tuberculosa e debilitada, terminal, fui tomada de uma leve perturbação, como quando uma lembrança incômoda vem à mente. “The Sick Sister”. Quadros da minha própria vida. Dizem que a gente aprende com o sofrimento. Disso eu não tenho dúvidas. Resta saber se há alguma utilidade em aprender certas coisas. Tenho certeza de que seria melhor passar sem saber algumas delas. Voltei convicta de que a terrível lembrança da morte de meu irmão (de Aids, em 1997) deve me acompanhar até a minha própria morte e tento conviver com ela da melhor maneira que posso. O que não é nada fácil." * O quadro foi recuperado e voltou a museu em 2006
Da mulher moderna
Foto: Walter CaroneUma nuvem negra sobrevoa insistentemente a minha cabeça. Mas partindo daquele princípio de que tudo passa, espero, também insistentemente, que ela se vá, como chegou. Enquanto isso (e incapaz de expressar qualquer ideia), deixo pra vocês um textinho antigo, que não conhecia o mundo, escondido que estava na gaveta. Uma breve reflexão sobre a mulher moderna. Como sempre faço, outro dia estava xeretando a “biblioteca de mamãe”, composta de diversos livros dos mais variados temas, quando me deparei com o seguinte título: Como Ajudar Seu Marido a Ter Sucesso – na vida social e nos negócios. O ano é 1961, o que explica um pouco a auto-ajuda, bastante em moda na época (aliás, não saiu de moda, mas tudo bem). A autora, uma tal de Mrs. Dale Carnegie, tinha uma formulinha mágica para as moçoilas casadouras dos anos dourados conseguirem o projeto mais importante da vida de todas elas; um marido, com uma casa e filhos lindos e educados, tudo de comercial de margarina. Um cachorro de comercial de margarina também não seria ruim (jamais um gato, gatos são para os esquisitos); contanto que tenham uma bela área verde e espaçosa para que este possa dar uns pulinhos e se sair bem no comercial. Curiosa que sou, claro que comecei a ler a bagaça. E Mrs. Carnegie escrevia como profunda conhecedora do assunto, última palavra em psicologia de relacionamentos. Aí vão alguns trechos com a ortografia original:
“O importante para uma espôsa é compreender a necessidade de um programa educacional para um homem que quer abrir caminho no mundo – e a necessidade de sua inteira cooperação nesse programa. O tempo e o dinheiro dispendido no aperfeiçoamento de um homem são um investimento na família futura. Quando êsse programa de educação se prolonga por um período de anos, e a esposa considera se a solidão e o sacrifício que isso lhe exigiu valem a pena, ajudar-lhe-á muito pensar que êsse sacrifício habitualmente é recompensado com o sucesso e que este é ainda a nação dos ‘self-made men’”.
(...) “A sra. Coleman é um exemplo de espôsa que trabalha com e para o seu marido (...) Certas crises na vida familiar, como débitos, doença ou perda do emprêgo do marido, algumas vêzes tornam necessário para uma espôsa trabalhar temporáriamente fora de casa. Êsse tipo de assistência é um ato da sociedade – marido-mulher na mais ampla acepção da palavra – porque ela está trabalhando para o bem da família, e não meramente para a satisfação de seguir uma carreira de seu agrado.”
Por fim, um conselho para sair da vida besta: “(...) a espôsa desempenhará melhor os seus deveres caseiros e terá melhor atmosfera mental, se mantém alguma atividade fora de casa. (...) Desde que as donas de casa necessáriamente passam muito tempo sòzinhas, outra atividades que as mantenham em contato com outras pessôas são bastante benéficas. Um curso de educação ou de costura, uma aula de apreciação musical, algumas horas na semana de colaboração para alguma sociedade beneficente, projetos como êsses dão às mulheres vivacidade mental e alargam os seus horizontes.”
Ah, sim. Isso explica de onde saíram os monstrinhos machistas que conhecemos. DE NÓS! Que coisa. Bom, as coisas mudaram demais, e ainda bem. Sou totalmente contra ao discurso do “antes é que era bom, a mulher mudou mas está infeliz, blá, blá, blá”. Infeliz uma pinoia. Estamos ricas, realizadas, mais bonitas e felicíssimas. Sobrecarregadas, eu sei. Mas para aquelas que têm ataques de submissão temporária, eu pergunto, do fundo do coração: você voltaria no tempo pra ficar fingindo que não tem cérebro, não tem tesão pelos caras e não gosta de ganhar o seu próprio dinheiro, meu bem? Hein? Hein?!
Das separações
Obra: Gerald Laing
Separação é terrível. Vem à tona uma fragilidade desconhecida, submersa, lá dos arcanos. Alguns perdem a concentração e a disposição. Outros perdem a fome, a fome não aumenta - outros se alimentam compulsivamente, como se quisessem preencher alguma lacuna que permanece furada, como um coador de café vagabundo.
Claro, ninguém morre quando rompe, eu sei. Mas é como uma gripe terrível: você deita e bota o cobertor. Vai passando. E nesse meio tempo não há muito o que se fazer. O negócio é sair, sair muito. Fazer aquelas coisas que você queria fazer e não dava, porque ele ou ela não gostavam e ai, que saco! Experimentar todas as cores, cheiros e sabores. Como diria Herbert Vianna, “provar tantas frutas que te deixariam tonta”. Uma espécie de morfina, até que a crise de abstinência, finalmente, passa.
Eu sei que quando a coisa tá ruim o melhor é não teimar. Mas pêra aí: a gente tem que esgotar todas as possibilidades, né? É uma prova de consideração e acho que quando sobra respeito e carinho, todo mundo faz isso de tentar até esgotar. Mas bom mesmo é saber que toda tempestade acaba. E depois vem uma sensação poderosa e fatal de recomeço, sempre muito boa. Novas sensações boas e ruins, mas novas.
Aí tudo começa de novo (e assim seja, porque de que vale a vida inteiramente nos trilhos?). Vida com sabor de chuchu não rola, né? Tem que ter cebola, alho, pimenta e cominho. Não gosta de alho? Azeite de dendê ou não sei o quê. Colocar os próprios temperos, temperar por gosto. Neste caso, vá pra cozinha e sinta!
E eis que aparece uma outra beleza, um outro conversa mole e divertida, uma covinha diferente no rosto. Você se pega pensando no moço ou na moça X – e X liga, e isso se chama sincronicidade, que não tem muita explicação e eu não acredito em nenhuma. Uma nova ansiedade, pontada no estômago quando vê a janelinha no messenger apontar praquele nome e, melhor ainda...aquela mesma janelinha te chamar, daqui a pouco, com a mensagem que você queria receber. Aí é só passar do virtual para o real, que nada e ninguém substitui. Isso é que viver.
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